11 dezembro 2013

6˚ dia – Convento, Saqsayhuamán, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay:

         Claro que acordamos com aquela ressaca pós-reveillón e posso garantir, duas xícaras de chá de coca e eu já estava pronto para outra. Ainda bem que nossos passeios neste dia começavam todos após o almoço. Descemos novamente até a Praça de Armas para continuar o passeio pelo Vale Sagrado dos Incas.
         Primeiro fomos até o Convento de Santo Domingo, uma obra gigantesca, no centro de Cusco. Como o próprio nome sugere, se trata de um convento católico, hoje transformado em museu e construído em cima de um antigo templo Inca. O passeio é bacana, muitas relíquias banhadas a ouro e a arquitetura Inca se mistura com a espanhola. O jardim é belíssimo. Nos irritou neste passeio a demora. Estávamos em um grupo com guia, então foi muito enrolado para o nosso gosto.
         Depois, microônibus e pegamos a estrada rumo às outras ruínas Incas. Primeira parada no Parque Saqsayhuamán. Enorme construção de pedras perfeitamente encaixadas umas às outras. Chega a nos deixar a reflexão do “como eles fizeram isso?”. À época Inca, era uma espécie de fortaleza militar de defesa e também templo ao deus Sol. O passeio é belíssimo e a explicação do guia, fascinante. Como dá para perceber pelas fotos, foi um dia de garoa e capas de chuva.
         Próxima parada, Q’enqo. Antigo templo religioso onde se realizavam sacrifícios de animais em homenagem aos deuses. As pedras com sangue ainda estão lá e o lugar é um labirinto interessante. Cheio de explicações mitológicas/religiosas.
         Depois, a alta e gelada Puka Pukana, antigo local de observação devido à sua localização privilegiada no alto de uma montanha. Ventava muito, garoava e o frio dos Andes era intenso.
         Por fim a ainda mais alta Tambomachay, importante pelos seus aquedutos que alimentavam de água limpa outras regiões do Vale Sagrado dos Incas. Mais frio, mais altitude e muita folha de coca para “mascar” e conseguir sobreviver.
         Na volta, ainda paramos em um casebre à beira da estrada para conhecermos a confecção de lãs de Alpacas e Lhamas e claro, fazer umas comprinhas. Chegamos ao Albergue e só pensávamos em dormir, até porque, o outro dia seria ainda mais longo e de mais expectativa. Para aqueles que forem à Cusco, o passeio pelo Vale Sagrado inclui outros lugares que não visitamos por conta do tempo escasso. Informem-se.

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