03 agosto 2013

4˚ dia – Cusco

         Mais uma vez, acordamos cedo, pegamos nossas coisas e fomos rumo à Praça de Armas, procurar onde ficava o Albergue Municipal que havíamos reservado. Já era dia 30/12. Subimos a Avenida Del Sol, a principal de Cusco. Subida íngreme e sim, a altitude nos deixa com falta de ar. Fomos perguntando para policiais o que fazer e nos indicaram a Oficina de Informação Turistica. Apesar da grande fila, afinal a cidade estava repleta de turistas e mochileiros, e por ser um domingo, manhã de missa e ruas cheias, fomos muito bem atendidos no local. Detalhe para a quantidade de ambulantes lhe oferecendo todo tido de coisa. Compramos os primeiros gorros para os orelhas suportarem o frio e um saquinho de folha de coca, para ajudar na caminhada (aprenda a “mascar coca” logo no primeiro dia. Ajuda e muito à amenizar os efeitos da altitude).



         No Centro de informações pegamos mapas e tiramos todas as duvidas sobre passeios, média de preço, onde comprar bilhetes, quanto tempo demoram os passeios e viagem. Foi ótimo. De mapas nas mãos, fomos nos aventurar atrás do Albergue Municipal (outra parte boa do mochilão: faça você mesmo) pelas estreitas, íngremes e lindas ruelas e escadarias de Cusco. O Albergue fica na Calle (rua) Kiskapata, difícil de encontrar, mas recompensador. O local além de ter uma diária barata 15,00 reais por dia, possui uma bela vista para o centro de Cusco, funcionários simpáticos e ambiente muito bem higienizado e com chuveiro quente.
         Deixamos nossas mochilas maiores no quarto e descemos novamente à Praça de Armas para almoçarmos e irmos às agências de turismos comprar os pacotes de passeio. Aprendemos que no entorno da praça as coisas são melhores, mas também mais caras. Visitamos muitas agências, vimos preços e passeios até fecharmos em uma que fica na Calle Hathunrumiyok, Travel Agency, com o Elias, um peruano que toca a agência como negócio de família com a esposa e faz as vezes de gruía, também. Compramos três pacotes:
_ para o dia 31/12 passeios por Pisaq e Ollantaytambo, no chamado Vale Sagrado Inca;
_ para o dia 01/01/2013 passeios por Tambomachay, Saqsaywaman e Puka Pukara;
_ para o dia 02/01 viagem de van até a Hidroelétrica em Santa Tereza, de lá caminhada pela floresta até Águas Calientes, com hostel para pernoite;
_ dia 03/01 subida em Machu Picchu e depois volta de trem até a Hidroelétrica, onde pegaríamos novamente a van para retornarmos à Cusco.

         Todo este pacote custou cerca de R$ 350,00. Pechinchar é uma necessidade. Pagamos tudo e ficamos com o devido recibo. Elias, super prestativo, nos levou para trocarmos mais dólares-soles e até a local da prefeitura onde compramos os boletos para as entradas nos parques. Quem tiver carteirinha internacional de estudante, tem mais descontos nos bilhetes.
         Tiramos o restante do dia para andar por Cusco, que é uma cidade maravilhosa para quem adora história. Fomos ao Mercado Municipal fazer algumas compras, sempre pechinchando. No geral, as coisas são baratas, mas a qualidade, das roupas por exemplo, não é das melhores, muito embora, uma dica que aprendi é levar poucas camisetas e blusas (é frio a noite, afinal, Cordilheira dos Andes e altitude) e deixar para comprá-las no mochilão.
         Decidimos ainda fazer uns sanduíches para levar na mochila, afinal íamos viajar bastante e percebemos que no Peru, ao contrário do que temos em muitas regiões aqui do Brasil, a infra-estrutura nas estradas não é das melhores. É difícil encontrar bons lugares para comer e beber. Compramos em um mercado pão, queijo, presunto e fizemos os sanduíches, que foram salvadores.

         Já no final da tarde, casados, voltamos ao hostel, tomamos banho e pensamos em ir para um barzinho (existem muitos em Cusco) mas a chuva, o cansaço e a necessidade de acordar bem cedo no dia seguinte, nos levou para a cama bem cedo.

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