20 julho 2013

2˚dia – Rio Branco/AC – Porto Maldonado (Peru)

         O clima a noite foi agradável e deu para descansar da longa jornada do dia entre aeroportos brasileiros. “Acordei” cedo e tomei um “delicioso” banho gelado, às 05:00 e desci ara o primeiro piso conversar com os taxistas e levantar algumas informações sobre como faríamos para ir até a fronteira com o Peru.
         Sabíamos que havia um ônibus direto de Rio Branco para Cusco pela Movil Tour, mas só dois dias da semana e tem que comprar passagem antecipadamente. Impossível no nosso caso. Os taxistas cada um fez um reço para nos levar de táxi até a fronteira, mas foram sinceros em dizer que havia ônibus de duas companhias que saíam logo cedo.
         Decidimos viajar pela Real Norte o trajeto entre Rio Branco e Assis Brasil (340 km), última cidade na fronteira com o Peru. Na fila conhecemos um francês que estava na Amazônia e indo para Machu Picchu e um paulista que teve a mesma idéia que nós. Pagamos R$ 40,00 na passagem e o ônibus era do tipo “ingá-pinga”. O entra e sai de pessoas da localidade foi divertido. Conversamos com muitos populares (outra parte boa do mochilão: conhecer pessoas!), sobre o Acre, sobre a economia do lugar, a vida no Estado, etc. Passamos por muitas vilas, floresta amazônica, fazendas de gado, cidades (inclusive a do grande Chico Mendes). Conhecemos outros brasileiros que também seguiam para Cusco. “Almoçamos” em uma vendinha de estrada, super modesta. A paisagem pelo interior do Acre foi o primeiro momento de reflexão (outra parte boa do mochilão: conhecer a realidade!).
         O ônibus nos deixou na Alfândega entre Assis Brasil e Iñapari (Peru), acredito que por volta das 15:00. Passamos pela Polícia Federal e muitos taxistas e muitos Toritos (moto tradicional do local) faziam o trajeto até Iñapari e a Alfândega peruana, onde também fizemos o primeiro câmbio dolar-sole. Na cidade, alugamos uma Van para nos levar (passamos a ser em sete, com o novo amigo paulista) até a cidade de Porto Maldonado (220 km), no Peru, onde dormiríamos. Pagamos algo em torno de R$ 40,00 por pessoa também pelo trajeto.
         A viagem foi a primeira aventura. Um Van minúscula, com o combustível acabando, nós super apertados, chovendo, pneus carecas (padrão no Peru e Bolívia), cheiro de queimado na Van, nós com pena do tiozinho, até porque vimos que era o ganha-pão dele e no som, o clássico peruano: Marisol. No fim, até gostei do som!
         Chegamos por volta das 18:30 em Porto Maldonado. A Van nos deixou numa avenida onde haviam várias empresas de ônibus que faziam o trajeto até Cusco. Andamos, pesquisas e quando nos cansamos, decidimos comprar pela Civa turismo. Não sabíamos onde trocar mais dólares-soles, então pedimos ajuda para a polícia de Porto Maldonado. Nos levaram em cima de uma caminhonete, fizemos o câmbio a noite a casa de uma sujeito, pegamos o torito e fomos para a praça central de Porto Maldonado.
        Há alguns hostels na cidade. Estamos muito cansados para sair procurando preço e nos hospedamos logo no Puesta Del Sol. Local agradável e preço a cerca de 30,00 a pernoite. Dentro do lugar ainda funciona um barzinho. Subimos, tomamos banho e descemos comer na lanchonete que funcionava em baixo. O primeiro contato com uns tipos estranhos de milho como aperitivo e a primeira Cusqueña, cerveja peruano muito boa. O lanche não era dos melhores, principalmente para nós de Maringá, acostumados com exagero. Mas deu para matar a fome. Depois fomos dar uma volta rápida no centro e resolvemos papar no barzinho, que tinha rock e alguns drinques interessantes.

         Depois de um dia longo, precisávamos dormir.

3 Comentários:

Às 11/8/13 9:13 AM , Blogger William Mark disse...

Interesting article about Porto Branco

Keep up your blog.

 
Às 22/1/15 4:05 PM , Blogger Walmor Oliveira disse...

Muito bom o blog de vocês. Tô pensando em fazer esse percurso final do ano! Valeu pelas dicas!

 
Às 2/12/15 9:17 AM , Blogger Unknown disse...

Quando pararem tem LA HOSPEDAJE MIRADOR, paro lá todas as vezes que eu vou

 

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