17 outubro 2012

Tudo para mim, nada para os outros:

É comum ver pessoas desinformadas ou preconceituosas, criticando os programas sociais do Governo Federal, Estadual ou Municípios. Digo desinformadas por que não conhecem a Constituição Federal e preconceituosas por que querem políticas públicas apenas para eles e para a classe que pertencem e não para a massa de famintos.

O artigo 3º da Carta Magna traz os objetivos fundamentais do Brasil. Entre eles estão o de construir uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza, reduzir as desigualdades sociais e promover o bem de todos. Assim, a função do Governo é cumprir a lei e a lei diz que o Estado deve trabalhar por uma sociedade sem miséria. Ao instituir um programa social qualquer, o Governo não está fazendo assistencialismo, está sim cumprindo a lei.

O Estado existe para apaziguar as classes sociais. Como nos ensinou Marx, a história de todos os povos, até hoje, é a história da luta de classes. Assim, o Estado utiliza da riqueza coletiva (impostos pagos por ricos e pobres) para fazer políticas públicas que beneficiem tanto os ricos, como os pobres.

Ora, mas o Bolsa Família está ajudando apenas os pobres. Ledo engano. O Bolsa Família gera consumo, emprego e produção, ou seja, no fim das contas, o rico/burguês/fazendeiro produz mais, vende mais e lucra mais.

Mas, caso o Bolsa Família, que é uma política pública ajudasse apenas os pobres, a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), que é uma política pública, não ajuda apenas a classe média/alta? Vejamos, quando o Governo reduz o IPI, ele deixa de arrecadar impostos (que são destinados para as benfeitorias coletivas) e ajuda o consumidor de classe média/alta a comprar um carro zero, mais barato. Ou seja, o carro que custava R$ 36 mil reais, sai por R$ 34 mil. Em outras palavras, o Governo, com a política pública de redução do IPI, “deu” para o cidadão de classe média/alta R$ 2 mil reais para ele comprar um carro zero.
A classe média/alta adora uma redução de IPI para comprar carro zero, pois lhe favorece, mas critica o Bolsa Família que ajuda o pobre a comprar comida. Típico do pensamento egoísta/individualista que toma conta da nossa sociedade contemporânea.

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