29 agosto 2011

Pelo aumento no número de Vereadores em Maringá.



No clássico “A Divina Comédia”, Dante Alighieri assim se expressa: “os lugares mais quentes do inferno são destinados aos que, em tempo de grandes crises, mantém-se neutros”. Pois bem, nunca fui de me manter neutro, então depois de ouvir muita coisa, me posiciono A FAVOR DO AUMENTO NO NÚMERO DE VEREADORES EM MARINGÁ.

Diz um amigo, que quando juntam-se do mesmo lado para lutar por uma causa os empresários, a igreja e a mídia de massa, devemos escolher o lado oposto, que provavelmente estaremos com a razão. Acho que serve para o caso.

A campanha feita em Maringá, com muita verba pra fazer adesivos e comprar outdoors (de onde vem o dinheiro? Dos associados da ACIM? Do dízimo?), diz que aumentar o números de vereadores é ruim, pois além de aumentar os gastos, serão mais vereadores para “não fazer nada”. Ora, vamos aos argumentos.

Primeiro que não importa o número de vereadores, a Câmara de Maringá receberá o mesmo valor do orçamento municipal. Leiam o artigo 29-A da Constituição Federal do Brasil (você encontra no Google). Quem diz que mais vereadores é sinônimo de mais gastos público, É MENTIROSO!

Segundo, estamos a priori achando que todos os vereadores são corruptos ou preguiçosos. Prefiro acreditar que não é assim. No caso, estamos julgando o bom, tendo como base o mau vereador. Penso que deveria ser justamente o contrário.

Acho bacana a população protestar, reivindicar, etc. No entanto, tenho para mim que, a grande maioria das pessoas que colaram adesivos nos carros ou estão apoiando esta campanha, NUNCA foram na Câmara de Vereadores, não sabem o nome nem de três vereadores ou então, já se esqueceram em quem votaram na eleição passada. Protestar de dentro do carro ou nas redes sociais é fácil, fazer a sua parte de cidadão atuante, que cobra os representantes, dá muito trabalho, é melhor ficar falando genericamente sobre a classe política.

Dizer que vereador não faz nada mesmo, então não precisam de muitos, é assinar ATESTADO DE BURRICE, afinal, quem colocou eles lá, senão fomos nós, cidadãos, através do voto? Se eles são ruins, nós somos piores, pois os escolhemos. Vai me dizer que a ACIM, igreja e mídia não tem os seus “políticos preferenciais”?

Mais vereadores, penso que é mais representatividade para a população. É mais gente para cobrarmos, procurarmos, conversarmos e debatermos as propostas para a melhoria da nossa cidade. Os movimentos sociais, os bairros, as classe podem ser mais bem representadas na Câmara.

Mais vereadores, penso que seja mais difícil para alguns interesses escusos conseguirem a maioria na votação que desejam. Falando o português correto, é mais difícil subornar ou pressionar os vereadores quando o número é maior.

Mais vereadores, penso sejam mais pessoas para fiscalizar o Executivo municipal, prestar atenção nas contas e na execução dos Projetos.

Infelizmente, como costumo dizer, a melhor forma de vencer um debate é, não debatendo. No caso, é justamente isso que os empresários locais, igreja e imprensa têm feito. Não há debate, pois as opiniões contrárias não são mostradas. Fazem um desserviço à cidadania e a melhoria da vida pública em Maringá, mas a história nos ensina que estes trem segmentos, costumam agir assim mesmo. Quando eles protestam, é um movimento cívico e justo, mas quando a classe trabalhadora ou os estudantes protestam, são baderneiros e caso de polícia.

Por: Cássio Augusto – professor.

22 agosto 2011

Ser de oposição é ser o que?

O processo excludente ora em voga em Nova Londrina para determinadas mídias não começou agora.

Começou lá atrás, por volta da primeira quinzena de junho de 2009, no dia em que assumi o microfone da Rádio Rainha no horário do meio-dia.

\Minhas lutas políticas na Marilena me capacitaram a não acreditar em nada que venha dos pequenos políticos locais que não tenham atrás de si uma história pessoal na política municipal. Cidadãos que momentaneamente obtém o Poder, à custa na maior parte das vezes de mentiras e compra desavergonhada de votos, ou como figuras de proa de grupos locais, estes sim conhecedores da Política, encarnam, assim que adentram o Paço, o Estado.

Julgando-se acima das leis e dos outros mortais, como se fossem semi-deuses bafejados pela sorte, encaram toda espécie de crítica como ofensas pessoais e as tratam como tais: na barra dos tribunais ou em lugares ainda piores.

Assim que cheguei e assumi o meu trabalho já fui etiquetado, rotulado e carimbado: É mais um pau mandado do Arlindo!

E não houve forma de romper o preconceito, pois se trata disso mesmo, que os atuais detentores provisórios do poder local tem à respeito tanto do Arlindo como da Rainha FM.

Um governo que passou dois anos reclamando da herança maldita, que, se realmente a fosse, e em apenas dois anos, e na crise em que estamos, não conseguiriam debelá-la, e, que em sua representação na Câmara justifica os erros atuais por serem os mesmos que acusam o Arlindo de ter feito, não pode mais usar esta tal herança como desculpa para sua própria imprevidência.

O que se pode esperar de um grupo destes?

Mais do que já se tem.

Quando no início, fazia o périplo das secretarias tentando levantar material jornalístico, tentava conversar com secretários ou outras autoridades sobre os problemas ou as soluções, só encontrava avisos: - Não se meta! Você não é daqui! Cuidado! Que tens com isso! E o indefectível: Nós é que sabemos!

Discurso típico dos despreparados, que medrosamente se escondem atrás da autoridade para não terem suas decisões contestadas, pois se julgam ‘os caras’.

E não adiantaram meus protestos de independência intelectual e política, minhas juras de tratamento equânime.

O dia-a-dia me mostrava cada vez mais o fechamento do governo à Rádio Rainha e à qualquer um que de lá proviesse.

Que fazer? Enfiar a viola no saco e voltar para Marilena? Vender minha consciência?Peitar estes presunçosos? Enfrentar estas hidras?

Passei então a me concentrar em documentos. Diários Oficiais, projetos, sessões da Câmara, jornaizinhos de propaganda institucional, imprensa impressa bem paga e vendida na cara dura.

E a pensar e tentar fazer os outros pensarem sobre estas coisas.

Este é o trabalho que se tornou diário: desvendar o por detrás da discurseira, desvelar o embutido nas entrelinhas dos projetos, desmascarar qualquer tentativa de enrolação pública. Preto é preto, branco é branco. E ponto final.

Ao desmitificar perante a população a aura de santidade e competência que, vendida à população como campanha política, acabou se tornando a mantra interna do grupo, de uma forma que eles mesmos acreditam no próprio discurso vazio, me tornei ‘o inimigo’.

Fiz e faço a minha parte. Não me escondo no anonimato, não uso da figura do Arlindo para obter vantagem alguma, não falo nem em nome da Rádio Rainha. Falo e escrevo com meu nome, em nome das convicções que ainda me restam.

E chegamos ao ponto de, na linguajem jornalística, pautarmos os trabalhos de outras mídias e da própria Câmara, em alguns momentos.

A cúpula, indignada com minha audácia, formou seu próprio exército midiático: sites, jornais, rádio. O uso exclusivo da Pontal, inclusive apoiando direta e indiretamente sua luta jurídica contra a Rádio Rainha e contra mim nos tribunais, demonstra à perfeição meu argumento, e contra a evidência não há desmentido possível.

Agora, como última manobra, criam comentários pelas ruas de que quero ser vereador por ‘me achar’ alguma coisa. Nunca perguntaram a mim, se o quero ser. Quantas pessoas ouvem a sessão da Câmara pela Rádio Pontal todas as segundas feiras à noite?E quantas ouvem a sinopse crítica que faço às quartas, num horário apertado de almoço? A resposta está ai.

Tentam colocar-me sob jugo e fica fácil: a cidade está dividida: ou se é Arlindo, ou se é contra o Arlindo. Toda vitória minha é creditada a ele e toda derrota minha fica sendo também uma derrota dele.Espertamente, os partidários da chamada terceira via, o Robertismo, só lucram com essa divisão. Ao nunca descerem para a arena do debate e praticamente fazerem uma política só de bastidores, eles acabam se beneficiando do duelo entre os dois maiores grupamentosficando numa posição por si só vantajosa: sempre tem o mote da União para usarem, e sempre representam uma aliança contra um lado ou outro, sendo o Tertius perfeito em qualquer esquema político que se possa imaginar. Claro que a hora da decisão também para estes está chegando.

Ser de Oposição em Nova Londrina hoje é o que?

Ser contra tudo e contra todos? Meter o pau no Arlindo, que a Situação diz já estar morto? Denunciar os erros desta mesma Situação e ser então, mais um pau mandado do Arlindo? Fuxicar sobre o Roberto para ficar de bem com os dois lados?

Eu particularmente acho que existe uma quarta via, que necessariamente não rotula como de oposição ou de situação, mas explicita o viés crítico que toda boa imprensa tem de ter.

E esta é o Povo.

Sacrificado no péssimo sistema de saúde local, injuriado nas repartições por conta de chefetes de segunda categoria em cargos comissionados, escorchado nos impostos taxas e emolumentos, esquecido nos grandes festerês caríssimos, comprado na bacia das almas na época da Política.

Povo que só quer pouca coisa: um lugarzinho para morar com dignidade com uma infraestrutura mínima que não comprometa muito sua renda, um sistema de saúde que realmente funcione; ser tratado com respeito por qualquerum, ver o fruto de seus impostos sendo bem aplicados, poder se divertir com o pouco ganho que tem, enfim, não precisar se vender por qualquer coisa nas campanhas.

Como cunha, entre a administração e o povo, fica o funcionalismo. Usado como massa de manobra na Câmara por conta dos salários em atraso da última administração, mas nesta administração,sendo colocado de lado nas terceirizações do serviço, desprestigiado nas negociações que envolvem seus bens como classe, desaparecido nas inúmeras comissões que integram hoje o círculo decisório, ganhando ainda mal, por conta de uma folha engordada só nas gratificações para poucos e escolhidos e nos cargos comissionados.

Talvez minha ‘filosofia de buteco’ não seja do agrado de todos. Talvez não seja do agrado de ninguém. Mas, é como digo sempre: estou velho demais, cansado demais, sábio demais. Não dá para mudar agora.

Meu IBOPE em Nova Londrina, é excelente. Sei da importância e da penetração que o programa Rainha em Foco obteve dentro dos lares dos novalondrinenses. Sei do respeito com que sempre tratei o ‘meu público’. Sei do carinho que este mesmo público me dedica. A maioria, sem ao menos conhecer-me. Sou, para muitos, apenas uma voz. Mas eles confiam nesta Voz. Sabem que quando erro, e também o faço, nunca é por busca de vantagem pessoal. E conserto o meu erro.

Vou então tropeçando, caindo e levantando, e encontrando, pelo caminho, por incrível que pareça, gente que pensa como eu.

Por, Ricardo ‘Ronda’ Drummond de Macedo.



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