03 maio 2011

Sobre Nova Londrina-PR:

O ‘CASE’ TUCANO

O grande e (praticamente), único assunto nas rodas políticas novalondrinense nos últimos dias é a questão (aparentemente) fundamental: Quem ficará com o PSDB.

Numa disputa interna acirradíssima, partes diferentes da ave estão digladiando-se pela cabeça do animal. O que nos remete à passagem bíblica de ICor 12,14s e da discussão sobre a importância de cada parte deste corpo para o todo.

Pois todos são (ou foram) um, em Arlindo Troian.

E esta é que é a discussão real de fundo. Toda a política atual se move em torno deste eixo central e da cabalística indagação: Poderá ou não Troian sair candidato em 2012?

Neste ponto se abrem duas perspectivas: a hipótese da consecução de uma candidatura juridicamente sustentável ou a ‘entrega’ do proscênio a um candidato ungido.

No primeiro cenário, dá-se como certa que a vitória de Arlindo Troian é um fato consumado. Após a‘dêblaque’ do sistema político envolvendo a cooperativa, e dado os péssimos números de aceitação por que passa o governo local, o universo do candidato cresceria exponencialmente quanto mais próximo se chegasse do pleito. A própria participação do PMDB no secretariado estadual já forneceria a chapa ideal: PMDB-PSDB.

Na unção de um ‘filho favorito’, contar-se-ia com a influência mais que notória do ex-candidato, no caso, para se chegar ao pleito igualmente munido de uma grande base de apoio político que permitisse; ou a vitória pura (PSDB-PMDB) ou a possibilidade de uma aliança ainda maior com outras correntes locais que viabilizasse com toda a certeza a vitória.

Dentro deste movimento é que se insere então a disputa pelo PSDB.

Com a vitória de Beto Richa, apoiado frontalmente pela parte mais troianista das forças de oposição municipais, o fortalecimento deste segmento dentro do universo da oposição foi inevitável. A trinca Rossoni-Durval-Hermas, que detém em Curitiba parcela significativa do poder estadual, sem contar o próprio Beto, deixou esta parte dos líderes políticos locais em situação de vantagem sobre outros segmentos que, ou não foram para a campanha com o mesmo ímpeto, ou ficaram frontalmente contra o projeto tucano estadual.

Some-se a isto o peso Frangão e a entrée Evadro Jr.

Visto isso, parte significativa do tucanato local resolveu que era hora de um ‘mini Coup d’Etát’ e, virando a mesa localmente, lançar o vôo tucano para outros horizontes, eclipsando a figura ainda mítica de Arlindo Troian, sua influência na capital do estado ena mente do eleitorado ainda fiel à história política de sucesso indiscutível que é sua.

Contando, ao que aparenta, com o beneficio da cumplicidade do Dep. Est. Accorsi, que se pretende, em Curitiba, o único líder político desta micro-região, e fazendo localmente movimentos em direção ao dornelismo (ou parte dele), já que tanto o deputado quanto os que o representam aqui são da base de apoio ao prefeito atual, tentou-se (tenta-se), uma tomada hostil da sigla em Nova Londrina que a levaria certamente a um esvaziamento de influência em Curitiba e talvez até, ao papel de coadjuvante no próximo pleito, num partido que se pretende ator principal, e tendo este direito, por ser hoje, governo do Estado.

Com chapa provisória pronta e recheada com próceres locais, aterrissou-se me Curitiba com o agora chamado ‘Projeto Paulo Lopes’, empresário de grande influência local que apoiou direta e intensamente uma candidatura petista (Prof. Roberto) nas últimas eleições. O peso do nome do possível futuro presidente da provisória municipal por si só já revela a importância desta, para este grupamento, no futuro político novalondrinense, aí sim, talvez, assumindo a frente do ato, mas, e somente, nesta hipótese; pois ninguém chamaria alguém do porte do empresário para depois escondê-lo num processo de re-eleição duvidosa (juridicamente) da atual administração.

A reação foi imediata. A ala mais ‘richista’ partiu então para a articulação junto, tanto à troika curitibana como ao próprio governador, cobrando a fidelidade dada no momento em que os tucanos eram só uma agremiação derrotada (num fiasco, diga-se de passagem) em Nova Londrina, e o projeto tucano estadual ainda uma esperança, e que mostrou grande poder de arregimentação municipal (até abafando outros partidos de oposição ao tucanato estadual), fazendo uma expressiva votação para governador além de pôr mais de novecentos votos no ninho Evandro Jr.

Contando com a solidariedade explícita destas lideranças coxas-brancas e localmente, atraindo outras lideranças emergentes (o fenômeno Scarpante, como exemplo), o richismo mais radical se organizou e foi também à Curitiba pelo que julga ser igualmente seu direito.

Neste momento, encontra-se nas mãos da nova executiva estadual do PSDB (Beto-Rossoni) a decisão sobre o futuro tucano em Nova Londrina e o próximo movimento eleitoral de 2012 que passa, inevitavelmente, pela decisão que lá será tomada.

Aos floretes! Tucanos... às armas!

Por: Ricardo Ronda.

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