31 maio 2011

A polêmica zona 07 de Maringá – parte II:



As recentes atitudes por parte de alguns maringaenses, que imbuídos de atitudes patrimonialistas, para não dizer outra coisa, continuam gerando polêmica. Concordo com o princípio de que o meu direito termina quando começa o de outra pessoa, mas também, o direito de outra pessoa só começa quando termina o meu.

Abaixo, outro texto que circula no Facebook, mas que infelizmente não consigo identificar o seu autor para lhe dar os parabéns.

Universitário, transfira seu título para Maringá - ASSUMA!

Quinta, 1 de setembro às 18:00 at TRE - Maringá, Brazil.

MANIFESTO UNIVERSITÁRIO

Pessoal, todos têm acompanhado a perseguição que o Prefeito de Maringá tem promovido com os universitários em geral, principalmente os oriundos de outras cidades, numa nítida atitude xenofóbica, como se nós, que muito colaboramos para o crescimento da cidade de Maringá, e muitas vezes adotamos essa maravilhosa cidade para viver no nosso futuro profissional, estivéssemos ocupando o espaço que pertencesse a algum maringaense nato, como se, por sermos originários de outras cidades, fossemos estrangeiros desmerecedores da atenção desta maravilhosa cidade, como se fossemos menos cidadãos que os outros.

Há cerca de 3 ou 4 anos atrás o Prefeito, em uma entrevista a imprensa, descreveu que “todos os universitários da UEM” eram “drogados”, depois a cada manifestação do senhor Prefeito o mesmo continuou a adjetivar os universitários como baderneiros, desocupados e até mesmo marginais. Ninguém fez nada!

Há algum tempo atrás o mesmo incentivou e aprovou uma lei absolutamente Inconstitucional que vedava o universitário da UEM, e somente na UEM, de consumir qualquer bebida que tivesse o menor teor alcoólico, durante o período que iria da sexta feira que antecede o vestibular até seu último dia, prevendo que, espante-se, o fiscal do Município poderia simplesmente confiscar o copo da mão do universitário e descartar no chão. Ninguém fez nada!

Depois, esforçou-se para aprovar uma lei que vedasse a venda de bebidas alcoólicas a menos de 200 metros das Universidades, mas vejam, isentou o poderoso Shopping Avenida Center da aplicação dessa lei, e, pasmem, essa lei foi dirigida SOMENTE aos estabelecimentos localizados próximos às Universidades, ou seja, não se aplicou às escolas de ensino primário, fundamental e médio, que é onde deveria se evitar, de fato, a venda de bebidas alcoólicas, numa clara demonstração de que pretendia se atingir somente os universitários. Ninguém fez nada!

Nos últimos meses tem promovido e incentivado a Polícia Militar, com a ajuda da Guarda Municipal, que tem a única função institucional de vigiar os prédios municipais, a promover arrastões às quintas feiras, na Rua Paranaguá, independente de haver som, barulho ou qualquer desordem, de forma truculenta, para não dizer violenta, empurrando, agredindo, aplicando choque elétrico e utilizando o cacetete, para quem estivesse na rua, como se fosse um toque de recolher, remontando à ditadura militar. Ninguém fez nada!

No último mês ocorreu uma onda de furtos, roubos e assaltos a vários universitários e repúblicas de Maringá, apenas num agravamento do cenário que se repete ano após ano, a Polícia não prendeu ninguém, e, seguindo a linha do Prefeito, em entrevista o Oficial da PM afirmou que a culpa dos crimes é dos Universitários porque promovem festas e acabam não ficando em suas casas, e são baderneiros intelectuais. Ninguém fez nada!

A Zona 7 é uma das regiões mais populosas de Maringá, o segundo maior bairro da cidade em números absolutos de habitantes e o primeiro em densidade demográfica. No entanto, a Prefeitura não tem instalado um único posto de saúde na zona 7, e se não fosse o serviço ambulatorial simples, oferecido pela UEM, todos os habitantes da região estariam sem nenhuma assistência do sistema de saúde público. Limpeza das vias pública, roçada de terrenos vazios, recapeamento asfáltico, reposição de lâmpadas de postes ou mesmo poda de árvores é lenda na Zona 7. Funcionários da Prefeitura na zona 7? Só duas vezes por ano: que são os fiscais durantes os vestibulares. Ninguém fez nada!

Na última semana, vimos que o único bar universitário que ainda resistia as pressões políticas e às arbitrariedades do poder público, único ponto de encontro e diversão dos estudantes universitários da zona 7, fechar suas portas, encerrar suas atividades, por arbitrariedade e ilegalidade da Prefeitura Municipal. Ninguém fez nada!

Ao final do mês de abril o Sr. Prefeito Silvio Barros decidiu que nenhuma festa universitária em chácara seria liberada, mesmo aquelas que sempre preencheram os requisitos para obter os Alvarás. Isto aconteceu em resposta ao pedido de esclarecimentos por parte do Conseg de Maringá, que buscava informações a cerca de uma rave realizada no Parque dos Cerealistas. Deparou-se com uma situação inusitada: a rave, que obteve parte dos Aalvarás da prefeitura, teve a sua disposição máquinas da prefeitura para terraplanar o terreno. Sim, pasmem, uma rave em local absolutamente inapropriado teve o apoio da prefeitura para a sua realização. Tratava-se de evento realizado por um “parceiro” do mais importante secretário municipal. Ou seja, se for amigo de pessoas ligadas ao Prefeito, até rave sem preparo algum de produção pode acontecer.

Neste Sábado, uma festa universitária, promovida por dois centros acadêmicos da UEM, como um dos únicos meios de juntar fundos para realizar suas atividades, em parceria com uma agência de eventos legalmente estabelecida, que preenchia todas as exigências de outros órgãos de segurança e fiscalização, e que seria realizada no mesmo local onde antes já foram liberados eventos, não aconteceu, porque a Prefeitura Municipal sem qualquer amparo legal, decidiu que simplesmente não mais irá liberar eventos universitários, ao arrepio da lei e do princípio da legalidade, impessoalidade e da livre iniciativa. NINGUÉM VAI FAZER NADA?

Até quando vamos ser enxotados e tratados como animais por um Prefeito que tem várias condenações judiciais, inclusive por improbidade administrativa, e que, a rigor, sequer pode ser candidato, porque se enquadra no conceito de “Ficha Suja”?

Qual a moral tem um ímprobo para adjetivar negativamente qualquer classe de pessoas, principalmente aquelas que representam mais de 10% da população local, e que movimentam mais de 20% da Economia da cidade?

Estamos cansados de falar e não ser ouvido, e quando falamos tapam os ouvidos e nos chamam de baderneiros generalizadamente, só por sermos estudantes, sem separar o joio do trigo. É como se chamássemos todos os políticos de corruptos só por serem políticos.

Chega gente, é hora de darmos nosso grito, é hora de sermos ouvidos, e se estão se valendo da Política para nos prejudicar e para nos oprimir, vamos usar da mesma arma para nos libertar, vamos soltar nossa voz. ESTUDANTES VINDOS DE OUTRAS CIDADES, TRANSFIRAM SEU TÍTULO DE ELEITOR PARA MARINGÁ E VAMOS VOTAR AQUI NAS ELEIÇÕES DE 2012!

PS: O “Ninguém fez nada!” comum ao longo do texto me fez pensar um pouco aqui. Se estivéssemos nos anos 1980 quando a juventude universitária ouvia coisas como Legião Urbana, Titãs, Plebe Rude, Engenheiros, Capital Inicial, Biquini Cavadão, Paralamas do Sucesso, Raul Seixas, etc, ao invés de coisas como “ó o pente, ó o pente, ó o pente”, “O meu pai ta muito bravo, diz que o curso não acaba” ou “nóis é beberão, nóis é cachaceiro, nóis tem conta no bar, no açougue e no puteiro”, seria diferente? A quem interessa a alienação política? Vale a reflexão!

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

30 maio 2011

A polêmica zona 07 de Maringá:




Tá difícil para os estudantes de Maringá encontrarem diversão na cidade que um dia se orgulhou de ser universitária. Repressão policial, bar tradicional que por pressão fecha as portas e agora, Prefeitura que não libera Alvará para festas em chácaras. As “autoridades” não estão dando a devida atenção para os jovens da cidade. Uma lástima.

Abaixo, texto que circula no Facebook, mas que eu não consegui identificar o seu autor.

OS PROTAGONISTAS DE MARINGÁ SÃO TRATADOS COMO VILÕES!

Recebi isso via email e resolvi repassar pelo facebook, já que por aqui o efeito é avalanche!

"Bom dia estudante da UEM! Estamos sabendo que o Kanarinhus Bar fechou as portas, e segundo a notícia do jornal devido a clara briga dos estudantes com a polícia e as autoridades.

O que isso tem a ver com esse e-mail? Não estou aqui parar falar se o Kanarinhus deveria ter ou não fechado. O que acredito que PRECISAMOS refletir é o seguinte: PARA TODOS OS OUTROS MARINGAENSES É MUITO FÁCIL FALAR QUE MARINGÁ TEM A MELHOR UNIVERSIDADE DO PARANÁ! AGORA, FAZER ISSO ACONTECER QUE É O DIFÍCIL. SE OS ESTUDANTES DA UEM, ESSES MESMO QUE MORAM NA ZONA 07 E FAZEM "BAGUNÇA" NO KANARINHUS, SE ESSES NÃO SUASSEM A CAMISA TODOS OS DIAS, SE ESSES NÃO ESTUDASSEM MUITO, PODERIA EXISTIR AUTORIDADE QUE FOSSE, VERBA QUE FOSSE, QUE ESSA NUNCA SERIA A MELHOR UNIVERSIDADE DO PARANÁ.

Aí vem a questão, como estão sendo tratados esses estudantes?

Não encontrei a quantidade exata de alunos do campus de Maringá, mas o total entre alunos e funcionários são 20 mil pessoas. Acredito que se metade forem alunos, somam 10 mil. Mesmo subtraindo os alunos que vem e voltam todos os dias de outras cidades e os que moram em outras regioões de Maringá, o número de estudantes da UEM que moram na Zona 07 ainda é imenso!

Esse número enorme de estudantes (que moram na Zona 07) logo de cara encontraram encontram dificuldade por querer morar perto da faculdade. Quem está lendo esse e-mail que nunca passou pela situação ou tem um amigo que, após passar num vestibular que é dos mais concorridos do país, tentou alugar um apartamento AO LADO da UEM, e ouviu a frase "nós não alugamos apartamento pra estudante" ou então "esse condomínio não aceita estudantes". A "guerra" contra toda a sociedade já começa no primeiro dia, apenas por querer o óbvio. Morar perto do lugar onde se estuda.

Tudo bem, após conseguir um local pra morar, vem o problema da segurança. Muitos e muitos casos de assaltos a casas e a estudantes no nosso bairro. Agora o conselho da polícia, segundo o jornal da cidade é "Ele recomenda que, como muitos estudantes saem das aulas em horário avançado, tomem ações de precaução. Entre elas, o tenente lista não andar sozinho pelas ruas, evitar as vias sem iluminação e não ostentar joias ou tênis considerados "de marca"."

Por onde andar se a maioria das ruas da Zona 07 não é bem iluminada? Como voltar da aula (sendo que a maioria dos estudantes não tem carro) sem ser a pé e por vias não iluminadas?

Aí vem o X da questão, cadê o maior patrulhamento da polícia nos dias normais? Nos dias em que estamos voltando da aula e somos assaltados? Por que ela só aparece nas quinta-feiras, no nosso dia de lazer? Nos nossos dias de trabalho e estudo ela não está aqui para nos defender dos assaltantes. Mas na quinta-feira, para defender os outros moradores do nosso barulho ela vem. E vem com dez viaturas duma vez só. Cadê a prefeitura que não ilumina as nossas vias e não multa quem tem terreno baldio com mato para assaltante se esconder?

E sobre o nosso lazer, que incomoda tanto as outras pessoas, somos um número enorme de estudantes, na maioria jovem, que precisamos de lazer! Conseguir nos impedir de tomar nossa cervejinha, comer espetinho, assistir futebol e encontrar nossos amigos perto da nossa casa, nunca vão conseguir impedir. Mas já que o problema é nos concentramos em um só bar, em um só dia, porque a prefeitura não oferece outras opções de lazer próxima as nossas casas? Porque a prefeitura não presenteia esses estudantes que fazem da UEM a melhor do Paraná com shows, teatros, atrações esportivas, etc?

Pois é, essa mesma Zona 07, que deveria ser o cartão postal de Maringá, já que é aqui que a cidade recebe estudantes e familiares de estudantes que vem do Brasil inteiro, que é tão mal cuidada. Falta respeito e consciência das autoridades da cidade para com os estudantes, que pagam a mesma quantidade de impostos que todos os outros moradores da cidade e ainda são os grandes responsáveis por levar essa fama tão boa da UEM e de Maringá para todo o país.

OS PROTAGONISTAS SÃO TRATADOS COMO VILÕES!"

29 maio 2011

Sobre a censura em Nova Londrina:

O site Destak Nova Londrina está à tempos recebendo o devido destaque na cidade e região. O mesmo espaço que este Blog já ocupou um dia, como espaço democrático para a livre manifestação da população novalondrinense, tão carente de informação, hoje tem sido ocupado pelo Destak.

Infelizmente, assim como este Blog sofreu censura (veja aqui, aqui e aqui), me parece que também o Destak está tendo que diminuir o seu ímpeto jornalístico, investigativo e de comentários da população.

Não sou fã do site. Muito pelo contrário. Penso que o mesmo é apelativo em muitos momentos, propagandístico político em outros e que o anonimato nos comentários gera repercussões negativas. No entanto, como diria o filósofo Voltaire “Não concordo com uma só palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las”. Infelizmente, nem todos pensam assim!

Assim como neste Blog, agora é necessário fazer um login no site para comentar. Espero que a população dê a cara para bater e assine em baixo aquilo que pensa e diz. Nossa Constituição Federal garante a liberdade de expressão, mas veda o anonimato. Então, falar o que se pensa não é crime, desde que não ofendamos a honra de outrem.

Pelo Movimento Fala Nova Londrina.

Abaixo, texto de Ricardo Ronda, publicado no site Destak Nova Londrina, sobre o assunto. Leia e tire as suas próprias conclusões:




QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME

Se algum dia você pediu um 'favorzinho' à um Guarda Rodoviário, se numa blitz do Ministério você pediu arrego. Se buscou formas de ganhar licitações com algum 'jeitinho', se usou do nome da 'família' para conseguir uma mesa em algum restaurante. Se resolveu erros profissionais com cestas básicas e esmolas, você não tem mais moral para impor nada.

O filtro é fino? Pois é.

E deixa quase todos nós presos nele, então, quem somos para pedir que outros tenham a moral ilibada em cem por cento que nós mesmos não temos?O assunto veio à calhar por causa da última investida do Osmar Milani em cima da liberdade de imprensa na Nova Londrina.

O Destak Nova Londrina se tornou o espaço mais democrático que nossa cidade já teve. Todos, e eu digo todos mesmo, tinham e tem o seu espaço garantido, gratuito, amplo e irrestrito.

Arlindo toma pau e não reclama, Roberto toma pau e não reclama, Marcelo toma pau e não reclama, Sonsim toma pau e não reclama, Vico toma pau e não reclama. Ronda toma pau e não reclama. Miguel toma pau e não reclama. Até o Dornellis toma pau e não reclama!

Pois bastou o Dr Osmar Milani mandar um email insultuoso à pessoa do Willian e com os que ele anda, ver-se publicado, como todos o são, para intentar censuras à livre manifestação do pensamento pelo Destak Nova Londrina.

Ora, o espaço é livre. Nunca na história desta cidade tantos apanharam tanto sem fazer nada de errado contra o veículo, matando o mensageiro, em vez de cuidar da mensagem.

É público e notório que todos são insultados alí. Virou isso. Mas havia também a concordância explícita em todos que o importante era o espaço de manifestação, e quem não gostava não abria o site. O que importava, e importa, é que todos podiam manifestar-se da forma que quisessem, anonimamente ou não, elogiávelmente ou não.

No universo político, é melhor ser mal falado que inexistente. Falem bem ou falem mal, mas falem de mim!

Infelizmente, o Dr Osmar Milani, que não tem participação expressiva em nenhum movimento político atuante em nossa cidade, que afora a Pontal, não tem nenhum veículo onde expresse suas idéias, se é que as tem; por causa de comentários sobre o seu email resolveu pressionar o Destak Nova Londrina a que fechasse sua caixa de recados.

Oxigênio da discussão, termômetro da temperatura política, descarrego biliar de muitos, os recados do Destak Nova Londrina eram uma lufada de liberdade nesta Nova Londrina tão carente de crítica, dentre outras carências. Pelos comentários, avaliava-se perifericamente o 'quem é quem' municipal, destilava-se mágoas, rancores e reclamações que nem sempre se tinha a coragem de fazer de público, num trabalho até de profilaxia mental, aliviando tensões pela caneta, e não pelos punhos ou pelas armas.

Pois bastaram três comentários desairosos sobre a figura do Dr Osmar Milani para que ele se enchesse de pruridos morais epressionando, fechasse esta torneira do povo, sempre aberta à todos os sedentos e sempre abundante.

Como já tinha fechado os ouvidos da população de três municípios à Palavra Santa do Padre Manzotti. Como já tinha trancado nosso comércio e indústria à propagação de seus produtos e serviços pelas rádios comunitárias da região.Ao dar livre expressão às suas críticas no malfadado email, jamais passou pela cabeça de ninguém que tal ação ficaria impune. Homem que se diz tão inteligente, deveria ter calculado a repercussão negativa que teriam seus comentários e se preparado, democraticamente à, ou rebatê-las no mesmo espaço ou simplesmente ignorá-las, não abrindo o site para vê-las. Fácil não é?Em vez disso, armou uma reunião com a promotoria, o Destak e ele mesmo, instrumentalizando até o Promotor Público, que na melhor das intenções, e desconhecedor da problemática a ele levada em sua casa, achou que alguma forma de compromisso era possível, daí, até o creio, ao permitir o uso de sua sala para isso.

Mas infelizmente não é. Contra a escuridão só a luz funciona. Contra os demagogos de plantão só a verdade nua e crua pode mais. Contra os fascistas de ocasião, só um Nuremberg pode acomodar.

À cada espaço que se fecha, mesmo numa cloaca como a caixa de recados, mais pessoas ficam de fora da discussão, menos vigilância se impõe sobre tudo e todos, figuras públicas ou que almejam sê-lo.

Lamentável, vergonhoso, indigno.

Por, Ricardo Ronda.

Fonte: http://www.destaknovalondrina.com.br/admin/ricardoronda.php?subaction=showfull&id=1306589757&archive=&start_from=&ucat=6&sivu=news

26 maio 2011

Eleições 2012:



Falta cerca de um ano para iniciarmos oficialmente a campanha para as eleições municipais. No entanto, os pretensos candidatos já estão querendo aparecer “na mídia” e lançando as suas candidaturas para ver se “colam”!

Nos sites, fotos, textos, comentários anônimos, e etc, fazem a propaganda com o objetivo de “sentir” a reação e ver se a campanha “decola”. Algumas dessas aparições, de tão “forçadas” chegam a ser ridículas. Às vezes fico com a impressão que teremos mais candidatos do que eleitores.

Nos bastidores, pesquisas de opinião pública são feitas e divulgadas entre os pares. Os números são interessantes, pena que a lei não permite as suas divulgações. No final de semana passado, dois quadros: No primeiro, empate técnico entre dois candidatos, enquanto os demais ficaram longe. No segundo, a vitória quase certa de um deles. O mais interessante é a pesquisa sobre a rejeição: 70% contra 5%. E agora, José? Foram entrevistadas cerca de 400 pessoas em todos os bairros da cidade.

Sabedores desses números, nossos poderosos tentam articular campanhas difamatórias ou atentatórias; tentam espalhar boatos de alianças, chapas e acordos politiqueiros; tentam afinar o discurso entre os pares para ver se “cola”. O jogo é de “peixe grande”!

Este jogo anterior ao registro das candidaturas ainda vai durar por mais um ano. Até lá, muita coisa pode e vai acontecer. Mas no frigir dos ovos, quem decide mesmo é o eleitor e sua consciência, ou falta dela, na frente da urna. É aguardar para ver.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

23 maio 2011

Oportunidade para a nossa cidade:



Deu no jornal Gazeta do Povo desta semana, que a cidade de Fazenda Rio Grande, localizada na região metropolitana de Curitiba, receberá a instalação de uma fábrica de pneus da companhia japonesa Sumitomo Rubber Industries.

O investimento inicial é de R$ 565 milhões de reais, mas que devem chegar aos R$ 1 bilhão de reais até o ano de 2010. Em empregos, serão inicialmente 1.200 postos, mas que chegarão aos 3.000. A produção diária será de 15 mil pneus por dia.

Na mesma matéria do jornal, há uma entrevista com o representante dos pneus Maxxis no Brasil, com sede em Taiwan, que diz ter interesse em instalar uma fábrica no Paraná. Está aí uma excelente oportunidade política para os prefeitos dos pequenos municípios do nosso Estado.

Talvez não saibam, mas no Estado há o programa Paraná Competitivo, que visa oferecer incentivos fiscais para que empresas instalem-se no Paraná. Segundo o Secretário Ricardo Barros, cerca de sessenta empresas estariam “na mira” do programa. Aí prefeitos, vamos nos movimentar?

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

21 maio 2011

"Eu falo errado, mas falo o que eu querê":

Fico indignado com a quantidade de “papagaios de telejornal” que vejo no dia-a-dia. Sabe aquelas pessoas que ouvem “meia-verdades” ou “meia-notícias” e saem por aí reproduzindo-as como se fossem a verdade absoluta? É deles que estou falando.

Na discussão recente sobre o livro didático, sempre vemos os discursos “elitizantes” de pessoas que supostamente defendem a norma culta, mas que não vivem o que defendem. Hipocrisia pura!

Abaixo, parte de uma matéria na Gazeta do Povo de hoje sobre o tema. Leiam e reflitam!

“Imagine um aluno, filho de pais que não dominam a norma culta, que chega à escola e o professor diz que é errado quem fala “os livro”, “nós vai”, “dez pão”, “dois real” e, afirma ainda, que isso é língua de gente burra. “Isso só complica mais a educação. É preciso levar em conta a fala que chega na escola e ensinar o padrão culto sem dizer que fulano fala tudo errado. Ninguém está negando que se deve ensinar a língua culta, até porque é a língua do Estado. Mas há maneiras de fazer isso e os livros didáticos de hoje não podem ser, por isso mesmo, iguais aos do passado”, explica o professor aposentado de Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Ataliba de Castilho, autor da Nova Gramática do Português Brasileiro.

O linguista Gilberto de Castro, que ministra a disciplina de Metodologia de Ensino da Língua Portuguesa, lembra ainda que ninguém aprende uma língua pelo simples fato de que há um conjunto de regras que definem o que é correto. “Claro que o professor vai ensinar o que é norma culta, mas não pode ter a ousadia de dizer que a língua daquele cidadão [que está fora do padrão] não existe”, diz.

Para especialistas que leram o capítulo do livro que trata da variedade popular, o que houve foi uma confusão. “O capítulo começa mostrando a concordância da norma culta e diz que na norma popular isso é diferente e, ainda, que a pessoa que não domina a norma pode sofrer preconceito. No fim, mostra como é a frase na norma culta”, afirma Faraco. Castilho lembra que o livro, ao demonstrar que existe a variação popular, de forma alguma fez isso para ensinar os alunos a falar daquele jeito. “É para expor aos estudantes as diferenças regionais, socioculturais. O professor ensina a partir de uma língua que os alunos já falam, por isso precisa fazer com que eles reflitam sobre esta língua.”

A doutora em linguística pela USP Maria José Foltran lembra ainda que o tema variedade linguística não é novo, existe há pelo menos um século. “O mais importante é as pessoas perceberem adequação na escolha das formas linguísticas. Ninguém fala como escreve e, se for escrita formal, precisa saber como usá-la. Em nenhum momento foi dito que vale tudo.” Para o linguista da Unicamp Sirio Possenti, a polêmica se resume ao simples fato de que muitos comentaram o livro sem ao menos terem lido. “E o pior, se leram, não entenderam.”

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1128255&tit=Para-onde-caminha-a-lingua-portuguesa

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

20 maio 2011

I Caminhada da Diversidade em Maringá:

A I Caminhada da Diversidade – Maringá a favor da igualdade acontece neste domingo (22) a partir das 15 horas na praça do Paço Municipal. “O objetivo é chamar a atenção não só da comunidade para os homossexuais e a conduta homoafetiva, além de pedir a equiparação jurídica entre os direitos civis dos casais homossexuais e dos casais heterossexuais e a criminalização da homofobia”, diz um dos organizadores do evento, Robson Gibim, da Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre! (Anel).

Para participar, basta ir até a praça no domingo. Pais, mães, familiares de homossexuais, professores, comerciantes, profissionais liberais e trabalhadores de forma geral são convidados a participar do ato.

A caminhada sairá às 15 horas do Paço Municipal, seguindo pela Avenida Getúlio Vargas, até chegar à Praça Raposo Tavares, onde haverá apresentações de teatro, dança, música, shows de transformistas e de travestis, além de performances de Djs, e relatos de mães, pais, homossexuais, travestis, gays e lésbicas.

Do site: http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/418108/

Particularmente, apóio a realização de qualquer ato público que vise chamar a atenção da sociedade e das autoridades para qualquer problema. A questão do preconceito contra Homossexuais é visível em nossa sociedade. Infelizmente, muita gente ainda está desinformada sobre a questão, principalmente quanto à garantia de direitos civis. Com certeza, tal ato pioneiro em Maringá gerará reações exacerbadas das camadas conservadoras da cidade.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

18 maio 2011

Atentado contra radialista de NL:



Tarde desta quarta-feira, recebi a ligação de um amigo de Nova Londrina. Após as conversas de praxe, me perguntou se eu já estava sabendo “da última” da cidade. A casa do radialista Ricardo Ronda havia sofrido um atentado na noite anterior.

Conheci o Ricardo nos meus tempos de militância petista. Em uma madrugada fria enquanto esperávamos o ônibus que nos levaria para um encontro estadual em Londrina, passamos horas discutindo religião. Depois, encontros esporádicos até que fui fazer o curso de História na Fafipa. Quando entrei no curso, Ricardo já estava no terceiro ano. Conversas diárias sobre os mais variados assuntos. Sua inteligência e ironia me admiravam. Ainda passamos dois anos indo para Paranavaí todo sábado em uma pós-graduação em História. Horas e mais horas de boas conversas.

Ano passado, junto com outros amigos historiadores locais, nos encontrávamos esporadicamente para bater-papo, divagar, ver e trocar filmes, ver e trocar músicas e darmos boas risadas. Infelizmente, desde que me mudei para Maringá diminuí o contato com este sujeito único. Desde tempos, seus textos também são publicados neste Blog!

Claro que não concordo com muitas de suas posições, opiniões e principalmente ligações políticas, mas como disse, o respeito demais.

Abaixo, texto publicado no site Destak Nova Londrina, por meu amigo Ricardo Ronda sobre o atentado ocorrido em sua casa na última terça-feira. BLOGUEIROS DE TODO O BRASIL, UNI-VOS.

Longa jornada noite adentro:

São duas horas da madrugada de quarta feira, 18 de maio de 2011. As mãos ainda tremem um pouco no bater das teclas, o décimo cigarro fumega no cinzeiro e o vento frio desta noite faz farfalhar as folhas das árvores que rodeiam minha casa.

À coisa de três horas, pelas onze e pouco da ainda terça feira fui acordado ao som de disparos. Muitos disparos. Tiros em minha casa. Um pente completo de pistola automática (encontramos seis cartuchos) foi disparado nas paredes e janelas de meu barraco de madeira em Marilena. Furaram vidros, portão de metal, paredes, portas de armário...

Despertaram minha esposa, minha enteada e minha neta de um ano de idade, que dormiam à meio metro da linha por onde as balas passaram furando tudo. (Grifo Nosso) Toda rajada foi apontada para a parede onde fica a cabeceira da minha cama, onde as três, devido à noite fria, se aconchegavam para o sono do descanso, amontoadas que nem cachorro novo.

Quem me conhece, e sabe onde eu moro, pode imaginar o que foram aqueles trinta ou quarenta segundos em que o vidro moído da janela voava em cima da cama onde elas dormiam e as lascas de madeira velha se rachando faziam barulho na calçada em frente à minha porta.

O pipocar dos disparos seguidos do arrastar dos pneus do carro de cor clara que conduzia os agressores, pois foram dois, é o barulho com que minha neta acordou, minha esposa orou e minha enteada se apavorou.

Não posso nem conceber uma pessoa, conhecida, pois desconhecidos não fazem isso, que tenha a capacidade de cometer uma barbaridade dessas, podendo matar uma criança de um ano de idade por que o Ricardo Ronda falou, ou fez algo, que o desagradou.

A insensibilidade de tal criatura, que poderia ter matado três pessoas completamente inocentes até de minha atividade jornalística, é algo quase inconcebível nesta pacata região. Ou assim se pensava.

Crimes passionais, dores atrozes em chifres, dívidas impagáveis. Estes são os casos mais comuns de violência, quase sempre num rompante, no calor da emoção. Mas a premeditação de pegar um carro, convidar alguém para cúmplice, dirigir o veículo até a última rua de Marilena e cobrir minha casa de balas...

O Boletim de Ocorrência, lavrado pela Polícia de Marilena, fala em tentativa de homicídio... E alvejaram uma casa de uma Conselheira Tutelar. O Promotor saberá disso, podem ter certeza. E será uma longa conversa.

Se é motivação política não sei, se é inveja também não. Problemas pessoais não os tenho com ninguém. À ninguém ofendo em sua honra, não adentro a casa de ninguém com conversas indevidas. Não desvirginizo filhas alheias, não tomo o que a outro pertence. Não cobiço e nem tento a mulher de ninguém. Não aponto em outros, erros tais, que merecessem tal punição em minha pessoa e dos que me são queridos e que a estes nada devem.

O que conseguiram foi me privar da presença da minha netinha e minha esposa da filha e da neta. O que conseguiram foi me tirar aquela paz que só uma criança consegue impor, ainda mais nesta tenra idade; em torno dos que a cuidam e a amam enquanto engatinha atrás do gato ou puxa o cabo do meu mouse para chamar minha atenção.

O que conseguiram foi me deixar com raiva. Surda, muda e implacável. E ao pai da criança também. Estes viajantes noturnos, tais quais feras, destilam o terror por onde passam. E deixam atrás de si o rastro do mesmo ódio que sentem por tudo o que não entendem ou não concordam.

Ninguém mais fácil de matar do que eu. Ando pelas ruas de cabeça erguida, peito aberto, ao som do rock and roll em meus headfones, quase sem escutar os que porventura me chamam para alguma coisa. Amigos quase me atropelam, de brincadeira; eu creio, tirando finos para ver se eu pulo. O que não faço nunca, para não dar o gostinho.

É um atentado à liberdade de expressão? Eu o creio. É uma tentativa de me fazer calar? É mais que óbvio. É um recado para parar com meu programa na Rádio Rainha FM? Mas é claro! É o medo da minha ida definitiva para Nova Londrina a fim de adentrar de vez na política local? Também. (Grifo nosso)

Aprisionar-me em casa não vão conseguir. Calar-me, outros já tentaram e se deram mal. Sair da Rainha FM só com ordem da direção, e esta ainda não mandou. Quanto a mudar definitivamente para a Nova Londrina acho que deram um tiro no próprio pé. Pois agora, com isso tudo, e também depois da pesquisa de opinião do último sábado, é que penso ainda mais sobre esta possibilidade.

Minha única arma é minha caneta, e esta, já derrubou mais gente que muitas balas através da História. Não passarão!

Por: Ricardo ‘Ronda’ Drummond de Macedo.

Original em: http://www.destaknovalondrina.com.br/

Elitismo da "língua portuguesa":

A mídia brasileira tem feito mais uma tempestade em copo d’água sobre os nossos livros didáticos. Algum tempo atrás havia desferido seu rancor elitista contra um livro de História Crítica, pelo simples fato de ser crítico. Agora, dizem ser um absurdo que um livro didático de português ensine para os alunos que há diferença entre a língua falada e a escrita. Na minha opinião, trata-se de puro elitismo. Leiam abaixo o texto do lingüista Marcos Bagno. É excelente!

Como diz uma letra de música do O Teatro Mágico: “Mas quando alguém te disser ta errado ou errada/ Que não vai S na cebola e não vai S em feliz/ Que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X/ Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz.”




Polêmica ou ignorância?

Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua. Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos do que eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).

Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista, fiquem tranquilas, senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.

Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os alunos provenientes das chamadas "classes populares" poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro, com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas "classes populares", esses mesmos profissionais entenderão que seu modo de falar e o de seus aprendizes não é feio, nem errado, nem tosco; é apenas uma língua diferente daquela – devidamente fossilizada e conservada em formol – que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de comunicação de pseudo-especialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.

Defender uma não significa combater a outra

Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantado para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações, no mínimo patéticas. A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.

Darwin nunca disse, em lugar algum de seus escritos, que "o homem vem do macaco". Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso, que precisava de um lema distorcido, como "o homem vem do macaco", para empreender sua campanha obscurantista que permanece em voga até hoje (inclusive, no discurso da candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).

Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.

Defensores da "língua certa"

Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer "isso é para mim tomar?" porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma "isso é para eu tomar?" porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas, por ainda servir de arame farpado entre os que falam "certo" e os que falam "errado", é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-la.

Também. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme; que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros), quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).

O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta "língua certa", no exato momento em que a defendem, empregarem regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois no sábado (14/5), assistindo ao Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: "Como é que fica então as concordâncias?" Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: "E as concordâncias, como é que ficam então?

Por: Marcos Bagno, linguista – dia 17-05 no site Observatório da Imprensa

16 maio 2011

Coluna do Esmael:

A era das trevas

Inicio nesta segunda-feira a missão de escrever diariamente esta coluna. Confesso que revezo sentimentos de alegria e tristeza. Alegria por estar começando um novo desafio. Tristeza por surgir essa oportunidade num momento em que o meu blog (http://esmaelmorais.com.br/) encontra-se censurado pela Justiça, a pedido do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), há exatos 38 dias. Tecnicamente, aos olhos do judiciário paranaense, são sete meses de escuridão.

A censura ao meu blog teve início nas eleições de 2010, quando o então candidato ao governo do Paraná alegou ficar “abalado emocionalmente” com as minhas postagens. Mais de 500 posts foram removidos da página pessoal por solicitação de Richa, mas, mesmo assim, ele não se contentou até retirar-me do ar em quatro oportunidades.

Para fugir à censura nesses sete meses de perseguição hospedei meu blog em um servidor nos Estados Unidos, mas os advogados de Richa ameaçaram a empresa e me derrubaram naquelas plagas. Depois, em março, retornei a hospedá-lo numa empresa de São Paulo e, por meio de uma liminar na Justiça do Paraná, novamente me censuraram. Desde então, estou impedido de me expressar, de trabalhar.

O que diziam as postagens que “abalaram emocionalmente” o governador do PSDB? Ora, denúncias de caixa 2 na eleição de 2008 – quando ele disputou a reeleição na prefeitura de Curitiba – tudo também repercutido nos demais órgãos de imprensa do Paraná e do Brasil.

Faço aqui um parêntese. Nunca ofendi ninguém pessoalmente. Não é o meu estilo. O “crime” que cometi foi opinar sobre pessoas públicas que ocupam funções públicas. Relatar o mau uso do erário e mostrar o que a velha mídia não mostra devido relações políticas, econômicas e familiares entre si. O meu blog sempre discutiu – e vai continuar discutindo – políticas públicas e cidadania.

Folgo em repetir uma observação do colega blogueiro Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada. Segundo ele, tenta-se estabelecer no país uma linha jurídica única para calar os blogueiros e instituir uma jurisprudência contra liberdade na blogosfera.

Tem razão Paulo Henrique Amorim. A “judicialização da censura” tem como objetivo intimidar a blogosfera pelo bolso.

Como a maioria dos blogueiros não tem dinheiro para pagar as pesadas multas imposta pelo judiciário, o caminho que resta é censurar, calar, estuprar a Constituição, atentar contra a liberdade de expressão na internet.

O meu advogado, Guilherme Gonçalves, tem afirmado que não faz sentido de existir a censura em pleno Estado de Direito Democrático porque não se trata de uma página anônima. Mesmos se houvesse ofensas poder-se-ia requerer direito de resposta e outros tipos de reparação, mas jamais tolher a liberdade de expressão.

Também recorro ao advogado e professor universitário René Ariel Dotti, que em artigo esclarece a questão dos princípios em conflito:

“... o conflito entre a liberdade de informação e os direitos da personalidade, entre eles os relativos à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem, será resolvido em favor do interesse público visado pela informação.

“A liberdade de informação se efetiva através do exercício de três direitos correlatos: a) o direito à informação; b) o direito de se informar; c) o direito a ser informado.”

Dito isto, volto ao cerne da questão. Fiz um relato específico da criminosa perseguição que meu blog sofre com a “judicialização da censura” para reforçar a ideia de que existe em curso no país uma tentativa de calar a blogosfera. Creio que se não houver uma reação em rede regressaremos à era das trevas, onde será proibida a livre manifestação de pensamento e o exercício do contraditório diante da ofensiva de endinheirados e políticos mal-intencionados.

Defendo que a luta contra a censura na blogosfera deva ocupar o centro das discussões no 2º Encontro Nacional de Blogueiros, que ocorrerá de 17 a 19 de junho, em Brasília, sob pena de a escuridão tomar conta da internet como um todo.

Por: Coluna do Esmael Moraeas: http://www.colunadoesmael.com - Twitter: @esmaelmorais - E-mail: esmaelmorais@hotmail.com

11 maio 2011

30 anos sem Bob Marley:

Em 11 de março de 1981, morri Robert Nesta Marley, o rei da música Reggae. Bob Marley é considerado um dos maiores artistas da música mundial de todos os tempos. Seu ritmo e suas letras influenciaram e continuam influenciando milhares de pessoas no mundo todo.

Bob diz que o Reggae quando bate a gente nunca sente dor, pois é uma música para sentir a sua vibração positiva. As letras falam de paz, amor, união, desigualdades sociais e raciais. É música para a alma e para o cérebro.

Abaixo, vídeo e letra de um dos seus clássicos: War



Guerra
Até que a filosofia que sustenta uma raça
Superior e outra inferior,
Seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada
Havera guerra, eu digo guerra.

Até que não existam cidadãos de 1º
E 2º classe de qualquer nação
Até que a cor da pele de um homem
Seja menos significante do que a cor dos seus olhos
Havera guerra

Até que todos os direitos basicos sejam igualmente
Garantidos para todos, sem discriminação de raça,
Guerra

Ate esse dia
O sonho de paz duradoura, da cidadania mundial e
As regras da moralidade internacional,
Permanecerão como ilusões fugares
Para serem perseguidas, mas nunca alcançadas
Agora havera guerra, guerra.

Até que os regimes ignóbeis e infelizes,
Que aprisionam nossos irmãos em Angola, em Mozambique,
Africa do sul em condições subumanas,
Sejam derrubados e inteiramente destruído haverá
Guerra, eu disse guerra.

Guerra no leste, guerra no oeste,
Guerra no norte, guerra no sul,
Guerra, guerra, rumores de guerra.

Até esse dia, o continente africano
Não conhecera a paz, nós africanos lutaremos
Se necessário e sabemos que vamos vencer,
Porque estamos confiantes na vitória

Do bem sobre o mal.
Do bem sobre o mal...

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

09 maio 2011

Aldeia

Às vezes descobrimos meio sem querer, coisas geniais. Tempos atrás estava rodando os canais e encontrei em um desses públicos da vida, um curta-metragem chamado Aldeia. Excelente produção nacional que satiriza o processo de catequização indígena feita peloso Jesuítas na América Colonial.

No curta, um padre europeu tenta ensinar para um comunidade indígena, os 10 mandamentos, mas percebe que aquele povo não precisa de mandamentos para viver bem, felizes e em comunhão com Deus.

No livro O Papalagui, o olhar de um indígena sobre a sociedade do branco, o chefe da tribo diz que: “O Papalagui recebeu a luz antes de nós, mas ele só tem a luz na mão, ele próprio vive na treva, tem o coração longe de Deus. O Papalagui nos trouxe a palavra divina, mas ele próprio não compreende a palavra nem o ensinamento de Deus. Nem aqueles que têm o encargo de falar de Deus têm Deus no coração.”

Veja o vídeo abaixo. São apenas 10 minutos!




Por: Cássio Auguto - professor e mestrando em História.

06 maio 2011

Miséria S.A.

Maringá e sua elite provinciana gabam-se por terem uma “cidade planejada”, com muitos bosques, árvores, qualidade de vida e etc. Só que essa mesma elite provinciana costuma fechar os olhos para os seus problemas sociais.

Todos os dias, na minha caminhada até a UEM, pelas ruas da zona 07, além das calçadas mal-conservadas e lixo pelas mesmas, uma cena que se repete diariamente tem me chamado a atenção e me feito refletir. Sempre vejo um idoso revirando as latas de lixo. Diante da repetição, passei a reparar em seus rostos e não trata-se da mesma pessoa, ou seja, há muitos nessa situação.

Hoje mesmo, quando passei, pude reparar que o idoso em questão pegava um pedaço de pão do lixo. Fiquei com receio de confirmar se este pão iria para o estômago e não mais olhei.

Fico pensando como a vida levou estes idosos, e há mulheres entre eles, para chegarem a essa situação. Provavelmente são pessoas que passaram a vida no trabalho pesado, diário, na roça ou construção civil, mas que hoje a nossa sociedade não lhes dá mais valor. Deprimente.

O que mais me revolta é que, diante de cenas urbanas como esta, a maioria das pessoas sequer se sentem incomodadas ou param para refletir. Estão mais preocupadas com o casamento do príncipe Willian, o resultado do futebol ou a cervejada do final de semana.

Já ouviram falar do “O Mito da Caverna” de Platão? Então, ainda estamos vivendo de sombras, e não queremos encarar a luz da realidade. Nos fechamos em nosso mundinho de faz de conta. O genial Maurício de Souza, em um gibi do Piteco, fez a crítica ao mito moderno.
Por falar nisso, há um livro fantástico que se chama O Papalagui. Trata-se da visão de um indígena sobre a vida na Europa. Em certa altura ele diz literalmente que: “Entregar-se a vida de mentira tornou-se uma verdadeira paixão para o Papalagui. Tão grande, às vezes, que o faz esquecer de sua vida de verdade. Muitos, quando saem do lugar onde a vida é de mentira, já não podem distingui-la da vida de verdade e enlouquecem.” Vale a reflexão.

Por fim, o grande Manuel Bandeira nos permite a mesma reflexão em seu poema “O Bicho”:

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

Precisamos sair do mundo e “faz de conta” e resgatar o sentido de solidariedade da vida em comunidade. O capitalismo tem nos forçado cada dia mais à uma “Ética da individualidade”. Precisamos de uma “Ética da responsabilidade”. Pense nisso.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

04 maio 2011

Osama is dead?


A notícia da semana, é claro, o anúncio por parte do governo dos EUA da morte de Osama Bin Laden. Mas, algumas coisas merecem a nossa reflexão.

O árabe Osama Bin Laden e seu grupo, foram treinados e financiados pela CIA quando da guerra entre Afeganistão e URSS no final dos anos 1970. Aliás, a família Bin Laden mantém grandes negócios nos EUA, inclusive com forte ligações com a família Bush (vejam o doc Fahrenheit 911 de Michael Moore).

Impressionando como muitas pessoas, em vários cantos do mundo, comemoram o anúncio de sua morte. Cadê aquele princípio de “não matar”, ou então de propiciar aos acusados o “devido processo legal”?

Interessante como o exército dos EUA, entra no Paquistão na calada da noite, invade uma residência, mata várias pessoas, vai embora e ninguém contesta essa invasão!

Qual a razão dos EUA terem jogado o corpo de Osama no mar? Estranho isso, não sabia que era uma tradição islâmica, como os EUA anunciaram. Não coincidência, as ditaduras latinas financiadas e apoiadas pela CIA também jogavam os corpos dos “inimigos” no mar.

Talvez jogaram no mar para não ter vestígios do corpo, ou seja, caso o tivessem enterrado, algum poderia ir lá conferir se é ele mesmo ou não. Além disso, fizeram DNA para comprovar que era o Osama. Quem fez? Com base em qual material genético?

Penso que, se eu estivesse no lugar dos EUA, ao matar Osama iria usar a sua imagem como um grande troféu, para comprovar ao mundo inteiro que havia “vencido”. Não entendo o motivo de terem jogado o corpo no mar.

Claro que Osama vale muito mais morto do que vivo. Mortos não falam, já os vivos, em um tribunal qualquer, podem abrir a boca e falar umas verdades.

No Twitter, muita gente importante tem contestado a informação da morte de Osama. Intelectuais do mundo inteiro. Na faculdade que dou aulas ontem, muitos alunos duvidavam da veracidade da informação, mas, na grande mídia brasileira, não vi nenhum comentário a respeito dos questionamentos levantados.

Ah, a imagem que a Globo mostrou, “comprovando” a morte de Osama é uma montagem que já circula na internet a mais de um ano.

Há quem diga que Osama já estaria morto a muito tempo. Sinceramente, não sei, mas só acredito vendo. Diante de todos os questionamentos aqui levantados, não fica difícil acreditar nas “teorias da conspiração” e nos argumentos de Michael Moore.

Coincidência ou não, o anúncio da morte acontece justamente quando a popularidade do presidente Obama está em frangalhos e a eleição presidencial de aproxima.

Por fim, matar Bin Laden não significa acabar com as reivindicações dos povos do Oriente Médio. A questão lá é muito mais complexa. Leiam “Oriente Médio Desmistificado” de Fábio Bacila.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

03 maio 2011

Sobre Nova Londrina-PR:

O ‘CASE’ TUCANO

O grande e (praticamente), único assunto nas rodas políticas novalondrinense nos últimos dias é a questão (aparentemente) fundamental: Quem ficará com o PSDB.

Numa disputa interna acirradíssima, partes diferentes da ave estão digladiando-se pela cabeça do animal. O que nos remete à passagem bíblica de ICor 12,14s e da discussão sobre a importância de cada parte deste corpo para o todo.

Pois todos são (ou foram) um, em Arlindo Troian.

E esta é que é a discussão real de fundo. Toda a política atual se move em torno deste eixo central e da cabalística indagação: Poderá ou não Troian sair candidato em 2012?

Neste ponto se abrem duas perspectivas: a hipótese da consecução de uma candidatura juridicamente sustentável ou a ‘entrega’ do proscênio a um candidato ungido.

No primeiro cenário, dá-se como certa que a vitória de Arlindo Troian é um fato consumado. Após a‘dêblaque’ do sistema político envolvendo a cooperativa, e dado os péssimos números de aceitação por que passa o governo local, o universo do candidato cresceria exponencialmente quanto mais próximo se chegasse do pleito. A própria participação do PMDB no secretariado estadual já forneceria a chapa ideal: PMDB-PSDB.

Na unção de um ‘filho favorito’, contar-se-ia com a influência mais que notória do ex-candidato, no caso, para se chegar ao pleito igualmente munido de uma grande base de apoio político que permitisse; ou a vitória pura (PSDB-PMDB) ou a possibilidade de uma aliança ainda maior com outras correntes locais que viabilizasse com toda a certeza a vitória.

Dentro deste movimento é que se insere então a disputa pelo PSDB.

Com a vitória de Beto Richa, apoiado frontalmente pela parte mais troianista das forças de oposição municipais, o fortalecimento deste segmento dentro do universo da oposição foi inevitável. A trinca Rossoni-Durval-Hermas, que detém em Curitiba parcela significativa do poder estadual, sem contar o próprio Beto, deixou esta parte dos líderes políticos locais em situação de vantagem sobre outros segmentos que, ou não foram para a campanha com o mesmo ímpeto, ou ficaram frontalmente contra o projeto tucano estadual.

Some-se a isto o peso Frangão e a entrée Evadro Jr.

Visto isso, parte significativa do tucanato local resolveu que era hora de um ‘mini Coup d’Etát’ e, virando a mesa localmente, lançar o vôo tucano para outros horizontes, eclipsando a figura ainda mítica de Arlindo Troian, sua influência na capital do estado ena mente do eleitorado ainda fiel à história política de sucesso indiscutível que é sua.

Contando, ao que aparenta, com o beneficio da cumplicidade do Dep. Est. Accorsi, que se pretende, em Curitiba, o único líder político desta micro-região, e fazendo localmente movimentos em direção ao dornelismo (ou parte dele), já que tanto o deputado quanto os que o representam aqui são da base de apoio ao prefeito atual, tentou-se (tenta-se), uma tomada hostil da sigla em Nova Londrina que a levaria certamente a um esvaziamento de influência em Curitiba e talvez até, ao papel de coadjuvante no próximo pleito, num partido que se pretende ator principal, e tendo este direito, por ser hoje, governo do Estado.

Com chapa provisória pronta e recheada com próceres locais, aterrissou-se me Curitiba com o agora chamado ‘Projeto Paulo Lopes’, empresário de grande influência local que apoiou direta e intensamente uma candidatura petista (Prof. Roberto) nas últimas eleições. O peso do nome do possível futuro presidente da provisória municipal por si só já revela a importância desta, para este grupamento, no futuro político novalondrinense, aí sim, talvez, assumindo a frente do ato, mas, e somente, nesta hipótese; pois ninguém chamaria alguém do porte do empresário para depois escondê-lo num processo de re-eleição duvidosa (juridicamente) da atual administração.

A reação foi imediata. A ala mais ‘richista’ partiu então para a articulação junto, tanto à troika curitibana como ao próprio governador, cobrando a fidelidade dada no momento em que os tucanos eram só uma agremiação derrotada (num fiasco, diga-se de passagem) em Nova Londrina, e o projeto tucano estadual ainda uma esperança, e que mostrou grande poder de arregimentação municipal (até abafando outros partidos de oposição ao tucanato estadual), fazendo uma expressiva votação para governador além de pôr mais de novecentos votos no ninho Evandro Jr.

Contando com a solidariedade explícita destas lideranças coxas-brancas e localmente, atraindo outras lideranças emergentes (o fenômeno Scarpante, como exemplo), o richismo mais radical se organizou e foi também à Curitiba pelo que julga ser igualmente seu direito.

Neste momento, encontra-se nas mãos da nova executiva estadual do PSDB (Beto-Rossoni) a decisão sobre o futuro tucano em Nova Londrina e o próximo movimento eleitoral de 2012 que passa, inevitavelmente, pela decisão que lá será tomada.

Aos floretes! Tucanos... às armas!

Por: Ricardo Ronda.



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