16 março 2011

Lições de um desastre:

Todos os dias, os noticiários nos trazem novas notícias, imagens e dramas da tragédia natural que atingiu o Japão nos últimos dias e as conseqüências deste desastre. Mas, como dia o ditado popular: “vivendo e aprendendo”, então, quais lições podemos tirar deste fato?

Primeira e óbvia: A geografia do planeta Terra está em constante mudança. Por mais que não nos apercebamos disso, os mares, continentes, montanhas, rios, florestas etc, estão sempre mudando de lugar, expandindo ou retraindo. É assim à milhões de anos e nós seres humanos é que devemos nos adaptar a isso e não tentar “controlar” a natureza. Assistam ao documentário “Home”.

Segundo e mais perigoso: A energia nuclear é a mais eficiente para a humanidade? Usinas Nucleares produzem bastante energia, mas a que preço? Que faremos com o lixo radioativo? É totalmente seguro?

Terceiro, o povo: Pelas imagens que chegam do Japão, apesar da enorme catástrofe, falta de alimentos, risco de contaminação nuclear, o japonês é mesmo um povo extremamente ordeiro, paciente e educado. As matérias têm mostrado que, apesar dos problemas, eles organizam filas nos mercados e dividem o pouco alimento que encontram.

Quarto, o exemplo: Após o massacre feito pelos EUA no Japão da Segunda Guerra Mundial, o país foi totalmente reconstruído e hoje são a terceira maior economia do mundo. Não duvido que, como disse um amigo pelo twitter, eles reconstruirão completamente o país, antes que o Brasil termine seus estádios para a Copa de 2014.

Quinto, a fome: Hoje vi uma cena na TV que nunca sonharia. Japoneses revirando lixos e entulhos atrás de comida. É, a fome pode mesmo atingir a todas as pessoas, todas as classes e todos os países.

Sexto, a solidariedade: Muita gente reclama que no mundo contemporâneo não há solidariedade entre as pessoas. Concordo. Mas em momentos de desastres naturais, exemplos e mais exemplos de solidariedade podem ser observados. Excelente isso, mas porque este sentimento não continua depois?

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

2 Comentários:

Às 16/3/11 4:40 PM , Blogger Arthurius Maximus disse...

Brilhante análise. Eu acrescentaria mais: Imaginando como as leis são rígidas por lá; fico plenamente aterrorizado em imaginar como devem andar as nossas usinas aqui. Recheadas de superfaturamentos, comissões, materiais de baixa qualidade e com a cobertura total da certeza da impunidade se algo der errado.

Principalmente para nós, a energia nuclear deveria ser algo restrito a pesquisa ou produção de elementos em pequena escala.

O risco é enorme. Basta dizer que, até hoje não se deu um destino definitivo para grande parte do lixo atômico que é produzido no país e é largado em depósitos sem as mínimas condições de resistirem a qualquer tipo de acidente.

Fora que, em caso de desastre, a única estrada para a fuga em Angra dos Reis é famosa pelos deslisamentos de terra, é estreita, carece de sinalização e sequer tem telefones emergenciais ao longo do seu percurso.

Estamos ou não estamos bem? (rs)

 
Às 16/3/11 9:32 PM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Não se pode comparar a cultura japonesa e brasileira, mas o que se pode é evitar que no Brasil tenhamos catástrofes como em cidades que todos os anos ocorrem devido ao período das chuvas...será que nem isso, há consciência dos gestores públicos?

 

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