28 março 2011

Proletários, uní-vos!

No sábado, ao chegar mais uma vez na UEM para o tradicional almoço no Restaurante Universitário (comida boa e barata), percebi uma movimentação diferente. Os alunos do DCE se mobilizaram e encamparam a luta dos funcionários do RU por melhores condições de trabalho. Louvável. No sábado, em protesto, o almoço não foi cobrado, e os estudantes é que serviram a comida, entre uma explicação e outra no mega-fone para os presentes. Abaixo, carta distribuída na entrada no RU sábado. Todo apoio à luta dos trabalhadores. RU-1 para além da comida! Há muitos anos o RU-1 sofre por falta de servidores e boas condições de trabalho. Quando o ex-reitor Décio Sperandio se comprometeu com a comunidade em abrir o Restaurante para servir café da manhã e almoço aos sábados (tudo para conquistar os votos dos alunos e dos servidores usuários do RU-1), esqueceu-se que servir café e almoço não depende só de comida. Depende, acima de tudo, de um grupo de servidores que possam atender a demanda sem sobrecarga de serviços e em condições dignas de trabalho. Este ano, sob nova administração, a UEM quis manter o restaurante funcionando normalmente, mas as condições de trabalho foram alteradas, fazendo com que os servidores não queiram mais fazer horas extras aos sábados. O chefe do RU-1 tem usado e abusado do assédio moral e do autoritarismo sobre esses servidores nas condições impostas atualmente. A atitude do chefe é natural daqueles que usam de coação por não terem capacidade de dialogar e argumentar. Os servidores lotados no RU não estão exigindo nada além do que é de direito: pagamento das horas extras trabalhadas, melhores condições de trabalho e, sobretudo, que o Chefe do RU seja destituído do cargo, por não ter capacidade administrativa para exercê-lo. Foi feito um abaixo-assinado pedindo a destituição do chefe, porém até o momento a administração da UEM não atendeu, nem se manifestou oficialmente. As condições estruturais do RU-1 são péssimas: faltam servidores, faltam panelas, faltam equipamentos, banheiros adequados e uma infinidade de outras necessidades para um bom atendimento à comunidade. Falta também a construção de um RU-2, pois o espaço físico do RU-1 cresceu, há cerca de sete anos, mas mesmo assim não acompanhou a expansão do contingente da Universidade. Porém, SOBRAM filas enormes; SOBRA arrogância da chefia; SOBRA serviço; SOBRA falta de respeito; SOBRAM alunos descontentes com o cardápio; e, infelizmente, SOBRAM as reclamações dos servidores que não são atendidas pela administração da UEM. Os servidores do RU-1 solicitam o apoio de toda a comunidade universitária na luta por melhorias nas condições de trabalho e que a administração da UEM forme, imediatamente, uma comissão de negociação com um interlocutor que tenha real poder de decisão. Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

26 março 2011

Enio Verri 50 anos.

Na noite da última sexta-feira, o deputado estadual e presidente do PT no Paraná, maringaense Ênio Verri reuniu amigos e companheiros para comemorar os seus 50 anos de vida.

Cerca de duas mil pessoas estiveram no evento, que contou com a presença de ilustres petistas do nível da senadora Gleisi Hoffmann, ministro Paulo Bernardo e os deputados André Vargas e Zeca Dirceu, dentre outros.

O diretório municipal de Nova Londrina também foi convidado e prestigiou o evento. Além das comemorações, professor Roberto, professora Solange e demais novalondrinenses aproveitaram a oportunidade para manter contato com companheiros de toda a região, bem como com os políticos lá presentes.

Abaixo algumas fotos do evento.


Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

24 março 2011

Woodstock Long Life

19 março 2011

Yankes, go home!

O presidente da maior potência imperialista da atualidade está em visita oficial ao nosso país. Como chefe de Estado deve ser bem recebido e respeito, mas ao mesmo tempo, não podemos deixar de nos esquecer e protestar contra as atrocidades que os seu país patrocina pelo mundo todo.

Abaixo, as mais recentes charges do cartunista e ativista política Carlos Latuff sobre a presença de Obama no Brasil.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

16 março 2011

Lições de um desastre:

Todos os dias, os noticiários nos trazem novas notícias, imagens e dramas da tragédia natural que atingiu o Japão nos últimos dias e as conseqüências deste desastre. Mas, como dia o ditado popular: “vivendo e aprendendo”, então, quais lições podemos tirar deste fato?

Primeira e óbvia: A geografia do planeta Terra está em constante mudança. Por mais que não nos apercebamos disso, os mares, continentes, montanhas, rios, florestas etc, estão sempre mudando de lugar, expandindo ou retraindo. É assim à milhões de anos e nós seres humanos é que devemos nos adaptar a isso e não tentar “controlar” a natureza. Assistam ao documentário “Home”.

Segundo e mais perigoso: A energia nuclear é a mais eficiente para a humanidade? Usinas Nucleares produzem bastante energia, mas a que preço? Que faremos com o lixo radioativo? É totalmente seguro?

Terceiro, o povo: Pelas imagens que chegam do Japão, apesar da enorme catástrofe, falta de alimentos, risco de contaminação nuclear, o japonês é mesmo um povo extremamente ordeiro, paciente e educado. As matérias têm mostrado que, apesar dos problemas, eles organizam filas nos mercados e dividem o pouco alimento que encontram.

Quarto, o exemplo: Após o massacre feito pelos EUA no Japão da Segunda Guerra Mundial, o país foi totalmente reconstruído e hoje são a terceira maior economia do mundo. Não duvido que, como disse um amigo pelo twitter, eles reconstruirão completamente o país, antes que o Brasil termine seus estádios para a Copa de 2014.

Quinto, a fome: Hoje vi uma cena na TV que nunca sonharia. Japoneses revirando lixos e entulhos atrás de comida. É, a fome pode mesmo atingir a todas as pessoas, todas as classes e todos os países.

Sexto, a solidariedade: Muita gente reclama que no mundo contemporâneo não há solidariedade entre as pessoas. Concordo. Mas em momentos de desastres naturais, exemplos e mais exemplos de solidariedade podem ser observados. Excelente isso, mas porque este sentimento não continua depois?

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

15 março 2011

Nota do IC de Nova Londrina:

Interact Club de Nova Londrina, participa do Projeto “Um Presente do Príncipe”:

Hoje, dia 15 de Março de 2011, no aniversário de 55 anos do município de Nova Londrina, houve a reinauguração do Parque Municipal (Próximo a APAE), e nós do Interact Club de Nova Londrina, distrito 4630, tivemos o prazer de participar do projeto “Um Presente do Príncipe”, um projeto que foi desenvolvido pelo Colégio Pequeno Príncipe.

Há duas semanas, interactianos, professores e alunos do Colégio Pequeno Príncipe, realizaram um trabalho de reforma no parque, onde foram trocadas as portas dos banheiros, foi pintada toda a área onde os pais terão contento em levar os seus filhos.

O Interact de Nova Londrina está à disposição, para que juntos possamos realizar mais ações como esta, de grande valia a comunidade.

As portas da casa da amizade estarão sempre abertas a quem quiser conhecer o trabalho que desenvolvemos no município de Nova Londrina-Pr. Nossas reuniões são realizadas na Casa da Amizade, nos sábados, às 14h00min.

Por: Ivo Monteiro de Araújo Júnior- Estudante do 3º ano do Colégio Pequeno Príncipe; Vice-Presidente e Diretor de Relações Públicas do Interact Club de Nova Londrina, Gestão 2010/2011.

12 março 2011

Tudo que é sólido, desmancha no ar:

Newton já dizia, se subiu tem que descer. Um dia a casa cai. Tudo passa, tudo sempre, passará. Nenhum Império dura para sempre. Nenhum ditador é ad eternum. Não adiante ter os olhos maior que a barriga. Não dê o passo maior que a perna. Tudo que é sólido desmancha no ar. Etc...

Ao estudar um pouco, aprendemos várias lições com a história. No entanto, algumas pessoas insistem em não aprender estas lições e julgam-se inatingíveis nos castelos por eles construídos.

O Império Persa ruiu, o egípcio também, os gregos não mantiveram suas conquistas por muito tempo, os romanos pareciam invencíveis, assim como os bizantinos, mas, cadê todos eles? Hoje os estadunidenses pensam que podem vencer qualquer guerra em qualquer canto do mundo, mas não é isso que vimos no Vietnã e vemos no Afeganistão e no Iraque.

Xerxes, Júlio César, Constantino, Carlos Magno, Napoleão, Hittler, todos um dia foram vencidos e suas conquistas...

Não importa o tamanho do Império ou a sabedoria do Ditador, em algum momento o povo exigirá mudanças, mesmo que isso demande décadas...

Interessante é observar como estes “Senhores da Razão” constroem os seus currais. Chegam apresentando-se como os salvadores, promovem mudanças e melhorias visíveis, mas a ganância e a soberba de acharem-se invencíveis, é que os leva à derrota. Para estes Senhores, o céu é o limite. Usam de suas posições políticas e econômicas para cercarem-se
dos melhores “chupins” que lhe garantirão as vitórias em troca de favores.

Uma vitória atrás da outra, uma conquista seguida de outra, dão a impressão de que são invencíveis, mas, tudo o que cresce demais costuma não ser sustentado e aos poucos os “bárbaros” vão “invadindo” o seu Império e o que parecia uma fortaleza, revela-se frágil e a ruína é inevitável.

Uma pena que ainda hoje, algumas dessas pessoas não aprenderam a lição de que não podem manter por muito tempo seus tentáculos agarrados em todos os lugares. Lêem tantos “segredos” e conhecem os “números de cada pessoa”, mas não entendem a dialética da sociedade e aquilo que lhes parecia sólido, desmancha-se no ar.

Viva Zapata, viva Sandino, Antonio Conselheiro, todos os Panteras Negras, Lampião e seus cangaceiros, Tupac Amaru e seus indígenas, Espártaco e os escravos romanos, os egípicios, líbios e brasileiros que acreditam que o Mundo pode ser melhor sem estes “Senhores do regresso”.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História.

05 março 2011

Quem são os terroristas?

“Aqueles que nos chamam terroristas querem impedir a opinião pública mundial de descobrir a verdade sobre nós e de ver a justiça em nossos rostos. Eles buscam esconder o terrorismo e a tirania de seus atos, e nossa postura de autodefesa. A diferença entre o revolucionário e o terrorista está na razão pela qual cada um luta. Pois, quem defende uma causa justa, luta pela liberdade e pela libertação de sua terra dos invasores, colonos e colonialistas, não pode definitivamente ser chamado de terrorista”.

Yasser Arafat, discursando na Assembléia Geral da ONU, 13 de novembro de 1974.



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