02 fevereiro 2011

Pingos Nos I’s

A grande confusão criada pela abertura de um processo judicial contra a Rádio Rainha (o 2º em pouco tempo), envolvendo padres, anunciantes e a COPAGRA, dá margem à muitas conversas fiadas pelas esquinas.
Quem me escuta no RAINHA EM FOCO de todo meio dia e, presta atenção, sabe bem dos princípios e dos encaminhamentos do processo e de tudo o que o envolve.

Mas, infelizmente, ou felizmente (não queremos todos, só os nossos), nem todo mundo pode ouvir a verdade pela Rádio Rainha e fica à mercê dos conversadores de plantão e dos distorcedores de ocasião.

O processo movido pela Rádio Pontal diz respeito (1) às acusações de formação de rede irregular com rádios de fora do município, (2) prestação de serviço de apoio cultural a empresários de outras localidades (no caso, Marilena com o CASTELÃO), (3) informações consideradas excessivas (caso AUTO PEÇAS BRASIL) e (4) discussões sobre contratos entre a Pontal e a COPAGRA, que a nós não diz respeito.

1. Segundo informações que nos chegaram da assessoria da RÁDIO EVANGELIZAR ela não é uma rádio comercial, sendo sem fins lucrativos estando então nas mesmas condições jurídicas das comunitárias.

A tentativa de monopólio nas transmissões pela Pontal só demonstra o temor da perda de audiência, que se estabelece com a qualidade e não com a arbitrariedade.

Sendo a família Troian proprietária de parte da Pontal, mais estranho se torna o processo, que não ouviu todos os detentores de direitos acionários antes de tomar uma decisão que colocou em xeque a credibilidade da emissora, inclusive com uma desmoralização pública e notória, como o demonstra à perfeição as centenas de telefonemas à RÁDIO RAINHA reclamando da situação.

Em nenhum momento se pretendeu ter o uso exclusivo da transmissão do padre, ao contrário, quando do movimento popular pelo início das transmissões a Pontal foi igualmente convidada a fazê-lo e não o quis.

Agora, se pretende a única com direito de fazê-lo e tenta então judicialmente, proibir outras de participar.

2. O fim do apoio cultural do CASTELÃO não representa a falência da RÁDIO RAINHA.

Lamentamos apenas que empresários que inclusive investem em Nova Londrina (a família é proprietária da CIA DO CALÇADO) o sejam prejudicados na divulgação dos seus negócios por pessoas acostumadas ao monopólio em seus negócios pessoais, inclusive nos contratos públicos.

A possibilidade da liberdade de escolha ficou prejudicada para dezenas de clientes do CASTELÃO que residem no município de Nova Londrina e não vi nenhum outro supermercado local entrar com ações contra ninguém, cientes que são, como empresários de sucesso que também são, que a concorrência é sempre saudável, impedindo os acomodamentos tão prejudiciais aos bons negócios.

Mais uma prova do viés monopolista de toda esta ação.

3. O caso AUTO PEÇAS BRASIL é apenas de confecção do texto publicitário do apoio cultural. Conversando com outros proprietários de auto-peças locais nenhum deles se queixou de concorrência desleal por parte da firma. Todos também são apoiadores culturais e cada um brilhava mais nos seus textos, fazendo da concorrência a a(r)lma dos bons negócios.

4. A questão COPAGRA então chega a ser risível, dada a confissão pública de incompetência na confecção de contratos particulares e incapacidade explícita de negociação dos mesmos.

Alegar que não conseguiu aumentar o preço de sua propaganda usando como argumento que parte do dinheiro iria para as comunitárias é uma ingerência nas decisões financeiras da COPAGRA, pois só ela pode decidir onde faz sua divulgação, quanto está disposta a pagar e quanto vale o veículo em divulga, baseada em decisões absolutamente técnicas, uma das quais, certamente, é a qualidade do serviço prestado e a quantidade de público atingido.

Dito isto, fica claro a política por detrás de todo este processo inglório.

Pretensões de destruições pessoais baseadas em velhos rancores, tentativas sistemáticas de manipulação da opinião pública visando sabe-se lá que fins, arrogância inaudita por parte de pretensos intelectuais locais, desacostumados ao bom debate democrático, formados que foram no silêncio do monólogo ante basbaques do amém.

Mas os tempos são outros. Outras vozes se ouvem clamando não mais o amém tão querido, mas talvezes descrentes da discurseira vazia que a todos tenta sufocar. Janelas de opinião se abrem e arrombam os ouvidos endurecidos das massas com outros olhares da realidade local, 'tirando os argueiros' para que todos vejam que o rei, ou o pretenso rei, está nú.

Desacostumados a estas 'liberdades', os acólitos da escuridão se levantam em ondas inflamadas de ódio e tentam repor a tempestade de volta às nuvens, num trabalho sísifo, de antemão condenado ao fracasso.

Os antolhos estão caindo, as coleiras rebentando, as cadeias se partindo.

São novos tempos em Nova Londrina, novos ares e, quem não está preparado, saia da liça.

A luta é para os fortes.

Por: Ricardo Ronda.

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