11 fevereiro 2011

As panelinhas:

Sempre presente em empresas ou qualquer que seja o ambiente de trabalho, o famigerado grupo infalivelmente se forma para garantir estabilidade, confiança, promoções de emprego e salário e em outras vezes nem por estas intenções, mas unicamente por serem pessoas pervertidas, que se deleitam com a derrota e o revés alheio. O perfil do “paneleiro” em uma indústria ou empresa é o mesmo em qualquer lugar do mundo. Trata-se de um indivíduo egoísta, falso e mal intencionado contra todos aqueles que não fazem parte de sua impenetrável corriola.

São na verdade um câncer social as tais panelinhas, tumor inoperável que fustiga, deprime e mata suas vítimas paralisando-as fazendo com que seus talentos morram antes mesmo de se tornarem embriões.

O membro da panelinha é perseguidor, caluniador, age de má fé, é muitas vezes aquele conhecido indivíduo que usa as outras pessoas como degraus para atingir seu ápice. São os integrantes das panelinhas que covardemente armam as camas de suas vítimas. Tal qual o perigoso caçador que perfidamente ceifa a vida de sua presa.

É muito comum as puxadas de tapetes, onde as vítimas levam quedas de se estatelarem, quedas estas muitas vezes irrecuperáveis, tombos comprometedores na carreira de profissionais que tinham tudo para o sucesso, mas, foram alvos do mortífero veneno das serpentes que compõem este ninho peçonhento denominado panelinhas.

Quem nunca viu as panelinhas darem golpes fatais na espinha dorsal de uma vítima? Pois, que preste atenção nos convívios trabalhistas, onde a maldita ganância faz do homem um caçador de sua própria espécie. Onde o homem vê em seu semelhante uma ameaça para sua dignidade e seu ganha pão.

Por causa das panelinhas, muitos sucessos não aconteceram, é devido às panelinhas que muitos bons profissionais estão fora do mercado de trabalho, grande parte da má sorte da vida profissional de muitos, não está na incapacidade do mesmo, como assim apregoa a mente positiva, mas está muitas vezes, nos círculos maléficos formados dentro das empresas ou convívios sociais, onde o medo de perder o lugar ao sol faz com que o próximo lhe seja uma ameaça e desta forma extermina-lo é a única solução para garantir sua comodidade e bem estar.

É inadmissível para as panelinhas que idéias novas aconteçam, para as panelinhas, bom mesmo são os membros do seu grupo, pois estes fatalmente rezam na mesma cartilha e rigorosamente seguem a mesma linha de pensamento. Atentai-vos, pois as aves da mesma plumagem andam juntas... Pensemos nisso.

Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

07 fevereiro 2011

A História dos Eletrônicos:

04 fevereiro 2011

Obrigado, Beto Richa!

Durante a campanha eleitoral, o “playboy” Beto Richa prometeu um novo Paraná. Segundo ele, o que fosse bom do governo anterior seria mantido, mas muita coisa precisaria mudar para que nosso Estado melhorasse. Uma de suas promessas de campanha era a de manter o Programa Leite das Crianças.

Criado em 2003 pelo governador Roberto Requião, o programa entrega 1 litro de leite in natura, pasteurizado e enriquecido com ferro e vitaminas A e D para crianças paranaenses na idade de 6 meses à 3 anos, cuja família tenha rende per capta inferior a meio salário mínimo. Ou seja, o programa atende as crianças cuja família encontra-se à beira da extrema pobreza. Eu mesmo, quando trabalhei na Secretaria da Escola Novo Horizonte, pude acompanhar de perto a felicidade das humildes famílias e suas crianças ao receberem o auxílio.
Conforme Blog do Esmael Moraes: “O Programa do Leite era premiado internacionalmente justamente porque reduzia os índices de mortalidade infantil e auxiliava no desenvolvimento das crianças, as ajudava no aprendizado escolar e diminuía casos de doenças e, consequentemente, de internações”. Em outras palavras, o programa Leite das Crianças também é parte da política de Saúde Pública, ao evitar doenças.

Além disso, o programa compra leite de pequenos agricultores espalhados por todo o estado do Paraná. A produção é meio que regionalizada. Portanto, o Leite das Crianças estimula a Agricultura Familiar, cria renda, fixa o homem à terra e desenvolve a economia dos pequenos municípios.

Agora, o governador Beto Richa, com o jeito PSDB de governar, na expectativa de criar um “Nova Paraná”, simplesmente anuncia o fim do programa. A desculpa é que precisa reduzir os gastos do Estado em até 15%. Segundo o Blog do Esmael Moraes, vem aí uma privatização do programa, que vai fornecer leite em pó, imagino eu que comprado de alguma multinacional, juntamente com uma privatização da merenda escolar, como ocorreu na capital, Curitiba, quando administrada por Beto Richa.

Quando eu falava na campanha que o PSDB/DEMOcratas quer o “Estado mínimo” era isso que eu queria dizer, e tinha gente que me achava muito “esquerdista”. Para esta gente, reduzir gastos, reduzir o Estado, torná-lo mínimo é sinônimo de reduzir programas sociais destinados aos pobres, ao invés de cortar gastos dos “peixes grandes”.

Obrigado Beto Richa, por me ajudar a explicar o que é uma política de Estado mínimo e neoliberal.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

03 fevereiro 2011

Para entender o Egito ou o que a TV não fala:

Quando se fala em Egito, a primeira lembrança que vem à mente da maioria das pessoas são as pirâmides, Cleópatra, o Farol de Alexandria, ou as belas imagens do filme A Múmia. Por uma deficiência escolar, muita gente ainda acha que no Egito ainda sobrevive aquela gloriosa civilização dos Faraós, etc. Ledo engano.

A Civilização egípcia foi dominada pelos romanos, bizantinos e por fim, pelos Árabes, que converteram a população ao islamismo. Como todo norte do continente africano, o povo Egito hoje pode ser considerado Árabe, com língua, cultura e religião em comum. Também no processo de Imperialismo Europeu, a região foi dominada por Napoleão Bonaparte e mais tarde pelos Ingleses. A Independência vem apenas em 1922.

A principal riqueza do Egito é o Canal de Suez. Construído em 1869 tinha a sua propriedade dividida entre franceses e egípcios, mas posteriormente, a parte que cabia aos egípcios no Canal foi “adquirida” pelos ingleses. O Canal de Suez é a ligação marítima entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho e Oceano Índico. Em outras palavras, embarcações européias com destino à Ásia não precisam mais contornar o continente africano. Um economia e tanto e um local estratégico para os interesses comerciais da Europa.

Quando da desastrosa criação do Estado de Israel pela ONU, o Egito, país de influência Árabe que era, protestou e entrou em conflito com os israelenses, mas acabou derrotado. A população se revoltou com a monarquia submissa aos interesses imperialistas da época e uma revolução instalou a República nacionalista no país em 1952.

O problema é que, em 1953 o Egito nacionaliza o Canal de Suez, ou seja, agora o Canal que passa dentro do Egito deixou de ser Francês/Ingleses e passou a ser egípcio. Justo! É claro que os interesses capitalistas não gostaram nada da nacionalização do Canal que lhes proporcionava incontáveis lucros. Em reação, o Estado de Israel, com apoio da França e Inglaterra atacam o Egito. Por sua vez, o presidente do Egito, no contexto de Guerra Fria (EUA x URSS) busca apoio dos soviéticos e é prontamente atendido.

Em 1967, na chamada Guerra dos Seis Dias, o Egito perder partes estratégicas de seu território para Israel, como a Península do Sinai e a Faixa de Gaza. Apenas em 1978/79, com mediação dos EUA, os dois países, Egito e Israel assinam um acordo de paz e o Sinai é devolvido ao povo egípcio.

Como você pode perceber, desde o início do século XX o Egito vem sendo região estratégica para os interesses Imperialistas no Oriente Médio. Tanto pelo Canal de Suez como pelas fronteiras com Israel, o país é peça importante no xadrez diplomático da região. Em 1981, o presidente é assassinado por fundamentalistas islâmicos, que era contrários à aproximação com o Estado de Israel. No lugar, assume o general Hosni Mubarak.

Mubarak reprime os grupos fundamentalistas islâmicos e promove uma aproximação com o ocidente (leia-se: torna-se subserviente aos interesses Imperialistas). Pior que isso, Mubarak aproxima o Egito à Israel, reconhecendo a existência do país e suas fronteiras. Para o mundo Árabe, trata-se de uma afronta, já para o mundo Ocidental, o Egito torna-se mais um importante aliado dos EUA na região. Durante todo o seu governo, Mubarak reprimiu na base da violência a toda manifestação contra o seu governo. No país há milhares de presos políticos, torturados, mortos.

Pois bem, agora você já pode entender um pouco melhor o que está vendo na TV. Infelizmente, a TV não contextualiza historicamente os fatos. Fica-nos sempre a impressão de os acontecimentos são naturais, etc. Não são. Há uma raiz em tudo isso e a TV tem feito grande esforço em não nos contar a verdade. De forma simplificada, o que se passa no Egito é:

A ditadura de 30 anos de Hosni Mubarack, apoiada pelos EUA (aqueles que se dizem defensores da democracia, liberdade, etc) está ruindo. Os EUA temem pelo futuro do Egito não porque estão preocupados com o bem-estar da população, mas sim, com a possibilidade real de uma Revolução Islâmica tomar o poder e instalar no país um governo nacionalista, ou seja, um governo que não fique subserviente aos interesses capitalistas Imperialistas na região; um governo que mantenha um maior controle sobre o Canal de Suez; um governo que apóie a causa Palestina. Em suma, um possível futuro governo que não atenda mais os interesses dos EUA, mas sim os interesses do povo egípcio.
A esperança do Ocidente (leia-se, EUA) era de que a declaração de Mubarack de que não concorreria à reeleição em setembro acalmasse as coisas (claro que ele só fez isso para ganhar tempo e se rearticular, mas enfim...). Não deu certo simplesmente porque a revolta do povo egípcio não é apenas contra Mubarack, muito menos a principal reivindicação são eleições democráticas, até porque Mubarack é sempre reeleito em todas elas. Como diz o ditado popular, “o buraco é mais em baixo” e não como a mídia tenta nos convencer, de que trata-se de uma Revolução pela Democracia. É muito mais que isso!

Outro dia vi a Globo dizer que a revolta começou porque a população usou bastante internet e celulares, se comunicando com o mundo exterior e isso criou neles um sentimento de revolta interna. Cômico! A mesma Globo que persegue a liberdade da internet, tenta nos fazer crer que agora a internet é revolucionária, principalmente em um país onde mais da metade da população vive com menos de US$ 2,00 por dia e nem imagina o que seja uma internet ou um celular.

Por fim, não há no Egito uma oposição. A revolta não tem líder. No entanto, a TV tenta nos convencer que Mohamed ElBaradei, prêmio Nobel da Paz (grandes coisa isso, até o Obama é Nobel da Paz!) seja a voz a comandar os revoltosos. Mentira! A revolta veio de baixo para cima, das classes subalternas, dos pobres e explorados. Eles foram para as ruas reivindicar melhores condições de vida, saúde, trabalho, educação, enfim, democracia plena, mas isso não pode ser dito, senão vai que os pobres de todos os outros país resolvam seguir o exemplo e fazer a mesma coisa né...

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

02 fevereiro 2011

Pingos Nos I’s

A grande confusão criada pela abertura de um processo judicial contra a Rádio Rainha (o 2º em pouco tempo), envolvendo padres, anunciantes e a COPAGRA, dá margem à muitas conversas fiadas pelas esquinas.
Quem me escuta no RAINHA EM FOCO de todo meio dia e, presta atenção, sabe bem dos princípios e dos encaminhamentos do processo e de tudo o que o envolve.

Mas, infelizmente, ou felizmente (não queremos todos, só os nossos), nem todo mundo pode ouvir a verdade pela Rádio Rainha e fica à mercê dos conversadores de plantão e dos distorcedores de ocasião.

O processo movido pela Rádio Pontal diz respeito (1) às acusações de formação de rede irregular com rádios de fora do município, (2) prestação de serviço de apoio cultural a empresários de outras localidades (no caso, Marilena com o CASTELÃO), (3) informações consideradas excessivas (caso AUTO PEÇAS BRASIL) e (4) discussões sobre contratos entre a Pontal e a COPAGRA, que a nós não diz respeito.

1. Segundo informações que nos chegaram da assessoria da RÁDIO EVANGELIZAR ela não é uma rádio comercial, sendo sem fins lucrativos estando então nas mesmas condições jurídicas das comunitárias.

A tentativa de monopólio nas transmissões pela Pontal só demonstra o temor da perda de audiência, que se estabelece com a qualidade e não com a arbitrariedade.

Sendo a família Troian proprietária de parte da Pontal, mais estranho se torna o processo, que não ouviu todos os detentores de direitos acionários antes de tomar uma decisão que colocou em xeque a credibilidade da emissora, inclusive com uma desmoralização pública e notória, como o demonstra à perfeição as centenas de telefonemas à RÁDIO RAINHA reclamando da situação.

Em nenhum momento se pretendeu ter o uso exclusivo da transmissão do padre, ao contrário, quando do movimento popular pelo início das transmissões a Pontal foi igualmente convidada a fazê-lo e não o quis.

Agora, se pretende a única com direito de fazê-lo e tenta então judicialmente, proibir outras de participar.

2. O fim do apoio cultural do CASTELÃO não representa a falência da RÁDIO RAINHA.

Lamentamos apenas que empresários que inclusive investem em Nova Londrina (a família é proprietária da CIA DO CALÇADO) o sejam prejudicados na divulgação dos seus negócios por pessoas acostumadas ao monopólio em seus negócios pessoais, inclusive nos contratos públicos.

A possibilidade da liberdade de escolha ficou prejudicada para dezenas de clientes do CASTELÃO que residem no município de Nova Londrina e não vi nenhum outro supermercado local entrar com ações contra ninguém, cientes que são, como empresários de sucesso que também são, que a concorrência é sempre saudável, impedindo os acomodamentos tão prejudiciais aos bons negócios.

Mais uma prova do viés monopolista de toda esta ação.

3. O caso AUTO PEÇAS BRASIL é apenas de confecção do texto publicitário do apoio cultural. Conversando com outros proprietários de auto-peças locais nenhum deles se queixou de concorrência desleal por parte da firma. Todos também são apoiadores culturais e cada um brilhava mais nos seus textos, fazendo da concorrência a a(r)lma dos bons negócios.

4. A questão COPAGRA então chega a ser risível, dada a confissão pública de incompetência na confecção de contratos particulares e incapacidade explícita de negociação dos mesmos.

Alegar que não conseguiu aumentar o preço de sua propaganda usando como argumento que parte do dinheiro iria para as comunitárias é uma ingerência nas decisões financeiras da COPAGRA, pois só ela pode decidir onde faz sua divulgação, quanto está disposta a pagar e quanto vale o veículo em divulga, baseada em decisões absolutamente técnicas, uma das quais, certamente, é a qualidade do serviço prestado e a quantidade de público atingido.

Dito isto, fica claro a política por detrás de todo este processo inglório.

Pretensões de destruições pessoais baseadas em velhos rancores, tentativas sistemáticas de manipulação da opinião pública visando sabe-se lá que fins, arrogância inaudita por parte de pretensos intelectuais locais, desacostumados ao bom debate democrático, formados que foram no silêncio do monólogo ante basbaques do amém.

Mas os tempos são outros. Outras vozes se ouvem clamando não mais o amém tão querido, mas talvezes descrentes da discurseira vazia que a todos tenta sufocar. Janelas de opinião se abrem e arrombam os ouvidos endurecidos das massas com outros olhares da realidade local, 'tirando os argueiros' para que todos vejam que o rei, ou o pretenso rei, está nú.

Desacostumados a estas 'liberdades', os acólitos da escuridão se levantam em ondas inflamadas de ódio e tentam repor a tempestade de volta às nuvens, num trabalho sísifo, de antemão condenado ao fracasso.

Os antolhos estão caindo, as coleiras rebentando, as cadeias se partindo.

São novos tempos em Nova Londrina, novos ares e, quem não está preparado, saia da liça.

A luta é para os fortes.

Por: Ricardo Ronda.



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