18 janeiro 2011

A imprensa gosta:

Basta ligarmos em qualquer telejornal de qualquer emissora de televisão que ela vai estar lá: uma reportagem/denúncia sobre as más condições de hospitais no Brasil. Não importa a cidade ou o estado. Quando a imprensa ta sem assunto, basta ir no primeiro hospital que encontrar no caminho e terá uma matéria/denúncia para transmitir.

Tem gente que acha que a imprensa está preocupada com o bem-estar da população. Ledo engano. Quanto mais problemas, tragédias e violência, melhor! Dá audiência e se dá audiência, dá anunciantes e se dá anunciantes, dá lucro e lucro é o objetivo de qualquer empresa, ou você não sabia que a grande mídia é também uma empresa que precisa de lucros?

Recentemente, a cidade de Nova Londrina foi “agraciada” com a visita da reportagem da RPC, que fez uma matéria sem pé nem cabeça, aparentemente sobre o mal atendimento no Hospital municipal e sobre supostos salários atrasados. Para ver a matéria, clique aqui.

Pois bem. Claro que a saúde de Nova Londrina não está às mil maravilhas, mas em nenhum lugar do Brasil está. Minha memória local remete à pelo menos a inauguração do Hospital Municipal, ou seja, desde que foi criado o Hospital Municipal, há reclamação dos usuários. Esquecem-se que antes disso só havia atendimento particular na cidade.

Mais dinheiro resolve o problema? NÃO! Então que fazer? Não sei também. Pelas informações que tenho, me parece que esta administração municipal andou contratando bastante médicos e funcionários, o que já é um bom começo. Agora, todos sabem que os orçamentos dos pequenos municípios são escassos e dependem quase que exclusivamente de repasses federais.

Então minha gente, acho que para amenizar o problema, um pouco de calma e bom senso são fundamentais, de ambos os lados. Sei que lidar com saúde gera estresse para todos os envolvidos, mas o nervosismo só atrapalha. Uma mudança de mentalidade poderia sim contribuir. Os doentes precisam ter em mente a situação precária da saúde brasileira e os funcionários da saúde precisam ter em mente que os doentes têm o direito de serem atendidos, ao menos, com educação.

Particularmente, sempre fui bem atendido no Hospital Municipal. Não tenho planos de saúde, por isso dependo exclusivamente do pronto atendimento público. As vezes em que procurei o Hospital em Nova Londrina não deixei de resolver o meu problema, por mais que não tenha sido no tempo desejado, fui atendido de forma educada pelos profissionais da saúde.

No entanto, isso não quer dizer que nós, cidadãos, não devemos estar atentos à gestão pública e cobrar o melhor atendimento possível. É dever do Estado prestar auxílio médico gratuito e de qualidade e cabe ao cidadão protestar, mas sem perder a civilidade, jamais!

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

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