04 dezembro 2010

Recuerdos:


Só se percebe como o tempo passa, quando se volta aos lugares da infância.

As mesmas ruas, mas com outras caras, os mesmos rostos, mas completamente desconhecidos.

Nesta esquina eu encontrava os amigos, naquela, tomava café, nestoutra sentava e ficava vendo o movimento.

Aqui li todo Monteiro, ali assisti 2001 pela 1ª vez.

Morei aqui vinte anos, ali por cinco, aqui por um. Prédios, casas velhas, becos, galerias comerciais com toda a quinquilharia do planeta.

Lojas de sapatos que existem à cem anos, cafés centenários, onde a fina flor dos tempos passou e discutiu o mundo. Aquele cube fechou, aquele cinema virou igreja, esta igreja virou uma catedral.

No centro, a praça. Pequena hoje, fora da perspectiva da criança que ao atravessá-la, saía de seu mundo e adentrava no Mundo.

Mundo que me carregou para outras partes, outros rostos, outras paisagens. Na memória, o centro do mundo: o chafariz de cavalos assombrados, a estátua imensa do Coronel.


Por: Ricardo Ronda

1 Comentários:

Às 5/12/10 8:18 AM , Blogger Mateus Brandão disse...

Ótimas reminiscências Don Ricardo, parabéns pelo texto, pela oportunidade de volver ao teu ponto de partida e nos regalar estes recuerdos e também esta descrição digna de um Drummond.

 

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