01 dezembro 2010

Pobre pode!

Nos dias de operações de “combate ao tráfico de drogas” no Rio de Janeiro, algumas favelas foram completamente cercadas pela Polícia e Exército. Cenário de guerra na “cidade maravilhosa”.

Legal cercar a favela atrás de bandidos. Mas só a favela?

Quando vão cercar os latifúndios improdutivos?
Quando vão cercar as fazendas que usam trabalho escravo?
Quando vão cercar e abrir os arquivos da Ditadura?
Quando vão cercar os monopólios das telecomunicações?
Quando vão cercar os hospitais públicos sucateados?
Quando vão cercar as escolas públicas sucateadas?
Quando vão cercar as universidades públicas sem verbas para pesquisas?
Quando vão cercar os laboratórios e campos de alimentos transgênicos?
Quando vão cercar as ONGs que roubam a riqueza da Amazônia?
Quando vão cercar o Agronegócio monocultor?
Quando vão cercar os pistoleiros do Pará?
Quando vão cercar a fome do nordeste?
Quando vão cercar as casas sem esgoto ou água encanada?
Quando vão cercar as mansões e quebrar os sigilos bancários?
Quando vão cercar as festinhas da classe média consumidora?
Quando vão cercar a Amazônia e evitar o desmatamento?
Quando vão cercar as indústrias poluidoras do meio ambiente?
Quando vão cercar os criminosos do colarinho branco?
Quando vão cercar o Estado de Israel para libertar a Palestina?
Quando vão cercar os países que não aceitam reduzir a emissão de gazes?
Quando vão cercar as embaixadas golpistas dos EUA?
Ora minha gente, não podemos reproduzir o que vem embutido nas reportagens que vivos estes dias. Na favela não precisa de mandato judicial para entrar nas casas? Só porque são pobres, tudo é permitido contra eles? Absurdo! Precisamos deixar de sermos “papagaios de todo telejornal”. Vamos refletir! Nem todo favelado é traficante ou drogado. Muitos não estão lá porque querem. A imensa maioria é de gente trabalhadora, que acorda cedo para trabalhar honestamente.


Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

1 Comentários:

Às 3/12/10 8:43 PM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Há interesse em cercar todas essas situaçoes? Ou é melhor expor a fragilidade de uma comunidade refém de um sistema que não olha para os excluídos?

 

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