06 novembro 2010

Engolindo sapo:

Engolir sapo é um termo do domínio publico cujo significado está relacionado à contrariedade, o sujeito que engole sapo é aquele que sofreu um desaforo, mas, dado as circunstancias, se vê contrariado e mesmo que conteste, sua contestação é vã, incapaz de reverter a situação adversa.

Se imaginarmos o termo em seu sentido literal, de fato expressa a dimensão da má sensação proporcionada por aquele que tem que aceitar a contra gosto algo que abomina, a pessoa mesmo não comungando com a opinião alheia se submete e ainda praguejando, é obrigado viver o amargor da contrariedade.

Funcionários com patrões chatos passam meses engolindo sapo, o pobre assalariado, engole balaios inteiros de sapos, professor, principalmente os de escola particular, chega ser crime a enorme quantidade de sapos que este profissional se vê obrigado engolir.

E desta forma as coisas acontecem, sogras coitadas, depois de terem criado seus filhos e filhas, eles se casam com genros e noras que nem de longe se assemelham com os genros e as noras dos seus sonhos.

O assunto engolir sapo, nos remete a um momento atual, as eleições presidenciais de 2010, a oposição da candidata vencedora, usou de todos os artifícios lícitos e ilícitos para impedir sua eleição, apelaram para Deus e o diabo, compraram pastores eloqüentes, padres com aparência de cordeiro, calúnias das mais absurdas em e-mails, teatrinhos fiasquentos como os da bolinha de papel e por fim, não atingiram o objetivo, foram ainda longe, levando para o segundo turno algo que parecia estar consumado no primeiro e agora, mesmo praguejando, terão que engolir a vitória acachapante de Dilma sobre o candidato José Serra.
A verdade é esta, a vida é feita de reveses, nem tudo é como queremos, e muito do que tiver de ser será, independente da vontade dos mortais.

No fundo, todos nós temos nossos sapos a engolir, fatalmente muitas coisas não saem ao nosso gosto e as frustrações são inevitáveis neste mundo de competições, cabe a nós tirarmos proveitos das lições, comemorarmos os momentos de triunfo e encararmos com indignação as contrariedades que nos são impostas, este é de fato um direito que devemos fazer uso e não podemos nos privar, reclamar é uma característica humana, portanto, reclame.

Prezado leitor, se você tem algo a comemorar, comemore, se tens algo lamentar, lamente-se, porém lembre-se, independente de nossas vontades, paixões e sonhos a sorte ou o azar virá, cabe-nos estrutura racional para encararmos os extremos da vida. No mais que os sapos que tens a engolir não passe do tamanho de uma rã de banheiro, nada de sapo cururu, neste momento, há muita gente por aí com um enorme anfíbio atravessado na garganta, boa sorte para eles.

Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

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