12 novembro 2010

“Ecocapitalismo”:

Os discursos ecologistas atuais são todos de matriz neoliberal. Em nenhum momento se questiona o modelo capitalista de consumismo doentio. A própria noção de “desenvolvimento sustentável” se filia a esse espírito. Não tem mais lugar no mundo para desenvolvimento: não precisamos de carros mais sofisticados, de celulares capazes de mais coisas, de computadores mais rápidos, de televisores que fazem quase tudo sozinhos. Mas o modelo de desenvolvimento que impera hoje é o do consumo: um telefone celular pode durar de anos, mas somos bombardeados pelas operadoras para trocar de aparelho a cada seis meses, se não menos. E dá-lhe quinquilharia no lixo.

Me enoja ver pessoas que se comovem com a caça Às baleias ou com os pandas que morreram no terremoto da China, mas que não exibem a mesma compaixão pelos adolescentes das comunidades pobres do Brasil que têm uma expectativa de vida de 17 anos, vítimas de um genocídio praticado pelos traficantes e por seus aliados, os policiais corruptos.

Marcos Bagno – Revista Caros Amigos, outubro de 2010.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

2 Comentários:

Às 16/11/10 12:56 PM , Blogger Arthurius Maximus disse...

O principal genocídio é praticado pelos políticos corruptos e por aqueles que os reelegem... esse sim é a causa de todos os problemas.

 
Às 16/11/10 2:57 PM , Blogger Cássio Augusto disse...

13/11/2010 - 12h05
Ibama multa Natura em R$ 21 milhões por uso ilegal da flora

DE BRASÍLIA

O Ibama multou em R$ 21 milhões a Natura, uma das maiores fabricantes
nacionais de cosméticos, por usar recursos da biodiversidade
brasileira sem autorização.

Segundo o site Ig, as multas fazem parte de um pacote de autuações de
R$ 100 milhões, aplicado a várias empresas nacionais e estrangeiras e
resultado de investigação do Ministério Público Federal do DF.

A Natura pertence a Guilherme Leal, candidato a vice-presidente na
chapa da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva.

Segundo Rodolfo Guttilla, diretor de Assuntos Corporativos da Natura,
a empresa recebeu 64 autos de infração no último dia 3 e vai recorrer.

Guttilla diz que as multas se devem a "entendimentos diferentes" sobre
o processo de autorização para acesso a recursos genéticos.

O tema é regulado por uma Medida Provisória de 2001, que foi alvo de
críticas dos cientistas, mas que o Ministério do Meio Ambiente (MMA)
nunca conseguiu alterar.

Pela regra atual, qualquer acesso a espécies da fauna e da flora
brasileiras para pesquisa depende de uma autorização prévia do CGen
(Conselho de Gestão do Patrimônio Genético).

Para um produto ser colocado no mercado, é preciso além disso a
anuência do provedor (seja o governo ou uma comunidade tradicional ou
indígena) e um contrato de repartição de benefícios.

A Natura diz que 100% de seus produtos têm repartição de benefícios.
Mas diz que não pode esperar dois anos por uma autorização de pesquisa
do CGen. "Dois anos é o ciclo de vida de um produto no mercado", diz
Guttilla.

A situação, diz, ficou mais grave em 2007, quando o conselho, ligado
ao MMA, suspendeu a análise dos pedidos de pesquisa da Natura.

Uma das 64 multas se refere à pesquisa de aromas de uma planta
coletada dentro da fazenda da Natura em Cajamar (interior paulista).

"Estão extrapolando os limites da racionalidade econômica", reclamou.

Procurado pela Folha no começo da noite de ontem, o Ibama não se
manifestou. A assessoria de imprensa do órgão afirmou que não
conseguiria localizar ninguém para comentar o caso, por ser
sexta-feira à noite.

O presidente do CGen, Bráulio Dias, também não pôde ser localizado até
o fechamento desta edição.

 

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