30 novembro 2010

Assalto: tarifa do roubágio subirá 5% nesta quarta:

O roubo no pedágio continua no Paraná. A Justiça concedeu uma liminar às concessionárias que permite o reajuste nas tarifas em média de 5%.

Um ingênuo passeio no Litoral paranaense saindo da Capital custará R$ 13,30 na ida e outros R$ 13,30 na volta. No total R$ 26,60. Só de pedágio R$ 26,60. De combustível em média se gasta R$ 25. Traduzindo: o pedágio é um roubo.

O assalto do roubágio ocorre em 27 praças no Paraná. O roubo no pedágio continua no Paraná. A Justiça concedeu um liminar às concessionárias que permite o reajuste nas tarifas em média de 5%.

A bandidagem do Rio é trombadinha perto da gangue do roubágio, que assalta os paranaenses há 12 anos com a anuência de setores da Justiça e de alguns políticos.

Fonte: http://esmaelmorais.com.br/

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

26 novembro 2010

Cristo andaria de fusca:

Embora muitos contestem, Cristo foi o homem mais importante que pisou em solo terrestre, até porque para seus seguidores, Cristo é imortal e filho unigênito de Deus.

Pois bem, Cristo quando esteve por aqui, veio em uma época onde os cavalos e os camelos faziam o papel que hoje fazem os carros.

Os homens mais abastados contemporâneos de Cristo, possuíam os cavalos de melhor raça, quanto mais ricos eram os homens, maior era a imponência de seus cavalos, grandes marchadores, que em carruagens sofisticadíssimas, já transportaram reis e rainhas.

Porém, o inigualável Cristo sempre primou pela humildade, sempre evidenciou seu desapego aos bens materiais. Um dia, ele disse aos seus seguidores que enquanto as aves do céu possuem seus ninhos e as raposas tem os seus covis, ele, o filho do homem, não tem onde reclinar a cabeça.

Cristo andava a pé, discípulos e multidões seguiam aquele homem único, um certo dia porém, para se confirmar as escrituras, Cristo decidiu que passaria por determinado local montado em uma das conduções de sua época, no entanto, por seu desapego ao material, Cristo não quis um cavalo de raça para montar, nem mesmo por um pangaré o bom mestre optou, Cristo utilizou-se do meio de transporte mais barato de sua época, Cristo escolheu um jumento, o mais humilde dos animais de montaria, conduziu o filho de Deus, o homem mais importante de todos os tempos...

... Hoje os carros fazem o papel que os cavalos faziam nos tempos de Cristo, os homens mais ricos e “importantes”de agora, possuem os melhores carros que existem. No entanto, se Cristo fosse nosso contemporâneo, ele jamais escolheria o carro mais caro para andar, não pensem vocês, que Cristo andaria de Capitiva, Cristo ao que tudo indica, como nunca foi apegado nem a cifras, nem a marcas e muito menos a bens materiais, Cristo andaria no mais popular veículo de transporte motorizado de todos os tempos.

Se outrora Cristo andou num jumento, em nossos dias, ele andaria num fusca, por mais uma vez o mais humilde e popular meio de locomoção de uma época, transportaria o filho de Deus, o homem mais importante de todos os tempos.

Por isso meu amigo e amiga, não se vanglorie por sua máquina possante, nos tempos do mestre Jesus, quando os cavalos de raça eram a pedra da vez, foram os proprietários de jumentos quem sentiram o orgulho de ver o maior homem do mundo, ser transportado no lombo de um jumentinho.

Nos dias de hoje com certeza, esse orgulho caberia aos donos de fuscas, pois Cristo certamente andaria em um deles.

Por: Mateus Brandão de Souza - graduado em história pela FAFIPA, e proprietário de um fuscão 73.

24 novembro 2010

Somos Todos Brasileiros:

A literatura de Cordel é mais uma das grandes contribuições do povo nordestino à cultura brasileira. Abaixo, uma provocação para a pseudo-elite tucano-paulista que pensa serem o supra sumo da civilidade.

Somos Todos Brasileiros:

É São Paulo grande receptora
a cidade de todas as nações
onde vivem mestiças multidões
sob a luz paulistana protetora.
Paulicea feliz acolhedora
dos que buscam abrigo no seu véu
é bondosa e às vezes bem cruel
dependendo de nós e nosso tino
se não fosse o valor do nordestino
em São Paulo não tinha arranha-céu.

Preconceito é coisa de alguém
inseguro. insensato e infeliz
que não vê nada além do seu nariz
despresando o valor que o outro tem,
ao “menor” ele trata com desdém
age errado ainda faz grande escarcéu
é amargo e jamais provou o mel
da vitória de um povo peregrino
se não fosse o valor do nordestino
em São Paulo não tinha arranha-céu.

O Nordeste em São Paulo está presente
como estão todos os outros estados
trabalhando e deixando seus legados
pra São Paulo crescer tão firmemente
a cidade se mostra claramente
uma mescla real e bem fiel
das culturas do imenso povaréu
que caminha buscando seu destino
se não fosse o valor do nordestino
em São Paulo não tinha arranha-céu.

Nosso povo chegou nessa cidade
pra ficar, trabalhar, fazer história
ajudar no registro da memória
e trazer ao lugar prosperidade
no contexto contém felicidade
e a bravura do homem tabaréu
a poética do belo menestrel
e a ternura do velho e do menino
se não fosse o valor do nordestino
em São Paulo não tinha arranha-céu.

Não entendo porque o preconceito
com o povo tão forte do nordeste
se a roupa que o paulistano veste
e outras coisas que usa por direito
tem a mão nordestina que com jeito
competência trabalho e humildade
faz trabalhos com toda lealdade
para Sampa cescer e mais crescer
e ao invés de São Paulo agradecer
quer banir nosso povo da cidade.

Mas não é o paulista de verdade
nem tão pouco a pessoa paulistana
que é contra a presença soberana
do nordeste aqui nessa cidade.
Só pessoas que sem capacidade
de sentido tacanho e pequenino
que incautos perderam todo o tino
não enxergam a força do nordeste
disseminam a verdadeira peste
que é o ódio ao povo nordestinio.

Essa moça estudante de direito
que alimenta essa raiva sem pudor
nunca foi ao nordeste, pois se for
se liberta do horrendo preconceito
porque todos na terra têm defeito
mas existe virtude em abundância
o defeito exige vigilância
que um defeito é a causa de um desastre
para que o defeito não se alastre
é preciso acabar com a ignorância.

Nordestino é um povo competente
como o povo paulista é também
e que culpa o nordestino tem
da eleição de Dilma presidente?
Ela foi contemplada tão somente
com os votos de todos brasileiros
que se mostram felizes, satisfeitos
exercendo o papel de cidadão.
Ou preferem tisnar nossa nação
entregando-a aos lobos estrangeiros?

O nordeste é uma terra abençoada
a cultura é soberba e majestosa
nossa arte é divina, esplendorosa
nossa gente é feliz e animada.
Porém era uma terra abandonada
pelos outros governos da nação,
foi aí que subiu um cidadão
nordestino ao topo do poder
e o nordeste voltou a florescer
a despeito da vil opinião.

Se o nordeste cresceu e está crescendo
Sampa cresce também para valer
na verdade o Brasil deve crescer
e é isso que está acontecendo
Todos nós que agora estamos vendo
o Brasil vislumbrando um novo sol
vamos dar nossas mãos todos em prol
de um pais soberano e respeitado
nordestino e paulista lado a lado
sob a luz divinal do arrebol.

Com meu fraterno abraço

Valdeck de Garanhuns

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

21 novembro 2010

A verdadeira história da abolição:

Alguns professores desinformados ou mal-intencionados ensinam diariamente para nossas crianças que, em um belo dia de 1888, a compaixão cristã bateu mais forte na Princesa Isabel e então ela assinou a Lei Áurea, que colocou fim à escravidão e então os negros brasileiros puderam viver felizes. Não foi tão romântico assim!

Primeiro que, o fim do trabalho escravo já era debatido na sociedade mundial à anos, desde o Iluminismo, passando pela Revolução Industrial e sua necessidade de construir um mercado consumidor para seus produtos e escravo, como não ganha salário, não consome. Assim, a sociedade brasileira sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria que substituir este tipo de exploração da mão de obra, por outro mais “moderno”.

Como a base da economia brasileira era o trabalho escravo, a substituição por “escravos assalariados” não poderia ser feita de forma tão brusca. Era necessário um processo para que os nossos grandes fazendeiros pudessem adaptar a produção e não ter prejuízos.

Em 1850, por pressão do Imperialismo Inglês, o Brasil promulgou a Lei Euzébio de Queiroz, que proibia o tráfico de negros, ou seja, não se poderia mais trazer africanos escravos para o país.

Em 1871 a chamada Lei do Ventre Livre declarava que todos os filhos de escravos nascidos desde então, seria considerados livres. Na prática, pouca coisa mudou, afinal a criança só poderia sair de perto da mãe escrava quando completasse a maioridade.

Em 1885 a chamada Lei do Sexagenário declarava livre todos os escravos com mais de 65 anos de idade. Na prática, pouca coisa mudou, afinal, em pleno século XIX, será que um trabalhador escravo, trabalhando cerca de dezesseis horas por dia, com uma dieta de feijão com farinha e dormindo na insalubridade da senzala chegaria a esta idade?
Pior que isso, quando da Lei Áurea, os trabalhadores negros foram substituídos em seus serviços por imigrantes europeus. Era a ralé da Europa, camponeses sem-terra que fugiam da miséria e aceitavam qualquer tipo de trabalho. Mais, aos empresários do café, era melhor pagar um salário de fome para seu empregado, do que ter que sustentar um escravo. Mas vamos nos concentrar na questão do negro.


Quando os negros ficaram livres, significa dizer também que ficaram sem trabalho, sem casa, sem comida, sem seguro-desemprego, etc. Por mais que a condição de vida de um escravo seja péssima, pelo menos tinha o que comer e onde se abrigar. Quando da “abolição”, qual alternativa restou para este ex-escravo estigmatizado pela uma elite branca?

Literalmente expulsos nas fazendas onde viviam, foram proibidos de ocupar as terras desocupadas do interior do país, muito embora surgissem algumas comunidades quilombolas que resistiram bravamente. O governo Imperial, que representava o interesse da elite cafeeira, não se preocupou com esta massa de negros jogados na rua.

Uma vez jogados na rua, foram viver nas ruas. Devido à repressão do Estado, que não queria ver pobre andando nas vias públicas e incomodando as dondocas em suas compras, os negros foram mais uma vez expulsos do centro da cidade e lhes restou apenas a opção de fazer abrigos improvisados em locais onde não ficassem tão longe do centro, pois precisavam ir lá diariamente em busca de bicos para sobreviver (nascem as favelas brasileiras). Os que nem bicos arrumavam, o que fazer para conseguir o pão de cada dia? Jogos de azar, pequenos furtos, venda de produtos ilegais, etc.

Além disso estes negros não sabiam ler ou escrever, simplesmente porque os seus antigos donos não lhes havia ensinado e agora livres não podiam ir à escola porque não existiam escolas publicas para todos, mas apenas para os filhos dos brancos.

Falar em consciência negra deve ser sinônimo de contar a verdadeira história das origens da desigualdade social brasileira. Mas é claro que a elite deste país não quer contar isso, não quer estimular a luta de classes, afinal, só quem tem algo a perder é esta elite, pois os pobres (maioria de negros) não possuem nada à mais de quinhentos anos. Quero estar vivo para ver e regozijar-me com o dia em que a favela vai descer o morro e exigir justiça!

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

Consciência Negra:

Dia 20/11 é marcado como o “Dia da Consciência Negra”. Justa homenagem aos descendentes daqueles que realmente trabalharam para construir o Brasil, mas que hoje, após o fim formal da escravidão, a maioria ainda mora nas “senzalas do século XXI”, sem grandes possibilidades de ascensão social. Abaixo, uma charge para nossa reflexão e um reggae de raiz.
Palmares 1999
Natiruts

A cultura e o folclore são meus
Mas os livros foi você quem escreveu
Quem garante que Palmares se entregou
Quem garante que Zumbi você matou
Perseguidos sem direitos nem escolas
Como podiam registrar as suas glórias
Nossa memória foi contada por vocês
E é julgada verdadeira como a própria lei
Por isso temos registrados em toda história
Uma mísera parte de nossas vitórias
É por isso que não temos sopa na colher
E sim anjinhos pra dizer que o lado mal é o candomblé
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A influência dos homens bons deixou a todos ver
Que omissão total ou não
Deixa os seus valores longe de você
Então despreza a flor zulu
Sonha em ser pop na zona sul
Por favor não entenda assim
Procure o seu valor ou será o seu fim
Por isso corre pelo mundo sem jamais se encontrar
Procura as vias do passado no espelho mas não vê
E apesar de ter criado o toque do agogô
Fica de fora dos cordões do carnaval de salvador
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não
A energia vem do coração
E a alma não se entrega não

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

19 novembro 2010

Artigo publicado sobre NL:

Neste mês de novembro, a revista História Agora publicou o dossiê “Memória Escrita e Memória Oral: Desafios Interpretativos”. Nele, consegui publicar o meu artigo apresentado ao Programa de Pós-Graduação em História da FAFIPA. Abaixo, título e resumo.

Nova Londrina-PR: O processo de (re)ocupação (1950) e a “politicagem interiorana” nos “anos de chumbo” da Ditadura Civil-Militar (1968-1969).

Resumo: O presente artigo busca, através do trato com documentos e fontes orais, resgatar o processo de (re)ocupação, da cidade de Nova Londrina, localizada no extremo noroeste do estado do Paraná, as lutas pela terra, a construção da idéia do pioneirismo e do “vazio demográfico”. Além disso, analisamos a história política local, em especial o caso Halim Maaraoui, prefeito eleito em 1968, mas cassado, pelo Governo Federal, com apenas três meses de mandato. Buscamos, na memória da população, resgatar os personagens envolvidos, articulando-os com os seus interesses econômicos, sociais, partidários, principalmente, os interesses políticos locais hegemônicos em jogo, além dos motivos que levaram o Governo Federal, em nome da segurança nacional, a intervir nesta pequena cidade.

Palavras-Chave: Nova Londrina, re(ocupação) e Halim Maaraoui.

Para ler o artigo na íntegra clique aqui.

Trata-se não de uma “História Positivista” apenas com nomes, datas e fatos, mas sim de uma “História Social” onde os “por quês” tentam ser refletidos e articulados entre si e com acontecimentos estaduais e nacionais. Além disso, o texto em questão que foi aprovado pela Academia e com elogios da banca examinadora da Pós-Graduação.

Leia, divulgue e comente. É a história da nossa cidade.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

18 novembro 2010

Viva os amigos:

Esta postagem segue em homenagem aos amigos, a todos aqueles que se reúnem vez ou outra para colocar em dia os acontecimentos, para inteirar-se dos pormenores, para rir em demasia dos momentos adversos superados pelo acúmulo dos dias e das experiências.

Prestamos aqui nosso tributo aos amigos de sempre, a todos aqueles que não se deterioraram com o tempo, aqueles cujo as idas e voltas dos dias não foram suficientes para romper os elos da solidez de uma amizade.

Um brinde aos mestres da descontração, aos exímios terapeutas combatentes do tédio, aos eliminadores de estresses, aos verdadeiros heróis, aos formidáveis palhaços que provocam nossas mais satisfatórias gargalhadas.

Nossa gratidão aos ótimos conselheiros, aos esteios fortes que sustentam nossas fraquezas e nos são refúgios nos reveses, aos grandes e bons amigos que zombam dos que se acham, que ridicularizam os chatos e desdenham dos metidos a bestas.

Congratulamo-nos aos fantásticos amigos, aqueles que de tão especiais se tornam irmãos e por quem dispensamos imensa consideração.

Ah se não fossem os amigos! O que seria de nós sem esse povo que fala sério, chora e ri, essa gente maravilhosa que joga conversa fora, esses fiéis escudeiros por quem somos tão gratos.

Pessoas dos mesmos gostos, com quem nos identificamos, por quem somos capazes de acreditar em meios aos horrores que ainda exista gente que vele a pena.

Salomão dizia, “O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, porém há amigos mais chegado que um irmão”. O sábio rei sabia o que estava dizendo.

Nosso eterno muito obrigado ao dom da vida, e também à sorte pela oportunidade de conhecermos os inefáveis amigos. Um brinde a vida, à saúde e ao dom da amizade de cada um deles, VIVA OS AMIGOS.

Por: Mateus Brandão de Souza – graduado em História pela Fafipa.

16 novembro 2010

Tentativas sucessivas, derrotas sistemáticas:

A perseguição à Rádio Rainha em que se empenham figuras menores da política novalondrinense - diga-se a verdade - desde seu início, sofreu uma fragorosa derrota, dentre muitas, ultimamente.

Ao intentarem um processo por crime de propaganda eleitoral extemporânea, processo este arquivado em Nova Londrina - o que não os contentou -, reiniciado então em Curitiba; tiveram o desprazer e a surpresa de se verem derrotados antes mesmo do julgamento do mérito da questão pelo egrégio tribunal eleitoral que, julgando vícios de origem, suspendeu a ação e arquivou a ignóbil tentativa.

Segundo o PDT local, co-partícipe na ação desastrada, as informações de início não correspondiam à realidade, pois, se soubessem desde o primeiro momento, que a Rádio Rainha estaria envolvida, jamais teriam participado do processo que se transformou em desastre. Prova está que assim que sentiram o repúdio da população à perseguição abjeta à FM local, rapidamente se retiraram unilateralmente do mesmo, deixando o DEM sozinho na ação.

Choro e ranger de dentes é o que se escuta agora por detrás dos muros em que se empenham os microcéfalos poderosos de plantão em permanecer.
Afastados do povo, até mesmo das massas que os elegeram - não eles e sim à majoritária local, diga-se de passagem -, os caras-pálidas conhecem agora a força da indiada.

Arrastados na lama das conversas das esquinas, destratados nos canais de informação locais, servindo de prato feito das piadas, se esgueiram em seus possantes por detrás de vidros insufilmados, desviando-se da buraqueira em se transformou nossa cidade e que até agora, apesar do empenho do Executivo, não deram conta de resolver, o que mostra à perfeição a ‘perfeição’ dos pseudos estrategistas encastelados no Paço.

Não tripudiamos por cima do cadáver dos derrotados. Se no momento da intentona, por momentos, fizemos cáusticos comentários, deveu-se isto ao calor no repúdio e a certeza da injustiça da vã tentativa. Na vitória, fomos magnânimos e só informamos o nosso povo de sua vitória, pois é a ele que esta vitória acachapante pertence verdadeiramente.

Sabemos que outros processos existem; na ANATEL, na Justiça comum, no bispado, sabe-se lá.

O que nos blinda, não é somente a Lei, o que nos encouraça é a certeza que mesmo sendo vitoriosos em alguma tentativa - o que não cremos verdadeiramente -, nunca conseguirão o que mais querem: adoração.

Adoração por se acharem o supra-sumo da política, o que não são - provas as há, e de sobejo -, adoração por pensarem ser o que de melhor, administrativamente falando, já passou por aqui - o que já virou até piada -, enfim, adoração simplesmente por se escorarem por momentos, na luz de poderosos locais que independem destas mesmas escoras, pois têm luz própria; e este grupamento de bajuladores bem pagos serão os primeiros a serem despejados do andor quando a procissão tomar outros rumos - e o fará - .

Infelizmente, enquanto estes bons dias não chegam, fazem o miúdo das vingancinhas mesquinhas, prometendo derrotas sucessivas e sendo por sua vez, derrotados de forma sistemática.

Até porque, já perderam o principal: o povo.

E este, ao contrário do senso comum, não esquece.

Por> Ricardo Ronda.

12 novembro 2010

“Ecocapitalismo”:

Os discursos ecologistas atuais são todos de matriz neoliberal. Em nenhum momento se questiona o modelo capitalista de consumismo doentio. A própria noção de “desenvolvimento sustentável” se filia a esse espírito. Não tem mais lugar no mundo para desenvolvimento: não precisamos de carros mais sofisticados, de celulares capazes de mais coisas, de computadores mais rápidos, de televisores que fazem quase tudo sozinhos. Mas o modelo de desenvolvimento que impera hoje é o do consumo: um telefone celular pode durar de anos, mas somos bombardeados pelas operadoras para trocar de aparelho a cada seis meses, se não menos. E dá-lhe quinquilharia no lixo.

Me enoja ver pessoas que se comovem com a caça Às baleias ou com os pandas que morreram no terremoto da China, mas que não exibem a mesma compaixão pelos adolescentes das comunidades pobres do Brasil que têm uma expectativa de vida de 17 anos, vítimas de um genocídio praticado pelos traficantes e por seus aliados, os policiais corruptos.

Marcos Bagno – Revista Caros Amigos, outubro de 2010.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

11 novembro 2010

Gramsci na América Latina:

Recebi hoje o exemplar da Revista Contra a Corrente, ano 2, nº 4, que contém o dossiê PT – 30 anos. Trata-se de uma revista Marxista de Teoria, Política e História Contemporânea editada por um grupo de professores e situada na UnB. Nesta edição, está publicado um artigo de minha autoria. Abaixo o título e resumo:

Gramsci na América Latina: itinerário de uma recepção.

Resumo: Neste artigo, procuramos recuperar o itinerário da recepção de Antonio Gramsci nos países da América Latina, exceto o Brasil, em especial os casos da Argentina, onde ocorreram as primeiras traduções para o espanhol e os debates promovidos no interior do PCA (Partido Comunista Argentino) e nas páginas da revista Pasado y Presente. O México do final dos anos 1970 recebeu um grande fluxo de exilados da América do Sul, tornando-se local propício para uma maior reflexão, e também Cuba pós-revolução. Ao final, apresentamos ainda alguns trabalhos que analisam a História e a sociedade latino-americana, tendo Gramsci como referencial teórico.

Palavras-chave: Gramsci, recepção, América Latina.

Para quem se interessar pela Revista, pode entrar em contato pelo e-mail: revistacontraacorrente@yahoo.com.br

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

10 novembro 2010

O poder do Reggae:

Para aqueles pré-conceituosos que não entendem a mensagem positiva de Jah contida no Reggae, vejam este vídeo e entendam porque se diz que o “reggae é música de paz, amor e união”.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

09 novembro 2010

Só o voto:


07 novembro 2010

O Brasil é meu país:

Aflorou nesta eleição, o sentimento preconceituoso da pseudo-elite sulista deste país. Para estes, o nordeste é a causa de todos os problemas do Brasil e seria muito melhor a divisão territorial. Vamos fazer um exercício de imaginação e pensar como seria o sul/sudeste separado do nordeste.

_ Para passar o carnaval na Bahia, curtir as dunas de Natal ou as belezas de São Luiz do Maranhão, seria necessário passaporte.

_ Clássicos da literatura como João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Ariano Suassuna, Jorge Amado, José de Alencar, Rachel Queiroz, Clarice Lispector, Manuel Bandeira, Aluísio Azevedo e outros, seriam patrimônio cultural do nordeste;

_ Músicos e cantores como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Alceu Valença, os Novos Baianos, Raul Seixas, Marcelo Nova, Ivete Sangalo, Cláudia Leite, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e outros, seriam patrimônio cultural do nordeste;

_ Boa parte do feijão, sal, açúcar, algodão, cacau, frutas e gado que o sul/sudeste fossem consumir, teriam que ser importados do nordeste;

_ Lampião e Zumbi dos Palmares poderiam finalmente ser elevados à categoria de heróis nacionais.

_ O melhor presidente que este país já teve na sua história, Luis Inácio Lula da Silva, seria patrimônio do nordeste.

_ Os humoristas Renato Aragão e Chico Anísio seriam patrimônio cultural do nordeste;

Além disso, não podemos esquecer que foram os nordestinos migrantes que construíram a cidade de Brasília, exploraram as riquezas da floresta Amazônica, ergueram os prédios da cidade de São Paulo e até serviram de mão-de-obra para a colonização do noroeste do Paraná.

Pior que tudo, é que boa parte desta pseudo-elite sulista é descendente de migrantes europeus que vieram para o Brasil completamente falidos ou fugidos da guerra. Nossos avós eram a ralé em seus países e vieram tentar a sorte por aqui. Hoje, os netos parecem não se lembrar que vieram também eles, da miséria.

Ora, Sem sentimentos xenófobos, por favor! Paulista, por exemplo que se diz tão inteligente na hora de votar, mas já elegeu figuras do tipo de Paulo Maluf, Celso Pitta, Jânio Quadros, Ademar de Barros, Clodovil e agora Tiririca.

Abaixo, um clássico da música popular brasileira, composta por um dos maiores gênios deste país. O brasileiro Chico Buarque de Hollanda. Ouçam e reflitam!



Nem o Sul, nem o Sudeste, nem o Nordeste... o Brasil é meu país. Mas se dividir, eu me mudo para o nordeste.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

06 novembro 2010

Reunião do PT de Nova Londrina-PR:

É costume do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Nova Londrina-PR, reunir os seus filiados uma vez por mês, para um bate-papo sobre a política nacional, estadual e municipal. Neste sábado (06/11), mais uma vez, alguns filiados do partido se reuniram na casa dos companheiros Norton e Solange Ravache, sob a direção do Presidente municipal, Prof. Roberto.

Na reunião, foi feito um balanço das eleições de 2010 que culminaram com a vitória da Presidente Dilma e continuação do projeto de mudança do país encabeçado pelo PT e com o apoio de uma série de outros partidos, bem como a eleição de vários deputados e senadores do PT. Além disso, ficou estabelecido o compromisso dos militantes com vistas à eleição municipal de 2012, onde o partido novamente apresentará à comunidade novalondrinense um nome para prefeito e vários à vereança. Também foram tratados outros assuntos de interesse interno e de organização do partido.

Abaixo, foto dos filiados presentes à reunião. Aproveitando o ensejo, os filiados que andam distantes do partido, procurem o Prof. Roberto e vamos participar das reuniões."Assim é que se vê, a força do PT!". “Partido, Partido, é dos Trabalhadores!”. “A nossa estrela vai brilhar”.
Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.

Engolindo sapo:

Engolir sapo é um termo do domínio publico cujo significado está relacionado à contrariedade, o sujeito que engole sapo é aquele que sofreu um desaforo, mas, dado as circunstancias, se vê contrariado e mesmo que conteste, sua contestação é vã, incapaz de reverter a situação adversa.

Se imaginarmos o termo em seu sentido literal, de fato expressa a dimensão da má sensação proporcionada por aquele que tem que aceitar a contra gosto algo que abomina, a pessoa mesmo não comungando com a opinião alheia se submete e ainda praguejando, é obrigado viver o amargor da contrariedade.

Funcionários com patrões chatos passam meses engolindo sapo, o pobre assalariado, engole balaios inteiros de sapos, professor, principalmente os de escola particular, chega ser crime a enorme quantidade de sapos que este profissional se vê obrigado engolir.

E desta forma as coisas acontecem, sogras coitadas, depois de terem criado seus filhos e filhas, eles se casam com genros e noras que nem de longe se assemelham com os genros e as noras dos seus sonhos.

O assunto engolir sapo, nos remete a um momento atual, as eleições presidenciais de 2010, a oposição da candidata vencedora, usou de todos os artifícios lícitos e ilícitos para impedir sua eleição, apelaram para Deus e o diabo, compraram pastores eloqüentes, padres com aparência de cordeiro, calúnias das mais absurdas em e-mails, teatrinhos fiasquentos como os da bolinha de papel e por fim, não atingiram o objetivo, foram ainda longe, levando para o segundo turno algo que parecia estar consumado no primeiro e agora, mesmo praguejando, terão que engolir a vitória acachapante de Dilma sobre o candidato José Serra.
A verdade é esta, a vida é feita de reveses, nem tudo é como queremos, e muito do que tiver de ser será, independente da vontade dos mortais.

No fundo, todos nós temos nossos sapos a engolir, fatalmente muitas coisas não saem ao nosso gosto e as frustrações são inevitáveis neste mundo de competições, cabe a nós tirarmos proveitos das lições, comemorarmos os momentos de triunfo e encararmos com indignação as contrariedades que nos são impostas, este é de fato um direito que devemos fazer uso e não podemos nos privar, reclamar é uma característica humana, portanto, reclame.

Prezado leitor, se você tem algo a comemorar, comemore, se tens algo lamentar, lamente-se, porém lembre-se, independente de nossas vontades, paixões e sonhos a sorte ou o azar virá, cabe-nos estrutura racional para encararmos os extremos da vida. No mais que os sapos que tens a engolir não passe do tamanho de uma rã de banheiro, nada de sapo cururu, neste momento, há muita gente por aí com um enorme anfíbio atravessado na garganta, boa sorte para eles.

Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

04 novembro 2010

Nazismo à brasileira:

Quando da campanha eleitoral do segundo-turno, publiquei aqui neste Blog uma charge de Carlos Latuff, que ironiza boa parte dos eleitores de José Serra. Na charge aparecem expressões nazistas, preconceituosas, reacionárias, etc, enfim, é a Direita se manifestando.

Claro que uma charge desta só pode gerar polêmica, ainda mais entre os eleitores de José Serra. Um comentário feito no post em questão dizia que a charge estaria distorcendo a realidade.

Tudo bem que prefiro acreditar que a maioria dos eleitores de José Serra não sejam preconceituosos, ou xenófobos. No entanto o que se viu após as eleições no Twitter, MSN, Orkut e Blogs da vida é justamente o que diz a charge de Latuff. Durante a campanha ainda, descobriu-se que a maioria dos e-mail difamatórios contra Dilma haviam saído da casa de um dos líderes do movimento neonazista no Brasil.

Vejam este vídeo com frases coletadas no twitter após a vitória de Dilma. Reflitam! Obrigado José Serra, por ter disseminado o ódio entre os brasileiros e por ter trazido à tona o preconceito de classe.

Obs: Este post foi inspirado no post do Blog do Mateus. Clique aqui.

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM

03 novembro 2010

Democracia é assim:

Desde a conquista do Sufrágio Universal, ou seja, desde meados do século passado quando toda a população brasileira maior de idade passou a ter o direito de votar e ser votado, é assim. Quando o candidato da elite ganha, dão vivas à democracia e a liberdade de escolha; quando o candidato da elite perde, dizem que o povo não sabe votar, que vendeu o voto ou que cada povo tem o governo que merece. Típico!

Além disso a campanha presidencial de 2010 ficará marcada por uma série de fatos que deixarão marcas no nosso sistema democrático. Vamos a eles.

1. O candidato derrotado José Serra, um sujeito até então respeitado no cenário político nacional, conseguiu jogar toda a sua biografia republicana na lata do lixo. Mostrou-se um beato raivoso, mentiroso desesperado e aproveitador baixo. Utilizou-se de meios nada cívicos para atacar a candidata derrotada, seja em seu programa eleitoral, seja no PIG, na internet ou até em panfletos apócrifos. Ao final da campanha, comentava que José Serra e sua campanha mereceriam um prêmio, por ter conseguido unir boa parte da esquerda deste país contra a sua candidatura.

2. Vimos o retorno da religiosidade à cena política. Padres, pastores, bispos e até o Papa tentaram utilizar dos púlpitos eclesiásticos para emplacar o seu candidato preferido. Não tiveram sequer o seguimento da grande maioria de seus fiéis, quiçá a unanimidade deles. Resultado, não se fazem mais cordeiros como na Idade Média, mas as Igrejas não se aperceberam disso e saem derrotadas. No entanto, o ranço reacionário de alguns bitolados veio à tona e prejudicou o debate.

3. Esta foi a campanha dos temas secundários. O primeiro turno principalmente foi pautado no debate sobre aborto e união civil de pessoas do mesmo sexo. Aliás, nem isso foi debatido, mas sim trazido à tona como pseudo-dogmas religiosos e preconceituosos, típico da elite conservadora deste país. A coisa só acalmou quando ex-alunas de Mônica Serra, esposa do José Serra, afirmaram que a então professora havia confessado em sala de aula, lá em meados dos anos 1990, que teria feito um aborto na década de 1970, fato este não repercutido na mídia e que sabiamente a campanha de Dilma não precisou explorar.

4. O debate deveria ser pautado, e me referi neste Blog mais de uma vez sobre isso, em temas como o modelo de Estado: Neoliberal do PSDB ou Social-Democrata do PT; em Política Externa: submissa do PSDB ou independente do PT; em investimento na Educação Pública Superior: zero do PSDB e muito do PT; em combate à corrupção: debaixo do tapete com o PSDB e Polícia Federal trabalhando com o PT, etc...

5. Por fim, mas não menos importante, esta eleição buscou fazer uma revisão histórica. Nela, aqueles bravos jovens brasileiros que deram a vida na luta contra o Regime Ditatorial Civil-Militar foi rebaixados à mera condição de terroristas, assassinos ou ladrões de banco. Um absurdo, mas típico da elite conservadora que apoiou os Ditadores e que agora estavam ao lado do candidato José Serra.

O Brasil que sai das urnas é um país dividido. A campanha de José Serra conseguiu criar um clima de ódio como nunca se viu antes. Agora, todo eleitor de Dilma é rotulado com uma série de adjetivos pejorativos. Isso não contribui com a DEMOCRACIA. Mas convenhamos, a elite deste país é pouco se lixando para a democracia, o que eles não aceitam mesmo é ficar mais quatro anos longe do poder. Dilma não terá vida fácil no governo. O PIG não vai lhe dar sossego, muito embora a capa da Veja edição especial desta semana tente “puxar o saco” da Presidente eleita e acha que a população e seus leitores já esqueçam da campanha anti-Dilma que a revista fez. Típico!

Por: Cássio Augusto – professor e mestrando em História UEM.



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