05 outubro 2010

Epístola aos companheiros:

O perigo está em derredor, não podemos fechar os olhos quanto à ameaça iminente que coloca em risco as conquistas obtidas e que custaram à vida dos muitos militantes que tombaram na luta pela democracia. Não podemos jogar no lixo os preciosos ganhos que nasceram da luta renhida contra a opressão e o descaso, os ganhos especialmente obtidos nos dois últimos quadriênios de uma administração que buscou dignificar uma massa populacional nunca antes assistida pelos antecessores que tiveram o exercício do poder.

Obviamente que há muita coisa a ser feita, nos é exigido ainda um trabalho árduo para desfrutarmos de algo ainda longe de uma plenitude, mas também, é evidente que seguimos em frente importantes passos rumo ao porto seguro onde a distribuição de rendas qualificou a vida de tantos brasileiros de tantas famílias em um Brasil que outrora fora sempre massacrado pelos desgovernos, pelos interesses das classes dominantes e exclusivistas.

Está claro que abrimos mão de pontos estratégicos do nosso discurso originário, mas é também importante considerar que se assim não fosse, sequer o mínimo do que foi feito seria possível acontecer. Não nos igualemos aos insensatos que não reconhecem os progressos adquiridos desde que nossa sigla chegou ao comando da nação, estes, não admitem as diferenças favoráveis aos desvalidos quando comparadas aos que nos antecederam, as diferenças, estão externadas na aprovação de todos aqueles que saíram do lodo fétido do abandono a que estavam destinados em tempos anteriores.

Estamos correndo o risco do retrocesso, e é importante que desperte em cada um de nós o espírito da militância para o combate contra o monstro que ameaça a dignidade de nossa gente, que caia por terra o levante oponente, exclusivista e elitizado. É importante aclararmos as benesses surgidas nos últimos anos em que estivemos responsáveis pelo destino da nação onde de fato nunca na história deste país o pobre tornou-se menos pobre.

Não fosse nossa política em favor dos excluídos, milhares de brasileiros teriam morrido de desnutrição, não fosse nossa maneira de criar viabilizações, muitos profissionais com formação superior sequer teriam entrado nos pátios das faculdades, não fosse ainda nossa política voltada às agruras da população pobre, muitos brasileiros não teriam a honra de um teto para morar.

Há, porém aqueles que jamais aceitaram a idéia de que as riquezas deste país fossem divididas com os pobres e são estes que tentam a qualquer medida impedir que continuemos nossa caminhada em prol da dignidade humana.

Ainda temos tempo, não podemos esperar que a própria sorte nos livre do retrocesso, porém que sejamos combatentes ácidos na luta interminável contra a opressão, a coação e a exclusão social.

Que cada um de nós os conscientes e favoráveis ao bem comum, consigamos impedir que morra em nossos corações e nos corações de nossa gente a semente da esperança de dias cada vez melhores. Que a real esperança oficializada nos pleitos de 2002, continue vencendo o medo inventado por aqueles que são adversos ao bem comum da nação. Ergamos nossas cabeças e vamos ao combate das injúrias, das difamações e de tudo aquilo que deprecie e hostilize os que buscam favorecer as classes dominadas e oprimidas. E aos que acham que a caminhada foi lenta, que considerem o valor da caminhada, pois de qualquer forma caminhamos e é para frente que se anda.

Não devemos retroceder um único passo, não podemos de forma alguma deixar que floresça a ameaça que nos fará voltar ao ponto de partida.

A luta é interminável, ela sempre continua companheiros.

Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

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