30 setembro 2010

Para que a história não se repita:

Diante da tentativa frustrada de golpe contra Chávez na Venezuela em 2002. Da tentativa frustrada da elite boliviana contra Evo Morales. Hoje, da tentativa de golpe por parte da direita do Equador ao presidente Rafael Correa. Os ataques midiáticos contra Cristina e etc, precisamos refletir:

O ano era 1954. O presidente da República era Getúlio Vargas, cujo governo se apoiava em uma ampla base popular, em especial dos trabalhadores pobres. A elite burguesa e pseudo-intelectual deste país promoveu uma ferrenha campanha de difamação contra Vargas. O resultado? Suicídio do presidente.

O ano era 1964. O presidente da República era João Goulart, cujo governo prometia avançar em uma ampla “reforma de base”, com forte apoio popular. A elite burguesa e pseudo-intelectual deste país, com apoio do exército, da embaixada dos EUA e da Igreja Católica, promoveu uma forte campanha de difamação de Jango, acusando-se de comunista, ateu, de querer acabar com a liberdade de expressão e etc. O resultado? Golpe Civil-Militar e a implantação de uma ditadura de direita.

O ano era 1989. Diante da iminência de um segundo turno entre Brizola e Lula, a elite burguesa e pseudo-intelectual deste país, com forte apoio midiático, fabricou o candidato Fernando Collor. No segundo turno entre Collor e Lula, este foi acusado de comunista, de ter abandonado uma filha fora do casamento, de que se eleito mais de oitocentos mil empresários sairiam do Brasil e etc. O resultado? Collor ganhou e depois foi cassado.

O ano é 2010. O presidente da República é Lula, cujo governo é rotulado de populista, por privilegiar algumas poucas políticas sociais em favor dos miseráveis e contar com aprovação de 80% da população. A elite burguesa e pseudo-intelectual deste país, inconformada em ver a candidata apoiada por Lula prestes a vencer democraticamente a eleição deste ano, promove uma desesperada campanha de difamação contra ambos. Acusam Lula e Dilma de serem contra a liberdade de imprensa, a favor do aborto, contra a liberdade religiosa, terem pacto com o satanismo, e etc. O resultado?

Não duvido nada que estamos novamente diante de um importante momento histórico. É preciso que os trabalhadores e movimentos sociais fiquem atentos ao que pode acontecer no Brasil. Será que, com a iminência de mais um Golpe, aqueles que hoje clamam em favor da liberdade de expressão e pela democracia (leia-se, contra Dilma), iram para as ruas protestar contra o Golpe? Tenho minhas dúvidas.

Para a elite brasileira, a democracia só serve quando o candidato deles ganha. Se o candidato adversário é que foi eleito, significa que o povo não sabe escolher e que para “salvar o país e a democracia” é preciso tirá-lo do poder.

Por: Cássio Augusto – professor; bacharel em Direito; licenciado em História; mestrando em História na UEM.

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