02 julho 2010

As próximas eleições:


Candidato Caô Caô.
(Composição: Letra E Música: Walter Meninão E Pedro Butina)

Ele subiu o morro sem gravata
dizendo que gostava da raça, foi lá
na tendinha, bebeu cachaça e até
bagulho fumou

Foi no meu barracão, e lá
usou lata de goiabada como prato
eu logo percebi é mais um candidato

As próximas eleições
As próximas eleições
As próximas eleições

Fez questão de beber água da chuva
foi lá na macumba e pediu ajuda
bateu a cabeça no gongá
"deu azar"...
A entidade que estava incorporada disse:
- Esse político é safado cuidado na hora de votar !
também disse ...

- Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater ...
- Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe prender ...

hoje ele pede seu voto, amanhã manda a policia lhe bater ...
eu falei prá você, "viu"?

Falado por Bezerra da Silva:

Esse político é safadão hein !!!

Nesse país que se divide
em quem tem e quem não tem,
sempre o sacrifício cai no braço operário,
Eu olho para um lado, eu olho para o outro
vejo desemprego e vejo quem manda no jogo
E você vem, vem, pede mais de mim
diz que tudo mudou e agora vai ter fim,
mas eu sei quem você é e ainda confio em mim
Esse jogo é muito sujo mas eu não desisto assim ...

Você me deve ... Ah ah ah ah !!!
Malandro é malandro e mané é mané !!!
Você me deve ....
Você me deve seu banana prata !!!...

“- Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater ...
- Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
hoje ele pede seu voto, amanhã manda a polícia lhe prender ...

hoje ele pede seu voto, amanhã manda a policia lhe bater ...
eu falei prá você, "viu"?

Os professores do Paraná e de São Paulo sabem muito bem o que é isto e quem é o candidato caô caô.

Por: Mateus Brandão de Souza, Graduado em história pela FAFIPA.

1 Comentários:

Às 5/7/10 1:37 PM , Blogger caco disse...

Pacto de exclusão e fim de ciclo


Escrito por Leo Lince
02-Jul-2010

O cidadão comum, que se julga bem informado por ler os jornalões de circulação nacional ou acompanhar o noticiário da televisão ou do rádio pode até pensar que só existem duas candidaturas disputando as eleições presidenciais que se avizinham.

Ou, talvez, duas e meia. Afinal, além da Dilma e do Serra, também a candidata dos verdes, Marina, de uns tempos para cá passou a ser contemplada pelos grandes meios. Prestou vassalagem aos dogmas do ideário dominante (independência do Banco Central, política social focada e saída legitimadora para o agronegócio) e ganhou a condição de coadjuvante no jogral do sistema.

Mas, no fundamental, os espaços da mídia grande estão voltados para a tarefa maior: imprimir um verniz de veracidade numa polarização que é falsa. A opção entre Dilma e Serra, apresentada como única alternativa real, é só do que se fala, propaga e alardeia na mídia grande. Feições distintas de um mesmo modelo, a candidata oficial e o candidato oficioso, na realidade, disputam apenas qual será o melhor gerente do continuísmo.

A mecânica da exclusão de qualquer alternativa crítica pode ser observada, igualmente, em outras dimensões da engrenagem política. Exemplos? São tantos. Alguns deles, nem todos, é claro, estão ao alcance de quem faz a leitura atenta dos jornais. Anotar as informações fragmentadas do dia-a-dia e, depois, agrupar tais fragmentos em um mosaico que possa desvendar o sentido geral do processo.

Já dá para saber, por exemplo, que a próxima campanha presidencial será a mais cara da história do Brasil. O tesoureiro do PT já fez previsão para os gastos da Dilma: acima dos R$ 500 milhões. A campanha do Serra não deve ficar atrás. Ou seja, os gastos legais, declarados, dos dois principais candidatos da ordem podem ultrapassar a marca do bilhão de reais. O financiamento privado de campanha, além de fator incontrolável de corrupção, termina por se constituir como poderosa cláusula de exclusão.

Já dá para saber também que pelo menos alguns dos institutos de pesquisa de opinião estão trabalhando com uma metodologia estranhíssima. Ao perguntar a preferência do cidadão consultado, primeiro se apresenta uma cartela só com os nomes de Dilma, Serra e Marina, depois outra cartela com os demais candidatos. O resultado é distorcido na certa. Um absurdo total, no entanto praticado abertamente. A última pesquisa do Ibope, deu até no jornal que a patrocinou, foi feita assim.

O uso escancarado da máquina pública por tucanos e petistas, as violações flagrantes da legislação eleitoral, deixando claro que o rigor da lei está reservado para os "outros", são elementos nos quais se revelam os termos do acordo tácito entre as forças dominantes. O nome disto é pacto de exclusão, uma aberração política que define o cenário da disputa eleitoral de 2010 como um fim de ciclo.

Léo Lince é sociólogo.

 

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