16 junho 2010

Quanto à traição.

“O último homem a andar na linha o trem pegou”

Este ditado é atribuído ao movimento feminista, aqui elas depreciam a conduta masculina afirmando que de forma alguma existe um homem honesto e que mereça o mínimo de confiança em lugar algum do mundo. Tomando emprestada a sabedoria criadora deste ditado popular, vamos aqui generalizá-la e lançar a inexistência de confiança não somente aos homens, mas, a toda raça humana.

A história nos menciona traidores célebres, pela bíblia tomamos conhecimento de Judas Iscariotes, delator do próprio Cristo. Nos livros de história nacional conhecemos Joaquim Silvério dos Reis, o homem que cantarolou para parte mais interessada, todo plano encabeçado por Tiradentes que mais tarde, seria esquartejado pelos anti inconfidentes.

O fato intrigante é que, existirá sempre os traidores de plantão, seja pelo prazer sádico de entregar e ferrar o próximo, pelo interesse de uma gratificação, ou ainda pela tortura física ou psicológica. A grande verdade é que o papel do cagueta sempre será exercido por alguém, a traição está penetrada no meio social através de nossa mente e também de nossa carne, é um tumor inoperável.

A grande dúvida é que, se medirmos a fidelidade das pessoas através de suas tentações e fraquezas, não sabemos se existirá algum justo. “Na tortura toda carne se trai”, já dizia Henri Charriere o Papillon.

Se for sob a tortura física ou psicológica que germinam os infiéis, logo concluiremos que a possibilidade de vivermos sem traidores é inexistente. O ser racional é pérfido por natureza, sob suas fraquezas ele trai a si próprio e seu semelhante, o homem se torna incapaz do auto controle, quando coagido ou tentado.

A condição de ser humano é falível, débil e limitada, o homem não suporta golpes ininterruptos lhe fustigando a mente ou a carne e assim, a raça humana se torna corrompida.

Não somos pessimistas nem desconfiados em demasia, somos realistas, enquanto não formos evoluídos, existirá as condições adversas que instigam e levam o homem a ser o traidor de seus princípios e de sua integridade. Tanto o trair, quanto o provocar a traição é prova de nossa carência de evolução.

No entanto, a desconfiança é um escudo protetor contra aos que fazem o mal, ter cautela não é sinal de insegurança, porém, uma maneira de se defender dos inevitáveis golpes da traição e da má fé.

Portanto prezado leitor, se a raça humana é violável, desconfie de tudo, nunca podemos nos desobrigar da prudência.

Vigiai, vigiai, a desconfiança é fundamental.

Por Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

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