26 abril 2010

Histórias do faz de conta:

“Era uma vez, no tempo em que os sonhos se realizavam...”.

Geralmente assim se iniciam os contos de fadas e desta maneira lemos aquilo que se passou no imaginário do autor de determinados contos. Noutras tantas vezes nos emocionamos com clássicos deste gênero onde fatalmente o bem vence o mal.

É preciso, no entanto, que não sejamos inocentes nem imaturos, a ponto de crer que o faz de conta se torne realidade. Não nos encontramos em condições de transportar o mundo cor-de-rosa de nossas fábulas para a nossa realidade, deixemos o faz de conta lá nas histórias da carochinha.

Saiamos do mundo da lua, nada extraordinariamente fantástico desceu ao nosso solo, nada convincentemente fabuloso surgiu dos nossos lotes de terra para nos julgarem devedores da forma como nos estão julgando.

Parece-nos que aqui e tão somente aqui, algo miraculoso surgiu, algo não visto em qualquer outro lugar do mundo real, porém, como num passe de mágica, somente para fins tributários, nossos abrigos que vão desde choupanas a mansões, duplicaram, triplicaram seus valores de forma vertiginosa, impactuante e cabulosa.

Nossa real qualidade de vida não deu saltos de melhora, nossos salários alteram-se em porcentagens pífias, no mais, não surgiram da noite para o dia poços de petróleo em cada lote de nosso chão, não há ninhos e muito menos a mitológica galinha dos ovos de ouro em nossos quintais.

É preciso despertar deste ilusionismo, voltemos à nossa realidade, saiamos da ficção, do efeito alucinógeno onde duendes, fadas e gnomos habitam. Não podemos toscanejar, despertemos deste sono, estamos aqui, América do sul, Brasil, mais precisamente no Paraná, no fundão extremo deste noroeste esquecido e injustiçado.

Que todos coloquem os pés no chão, que a vida siga de forma tranqüila, que nossas esperanças não sejam traídas e que aqui viva uma sociedade minimamente satisfeita.
Se assim não for, que entremos de vez no mundo do faz de conta.

Se formos obrigados participar deste mundo de sacis e fadas, que assim seja, seremos categóricos, fiéis e rigorosos. “No mundo do faz de conta”, onde nos ditam regras e leis que nos fazem devedores de tamanhas quantias tributárias, também nós, em nosso repúdio faremos de conta que pagaremos tais quantias.

Assim será, até estarmos todos de volta ao mundo real, até encontrarmos novamente a ponta da linha e darmos novamente o seguimento de nossas vidas em sua normalidade.
No mais, que os maestros que regem esta orquestra, desçam dos braços de morfeu e coloquem os pés no chão,

Sobriedade já.

Por: Mateus Brandão de Souza – graduado em História pela FAFIPA.

2 Comentários:

Às 27/4/10 8:56 PM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Isso é conto de fadas, conto maravilhoso, conto fantástico ou conto do vigário?

 
Às 27/4/10 9:00 PM , Blogger Cássio Augusto disse...

Ainda bem que é de faz de conta... pq se fosse sério isso o povo teria que se organizar!!!

 

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