02 abril 2010

Faça o que eu digo e não o que eu faço:

O título deste post é um conhecido jargão popular. Serve para designar aqueles sujeitos detentores da moral e dos bons costumes, que gostam de dar lição de moral em público, mas que na prática, cometem erros piores.

Pois bem, este jargão se encaixa perfeitamente na discussão acerca do processo de enriquecimento de urânio por parte do Irã. EUA e os grandes da União Européia estão apavorados e usam seus meios de comunicação para apavorar também o restante do mundo com a idéia de que o Irã poderá, dentro de pouco tempo, ter uma Bomba Nuclear.

Ora, os EUA sozinhos possuem mais da metade das Bombas Nucleares de todo o mundo. Se eles podem, então porque o Irã também não pode? Israel, França, Alemanha, Inglaterra, Rússia e China podem ter seus armamentos nucleares, mas o Irã, jamais!

A posição do governo brasileiro neste caso é interessante. O Brasil não baixa a cabeça aos discursos inflamados que vêem do Norte e não corrobora o alarde sobre a possibilidade de Teerã ter uma Bomba Nuclear. Isso não quer dizer que o Brasil apóia a idéia da corrida armamentista, mas sim, tenta justamente colocar em discussão a possibilidade de desativação de todo armamento nuclear do mundo, esteja ele em Washington, Paris, Londres, Moscou, Jerusalém ou em Teerã. Mais uma vez, ponto para a política externa brasileira.

2 Comentários:

Às 3/4/10 9:14 PM , Blogger WILLIAM FARIA disse...

OI CASSIOMEU QUERIDO COMO VC ESTA?
BOM NOS NAO SE CONHECEMOS PESSOALMENTE MAS SOU FAZAÇO DE SEU BLOG E DO SEU ESTILO DE ESCREVER, VENHO. MEUS PARABES TE VEJO COMO UM CARA DE VISÃO.
BOM VENHO CONVIDAR VC PARA DAR UMA ESPIADINHA NO MEU SITE TAMBÉM.
destaknovalondrina.webnode.com.pt
DE SEU VOTO E DEIXA UM RECADO NO LIVRO DE VISITA, ADORARIA CONHECE-LO PESSOALMENTE.
ABRAÇO

WILLIAM FARIA

 
Às 5/4/10 5:07 PM , Blogger Arthurius disse...

A questão aqui é muito simples na realidade: nenhum país que tem a bomba jurou usá-la para destruir esse ou aquele país. O Irã já e várias vezes. Com o crescente poderio da Guarda Revolucionária e a perda de controle, também crescente, dos Aiatolás sobre ela as implicações de colocar-se uma arma nuclear na mão desse pessoal são imprevisíveis.

Não preciso dizer que, na Segunda Guerra, muitos diziam que Hitler não ia querer avançar pela Europa e que se satisfaria com a anexação dos Sudetos. Os pacifistas e apaziguadores acabaram nos campos de concentração.

O problema do Irã é justamente esse, a volatividade e a falta de compromisso tradicional com a transparência e com a paz na região.

 

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