18 março 2010

Imprensa e direitos democráticos:


A maior parte da imprensa brasileira apoiou a derrubada do governo constitucional de João Goulart e o golpe civil-militar de 1964. A maior parte, também, paulatinamente, na medida em que o movimento social aumentou a pressão, engrossou as fileiras do processo de abertura democrática, em defesa das liberdades de expressão, de manifestação, estudantil, sindical e partidária. Entre 1978 e 1985, vários veículos abriram espaço para as campanhas da anistia e das eleições diretas. A imprensa empresarial-burguesa atuou com força na Constituinte e na primeira campanha eleitoral para a Presidência da República após a ditadura. Por isso mesmo representa um grande retrocesso político-editorial entre os setores liberais e conservadores a reação ultradireitista contra o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. A nação precisa conhecer toda a verdade sobre a tortura, o assassinato e o desaparecimento dos perseguidos políticos da ditadura, assim como o Judiciário tem o dever de julgar os crimes de lesa-humanidade. O Brasil não pode seguir adiante, com dignidade, sem o completo esclarecimento daquele terrível período.

Por: Hamilton Octávio de Souza – Revista Caros Amigos – Fevereiro de 2010.

1 Comentários:

Às 18/3/10 1:48 PM , Blogger Arthurius Maximus disse...

Nisso tudo, o mais triste, é que grande parte da esquerda brasileira esqueceu pelo que passou e aplaude as mesmas práticas lá em Cuba.

Para "essa gente", só resta lembrar que ditadura é ditadura seja ela de esquerda, de direita, de centro ou de outro planeta. E TODOS devemos nos envergonhar e nos enojar de suas práticas.

 

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