19 fevereiro 2010

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010:

A Campanha da Fraternidade ecumênica traz o tema “Economia e Vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). O objetivo é “Colaborar na produção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das igrejas cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum, em vista de uma sociedade sem exclusão”.

O que ser quer, na verdade, é promover a justiça social, diminuindo a desigualdade social. Para isso, é preciso concretizar por ações políticas, sociais, pessoais que visem efetivamente a aumentar as oportunidades a todos uma vida digna, com emprego e salários que sustentam as necessidades básicas da família.

Os governos federal, estadual e municipal devem proporcionar política pública que garanta às pessoas uma renda que as mantenham com um poder aquisitivo para a vivência com qualidade.

A sociedade organizada deve ser solidária e participar com ações (palestras, cursos diversos...) que valorizem os cidadãos e contribuam para a superação do individualismo e promova a coletividade, melhorando a convivência mútua.

As pessoas devem buscar a informação, refletir e formar opinião que sustentem para entender o mundo e saber lidar o dia-a-dia; participando de todas as formas organizadas na sociedade, intervindo e modificando-a para uma vida digna, sem exclusão.

Se todos esses princípios forem colocados em prática e com resultados, com certeza, teremos mudado o valor da vida, em que o “ser” sobreporá o “ter”, construindo uma sociedade fraterna, solidária, justa como almejamos aos povos do mundo.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor de Língua Portuguesa da rede pública do Paraná; vereador na legislatura 2005-2008; candidato a prefeito nas eleições municipais de 2008.

2 Comentários:

Às 19/2/10 1:39 PM , Anonymous Anônimo disse...

As posições políticas da CNBB
Em Observação

É melhor ler na íntegra o documento para não se fiar da interpretação da Folha. As críticas aos juros, especialmente quando comparados à exiguidade dos gastos sociais, são pertinentes. A menção ao PAC ficou solta, podendo ser uma crítica mais abrangente ou meramente uma frase tirada do seu contexto – como é o padrão Folha.
Da Folha de S.Paulo

Campanha de igrejas faz crítica à política econômica de Lula

Evento da CNBB, que terá outras igrejas além da Católica, ataca desde a crescente dívida interna do país até o PAC

Objetivo é fazer com que a população reflita sobre o que está dando certo e errado na economia e cobre os políticos nas eleições, afirma Conic

FLÁVIO FERREIRA
DA REPORTAGEM LOCAL

A Campanha da Fraternidade de 2010 levará para cerca de 50 mil comunidades cristãs discussões sobre economia. O texto-base do evento, que começa na quarta-feira, critica a crescente dívida interna do país, as altas taxas de juros, a elevada carga tributária, o sistema financeiro internacional e até mesmo o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), vitrine de Lula.

Realizada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) desde 1964, a campanha deste ano reunirá, além da Igreja Católica, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e a Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia. Elas integram o Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil), o organizador do evento em 2010.

Será a terceira vez que a campanha terá caráter ecumênico, repetindo 2000 e 2005.

Com textos e gráficos, o material do evento propõe a conscientização sobre alguns temas econômicos que são pouco conhecidos por grande parte da população. Em relação à dívida interna, por exemplo, o manual da campanha diz: “Apesar de os gastos com juros e amortizações da dívida pública consumirem mais de 30% dos recursos orçamentários do país, essas dívidas não param de crescer. A dívida interna alcançou a gigantesca cifra de R$ 1,6 trilhão em dezembro de 2008, tendo apresentado crescimento acelerado nos últimos anos”.

Segundo o texto, a dívida inviabiliza a aplicação de recursos na área social. Uma das tabelas do material mostra a elevação da dívida nos governos de FHC (1995-2002) e de Lula.
O documento cita o PAC ao atacar a má distribuição de renda: “O crescimento do PIB, expresso em médias nacionais, não é sinônimo de boa distribuição dos recursos entre os diversos grupos sociais. Os pobres continuam lesados nos seus direitos. O PAC é o exemplo mais recente no Brasil”.

O secretário-geral do Conic e reverendo da Igreja Anglicana, Luiz Alberto Barbosa, diz que a meta do evento é fazer com que as comunidades reflitam sobre o que está dando certo e errado na economia do país, e possam cobrar mudanças dos políticos nas eleições.

“Escutamos o discurso oficial de que o país caminha para ser a quinta economia do mundo. Mas é preciso perguntar: “Se o cenário é tão bom, onde estão os recursos?” Ainda temos quase 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e não há trabalho e saúde para todos.”

O frade dominicano Carlos Josaphat, um dos principais intelectuais da Igreja Católica, diz que um dos objetivos do evento é fazer com que os cristãos deixem de ser omissos em relação a práticas econômicas socialmente injustas.

A campanha defende ainda a realização de um plebiscito sobre a limitação do tamanho das propriedades rurais do país.

fonte: blog do luiz nassif

 
Às 19/2/10 6:13 PM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Agradeço ao comentário e acréscimo às informações, porém não podemos cair na retórica da política A ou B, precisamos oportunizar no primeiro momento a leitura, reflexão e estimular o significado desse tema...não queremos manipular, apenas instrumentalizar....

 

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