28 fevereiro 2010

Como ser um “classe média” – 013

Ser torcedor de escola de samba:

O carnaval do Rio de Janeiro tem tudo que a Classe Média gosta. Tem gente famosa, estética exagerada, grande ostentação, gringos e muito destaque na televisão. E é por isso que, no Carnaval, muitos médio-classistas se sentem à vontade para eleger uma Escola de Samba como favorita, e tal qual a paixão clubística do esporte, torcem por um bom desempenho no "campeonato" da Sapucaí.

O principal motivo pelo gosto da Classe pelo carnaval carioca é o obedecimento aos mandamentos da sabedoria suprema do universo (a televisão). Graças ao alcance da TV, este comportamento extrapola os limites do Rio, levando a toda a Classe Média brasileira o desejo de participar daquela festa cheia de artistas e atores de novela, à voz de narradores de futebol. No carnaval, o representante da Classe tem que, obrigatoriamente, demonstrar a alegria e a felicidade do povo brasileiro, é o que diz a tela mágica.

Na ânsia de ver de perto algum famoso e, quem sabe, aparecer em rede nacional, muitos médio-classistas chegam a pagar um bom dinheiro para desfilar por sua escola favorita. E outros tantos se contentam em comprar uma camisa de sua agremiação e apenas assistir ao cortejo. Você que almeja entrar para a Classe pode usar uma dessas estratégias, mas lembre-se: você deve ignorar complemente o fato de que o nome que você grita na arquibancada, estampa no peito ou torce no dia da apuração é o nome de uma favela.

Fonte: http://classemediawayoflife.blogspot.com/

26 fevereiro 2010

Retrato do Velho:


Composição: Haroldo Lobo e Marino Pinto - 1951

Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
O sorriso do velhinho
Faz a gente trabalhar

Eu já botei o meu
E tu, não vai botar?
Já enfeitei o meu
E tu vais enfeitar ?
O sorriso do velhinho
Faz a gente trabalhar

Obs: Será que alguns funcionários públicos andam ouvindo esta marchinha de carnaval feita no início da década de 1950 para homenagear Getúlio Vargas? O povão cantava a música pelas ruas e Vargas novamente venceu fácil a eleição presidencial. Será um presságio?

Temos um novo velho?

As prefeituras dos municípios da região, se utilizam do jornal Diário do Noroeste para as suas publicações legais. Ou seja, tudo o que for “legal” deve ser publicado neste jornal, seja a nomeação de alguém, exoneração, aprovação de uma lei, sua revogação e etc.

Na data de 25/02 deste ano, uma publicação da Prefeitura Municipal de Nova Londrina nos chamou a atenção. Nela consta como prefeito o nome de “Arlindo Adelino Troian” e como secretário de administração, “João Soares Fragoso”.

Claro que pode ser um erro de digitação comum, mas depois de um certo edital que chama os assessores de pessoas sem inteligência, ficamos ainda mais com a “pulga atrás da orelha”.

Depois ainda reclamam dos veículos de comunicação que estariam fazendo “diz que me disse” e que não passam de “fuxiqueiros”.

25 fevereiro 2010

Adágios gaúchos:

Adágios ou frases são marcas registradas da sabedoria popular gaúcha, sempre em forma de comparação, externam de forma irônica principalmente a má qualidade de determinada pessoa ou assunto. Desta forma a cultura popular gaúcha se estende além da dança, da música e da poesia, os adágios estão inseridos no folclore deste estado e ditas de boca em boca mostram o sarcasmo do gaúcho diante de suas adversidades.

A seguir alguns exemplos de adágios riograndense para que possamos também debochar de tudo aquilo que está errado e nos causam descontentamento. Confiram:

“Mais desengonçado que galope de vaca”

“Mais perdido que cupim em metalúrgica”

“Mais grosso que dedo destroncado”

“Mais angustiado que barata de ponta-cabeça”

“Mais constrangido que padre em puteiro”

“Mais nojento que mocotó de ontem”

“Forte que nem toco de cigarro amanhecido”

“Mais atrasado que recado de gago”

“Mais comprido que esperança de pobre”

“Mais feio que caí com as mãos no bolso”

“Igual casa de esquina, dando pros dois lados”.

“Igual coruja de corredor, andando de pau em pau”.

“Mais curto que coice de porco”

“Mais pra baixo que cu de calango”.

“Alegre como lambari de sanga”

“Assanhada como solteirona em festa de casamento”

“Cara amarrada como pacote de despacho”

“Chato como chinelo de gordo”

“Contrariado como gato a cabresto”

“Desconfiado como cego que tem amante”

“Mais assustado que cachorro em canoa”
Foram aí algumas frases corriqueiras do folclore gaúcho para que possamos rir de tudo aquilo que de tão fora do comum nos chama a atenção. Viva o Rio Grande do Sul.

Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

22 fevereiro 2010

Câmara Municipal:

Caros leitores...

Durante o ano de 2009, este Blog, através do colega Luciano, prestou um excelente serviço de cidadania. Mesmo sem sermos jornalistas, procuramos, na medida do possível e de nossas limitações, “cobrir” as reuniões da Câmara Municipal de Nova Londrina.

Elogios não faltaram, bem como críticas e “olhares tortos”. Nos acusaram de tudo quanto foi coisa, mas seguimos nadando contra a corrente, remando contra a maré. Inclusive, este é o único Blog/site do Paraná que faz tal “cobertura”.

Infelizmente, neste ano de 2010 as coisas não serão tão fáceis. O Luciano não poderá mais estar presente às reuniões e portanto, ficaremos sem o seu preciso relato. O motivo? Ele cursará Administração Pública, pela UAB/UEM e as aulas são justamente de segunda-feira.

Assim, tristes, pedimos desculpas públicas à população de Nova Londrina, mas garantimos que o espaço continuará aberto àqueles que estiverem na reunião e quiserem se manifestar. Desde já, informamos estamos procurando outra pessoa para fazer o trabalho tão bem iniciado pelo Luciano.

21 fevereiro 2010

Fazendo a revolução...

Para os “donos da verdade”, que gostam de “tirar uma lasquinha”, cheios de maledicência em seus “diz que me disse”, leitores “fuxiqueiros” deste Blog, seguem alguns comentários. Agora, taxado de “roda de intelectuais” e “fazedores da revolução” e outras casas más.

_ Descumprir o que a lei manda não pode ser tachado como “um simples fato”;
_ Chamaram o povão (ELEITORES), de fuxiqueiros!
_ Propagar “as notícias” agora virou sinônimo de soberba?
_ Realmente, parte da nossa população precisa fazer canja de uma simples asinha;
_ Concordo plenamente que não se pode distorcer OS FATOS. Ainda bem que temos onde nos informar.
_ Então não se pode ter falatório sobre o que é público?
_ Nunca houve tal hipótese? Então pra que sete advogados no processo e tantos recursos e agravos?
_ O que era “um simples fato”, virou uma obrigação, segundo a lei.
_ Que confusão mais infantil esta!
_ Assessores com interpretações equivocadas. Onde eles estão agora?
_ Mas, de qualquer forma, isso tudo não tem mais importância. Pq será?
_ Mas o processo é em relação às contas do município relativas ao exercício de 2009 ou é sobre as contas da campanha eleitoral de 2008? Temos outro processo e não sabíamos?
_ TER é igual a TRE, ou não?
_ Se for, é o TRE ou o Tribunal de Contas (TC) quem julga contas do município? Que confusão!
_ Se está falando de contas do município, o que a Lei 12034/09, que trata da Lei Eleitoral, tem a ver com isso?
_ Aliás, a lei citada altera apenas o parágrafo primeiro do Art.22 da Lei Eleitoral. A exigência de abertura de conta continua, bem com a pena para descumprimento.
_ Chamou os assessores de pessoas sem inteligência?
_ Um simples Blog é apenas um simples Blog, mas pode ser confundido com um gerador de boatos.

20 fevereiro 2010

Ronda:

A ‘Menina dos Rios’ passada à limpo!

BLOGDOCASSIO. On-Line é mais gostoso...
GERANDO... 12 desempregados diretos, mais de 50 pessoas no desamparo.
EMPREGO E RENDA. Esta foi a única promessa de campanha cumprida até aqui: fechar a Olaria.
OU NÃO? Que fica, por sinal, num bairro chamado de Industrial.
UÉ?! Desmembramento de processos deixa muita gente se perguntando: Por quê?
SALVEM-SE... É cada um por si e Deus por todos agora?
QUEM PUDER. Por isso que quando me falam em ‘grupo’ em Marilena começo a rir na hora...
PESADELO. Até por que, vendo os conluios que já se formam entre aquarianos e ‘jacarés’ visando 2012 reconheço o cheiro...
NÃO PASSARÃO! Continuo onde sempre estive: sem acordos, sem sorrisos, sem contatos.
PROPINODUTO. Nunca me contaminei e não vai ser por um carguinho de mil contos que vou fazê-lo.
MOSTRUOSO. Esta chapa híbrida de jacarés mais aquarianos vai dar no quê? Jacaranos? Aquajés?
TRISTES TEMPOS... Que vergonha....
DE NOVO! Tudo para salvar o pescoço de meia dúzia e pôr o pescoço de outra meia dúzia nos desvãos do Poder.
TÔ COM FOME! Ou voltar às tetas que tanta saudade deixaram.
DEZESSEIS E MAIS. E tem toda uma geração que não votou em Brasílio Bovis e nem vai votar.
OPOSIÇÃO QUEM? Perdeu-se o discurso oposicionista-modernizante e agora não conseguiremos convencer mais ninguém.
COMPRA E VENDA. Ou mudamos o discurso rapidinho e levantamos novos nomes para disputa ou qualquer aquariano com apoio do prefeito leva a cidade no bico de novo.
PROPAGANDA. O povo, acostumado e mal acostumado, nem sabe mais que fez o quê. Parece que tudo foi feito ontem.
REALIDADE. Quando se sabe que nada foi realmente feito.
FAXINA URGENTE! Ando pelas ruas. O que esta cidade está abandonada não está no gibi. Lixos e lixos por todos os lados.
O QUÊ QUE HÁ? Falta gente? Abram concurso! Ou é má gerência? Troque-se a chefia!
CALMA... Infelizmente, para isso teremos que esperar 2012 para varrer mesmo toda esta sujeira...
TREM DA ALEGRIA. Abriam concurso público na Pref. de Marilena. De médicos à faxineiras, todos os cargos possíveis. Mais de quarenta vagas, procure o edital no Paço.
EI, VOCÊ AI!... Também, para resolver todos os ‘problemas’ só abrindo concurso mesmo...
ME DÁ UM EMPREGO AI, ME DÁ... Encaixar todos os ‘amigos’ e filhos e netos dos amigos...
CLUBINHO. Aquisições na beira-rio. Bons terrenos, bons projetos, bons companheiros...
PERGUNTINHA CABULOSA. Se o Poder Público pode construir dentro da área de domínio, porque quem construiu à anos tem de demolir?
ARRASTÃO ELEITORAL. Escândalo das carteirinhas de pesca saiu até na Rolling Stone de fevereiro...
SALDO. 29 meses para o Fim Dos Dias.
SOM. Guitarra Invisível, com o Alfa Éden.
BOOK. História gente, muita História...
QUEREM MAIS? www.radiorainhafm.com.br aqui, ou 104.9 lá, todo dia ao meio dia...

Por: Ricardo Drummond de Macedo quando vê certos ‘acordos’, dá graças à Deus estar mais na Nova que aqui.

19 fevereiro 2010

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010:

A Campanha da Fraternidade ecumênica traz o tema “Economia e Vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). O objetivo é “Colaborar na produção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das igrejas cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum, em vista de uma sociedade sem exclusão”.

O que ser quer, na verdade, é promover a justiça social, diminuindo a desigualdade social. Para isso, é preciso concretizar por ações políticas, sociais, pessoais que visem efetivamente a aumentar as oportunidades a todos uma vida digna, com emprego e salários que sustentam as necessidades básicas da família.

Os governos federal, estadual e municipal devem proporcionar política pública que garanta às pessoas uma renda que as mantenham com um poder aquisitivo para a vivência com qualidade.

A sociedade organizada deve ser solidária e participar com ações (palestras, cursos diversos...) que valorizem os cidadãos e contribuam para a superação do individualismo e promova a coletividade, melhorando a convivência mútua.

As pessoas devem buscar a informação, refletir e formar opinião que sustentem para entender o mundo e saber lidar o dia-a-dia; participando de todas as formas organizadas na sociedade, intervindo e modificando-a para uma vida digna, sem exclusão.

Se todos esses princípios forem colocados em prática e com resultados, com certeza, teremos mudado o valor da vida, em que o “ser” sobreporá o “ter”, construindo uma sociedade fraterna, solidária, justa como almejamos aos povos do mundo.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor de Língua Portuguesa da rede pública do Paraná; vereador na legislatura 2005-2008; candidato a prefeito nas eleições municipais de 2008.

18 fevereiro 2010

Adeus ao comediante Arnaud Rodrigues:


Nos deixou nesta terça-feira de carnaval, vitimado por um naufrágio de barco no estado do Tocantins o comediante ator e cantor Arnoud Rodrigues.

O artista integrou nos anos 70 ao lado de Chico Anísio e Renato Piau o grupo musical Baianos e nos Novos Caetanos, uma sátira ao tropicalismo liderado por Caetano Veloso e o grupo os Novos baianos.

No calor dos anos de chumbo, o grupo cantou músicas com letras inteligentes, deixando nas entrelinhas uma crítica à ditadura militar. Sucessos como "Vô Batê Pá Tu", “Só pa dá um toque” e “Urubu ta com raiva do boi” Tornaram-se notórias marcas registradas do grupo que mesclava Rock in Roll, forró e Xote. É de Arnoud também o clássico “Folia de Reis”.

Na década de 80 Arnoud Rodrigues foi para as novelas onde se imortalizou como o imigrante nordestino Soró de “Pão-pão, beijo-beijo”, em 1985 consagraria seu talento como artista no papel do “Cego Jeremias” em Roque Santeiro de Dias Gomes, considerado o maior clássico deste país de novelas.

Desde os anos noventa Arnoud Rodrigues fazia parte do grupo de humoristas que integrava “A praça é Nossa” no SBT. Neste programa entre outros papeis ele foi o Coronel Totonho e o cantor chitãoró da dupla "Chitãoró e Xorãozinho".

Este gigante dos palcos nos deixa aos 68 anos de idade. Além de lamentarmos sua passagem, este blog deixa registrada esta postagem como homenagem ao talento deste genial artista. Salve Arnoud Rodrigues.

Por Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

17 fevereiro 2010

BBB, um programa imbecil:

Recebi um e-mail com esta excelente literatura de cordel, muito tradicional no nordeste brasileiro. Já que este Blog adora uma provocação, está publicado.


BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL

Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.

Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010

16 fevereiro 2010

A Sabedoria de Veríssimo.


Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.

Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais... Os médicos deveriam proibir - como doem! Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada!

Luís Fernando Veríssimo

Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em História pela FAFIPA.

12 fevereiro 2010

Carnaval:

É um período de festas, normalmente são cinco dias de folia, as pessoas esquecem as tristezas e extravasam alegrias, porém o abuso da bebida alcoólica e, por vezes, o uso de entorpecentes são formas de inspiração para esse festejo popular.

É preciso estar atento a essa busca errônea, já que poderá estragar a sua festa, a de outras pessoas ao seu redor e comprometer a sua saúde e de outros. Todos têm conhecimento da potencialidade desses elementos e também sabem as conseqüências que poderão surgir com a utilização. Então, sejamos responsáveis e escolhamos a qualidade de vida!!!

É preciso perceber que neste período é comum abstrairmos e muita coisa acontece de ruim em nosso país, principalmente no plano político e social, já que a nação está voltada para essa festança popular que atrai milhares de pessoas, deixamos de lado as notícias que envolvem e, às vezes, interferem em nosso dia-a-dia. Não fiquemos alienados!!!

É preciso observar que os índices de violência aumentam sensivelmente, provocados por intrigas, rixas, tráfico, tráfego em que cidadãos perdem a vida por estar no lugar e na hora errados, aumentando a estatística cruel de mortalidade. Evitemos!!!

É preciso ver que as letras de músicas estimulam a prática sexual desenfreada, culminando com a gravidez indesejada, crianças que nascem e depois sofrem por não terem a presença da figura materna e/ou paterna. Não nos deixemos iludir!!!

É preciso entender que não somos contrários a essa manifestação carnavalesca, no entanto, vamos ficar cientes e conscientes desse panorama e contribuirmos para que seus amigos, familiares não sejam vítimas dessas situações abordadas acima.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor licenciado (especialização PDE/UEM) da rede pública do Paraná; vereador na legislatura 2005-2008; candidato a prefeito nas eleições municipais de 2008.

11 fevereiro 2010

Aforismos:

"Atitude é falar a verdade
Mesmo que provoque a sua dor
Use sua fé e boa vontade
A mentira só aumenta a dor"

Banda Namastê

10 fevereiro 2010

Carta aberta ao presidente da CPMI:

A Via Campesina lançou, nesta terça-feira (9/2) um abaixo-assinado sugerindo que a CPMI instalada recentemente para criminalizar o MST seja utilizada para investigar os crimes do agronegócio. No texto, a entidade afirma que "a restrição dos trabalhos dessa CPMI à investigação apenas de convênios de entidades parceiras do MST representará, unicamente, mais uma iniciativa parlamentar de criminalização dos movimentos sociais, e não uma contribuição ao desenvolvimento e democratização do campo brasileiro."

A Via Campesina pede o envio de cópias das adesões para o presidente da CPMI, senador Almeida Lima (PMDB/CE) e para o relator, deputado Jilmar Tatto (PT/SP).

Leia abaixo a íntegra do documento.

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CPMI

Aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal

Fevereiro de 2010

Prezados senhores,

O Parlamento brasileiro instalou novamente mais uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI, com a participação de deputados e senadores) para investigar os convênios firmados entre o governo federal e entidades e movimentos de trabalhadores rurais.

Apesar de a Bancada Ruralista e a grande imprensa insistirem que é uma “CPMI do MST”, o requerimento que criou a Comissão estabelece objetivos mais amplos, como explicitados na ementa: “apurar as causas, condições e responsabilidades relacionadas a desvios e irregularidades verificados em convênios e contratos firmados entre a União e organizações ou entidades de reforma e desenvolvimento agrários, investigar o financiamento clandestino, evasão de recursos para invasão de terras, analisar e diagnosticar a estrutura fundiária agrária brasileira e, em especial, a promoção e execução da Reforma Agrária”.

Diferente do divulgado pela grande imprensa, os reais objetivos dos autores do requerimento - Bancada Ruralista no Congresso - ao centrar as investigações apenas em convênios assinados entre o Poder Executivo e entidades populares, é criminalizar os movimentos sociais, especialmente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Esta é a terceira Comissão Parlamentar de Inquérito com o mesmo objetivo nos últimos sete anos. Em 2003, foi criada a “CPMI da Terra”, que funcionou até novembro de 2005, e nada provou contra o MST ou qualquer outra entidade agrária. Naquela CPMI, a Bancada Ruralista conseguiu rejeitar o relatório apresentado pelo Dep. João Alfredo (PSOL/CE), então relator da CPMI, e aprovou o relatório do Dep. Lupion (DEM/PR), que propôs classificar as ocupações de terra como crime hediondo.

Em junho de 2007, o Senado aprovou a criação da CPI das ONGs, destinada a investigar a utilização de recursos públicos por entidades da sociedade civil organizada. Novamente, valendo-se de tese semelhante - ou seja, que as entidades populares e movimentos sociais desviam recursos públicos -, os inimigos da Reforma Agrária voltaram a atacar, pedindo a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico de entidades parceiras do MST. A CPMI ainda está funcionando, e o seu encerramento está previsto para fevereiro de 2010. Além de analisar a aplicação legal dos recursos, seria importante analisar os resultados dos convênios, e se os objetivos propostos foram realizados.

Agora, a Bancada Ruralista voltou a atacar os movimentos sociais rurais, especialmente o MST, com a criação de mais uma CPMI, buscando dar resposta às pressões de sua base social, e utilizando-a como um meio de barrar a atualização dos índices de produtividade. Os argumentos e a tese são sempre os mesmos: movimentos sociais e entidades populares não têm direito a acessar recursos públicos.

Por outro lado, a instalação desta CPMI, tendo como objeto de investigação a atuação de entidades no meio rural, é uma excelente oportunidade para investigar, por exemplo, a destinação dos recursos recebidos pelo Sistema S. Essa investigação é oportuna, não só pela quantidade de recursos públicos envolvidos (entre 2000 e 2009, o SENAR e o SESCOOP, entidades dominadas pelas entidades dos fazendeiros, receberam, só em recursos da contribuição obrigatória, mais de R$ 2 bilhões), mas também por fartas evidências de má versação dos mesmos. Em reiteradas decisões do Tribunal de Contas da União, por exemplo, estes recursos estariam sendo utilizados não para educar e treinar o povo do campo, mas para manter, de forma irregular, as estruturas administrativas e mordomias das federações patronais.

Além disso, seguindo o que está proposto na ementa do requerimento aprovado, é uma excelente oportunidade para investigar a grilagem de terras públicas nos mais diversos Estados da Federação, que a imprensa denunciou e que envolve inclusive parlamentares como a senadora Kátia Abreu, no estado de Tocantins, ou banqueiros sob suspeita, como é o caso da compra de 36 fazendas em apenas três anos no sul do Pará pelo Banco Oportunity, o que foi denunciado em inquérito da Polícia Federal. Ou ainda, como a compra de terras por empresas estrangeiras em faixa de fronteira, como acontece com a empresa Stora Enso, no RS, e a seita Moon, no MS.

A violência no campo (e suas causas) é outra realidade a ser investigada. Nos últimos anos, foram mortas diversas lideranças do MST e de outros movimentos agrários. Desde a redemocratizaçao, em 1985, até os dias atuais, foram assassinados mais de 1.600 lideranças de trabalhadores rurais, incluindo agentes de pastoral, advogados etc. Destes, apenas 80 chegaram aos tribunais e menos de 20 foram julgados. A CPMI precisa investigar os seus responsáveis e por que o Poder Judiciário é tão conivente com os latifundiários mandantes desses crimes.

Recomendamos que o Parlamento brasileiro investigue porque um verdadeiro oligopólio de empresas estrangeiras domina a produção de agrotóxicos, e transformou o Brasil no maior consumidor mundial de venenos agrícolas, afetando a qualidade dos alimentos e a saúde da população, sem nenhuma responsabilidade.

Entendemos que estes seriam alguns temas que esta CPMI deveria investigar, contribuindo para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, apoiando as iniciativas populares, inclusive das organizações e movimentos que, na conquista de um pedaço de chão, produzem alimentos para a população brasileira. A restrição dos trabalhos dessa CPMI à investigação apenas de convênios de entidades parceiras do MST representará, unicamente, mais uma iniciativa parlamentar de criminalização dos movimentos sociais, e não uma contribuição ao desenvolvimento e democratização do campo brasileiro.

Queremos manifestar aos senhores nossa total solidariedade ao MST e a todos os movimentos sociais e entidades que colocam seus esforços na luta por uma Reforma Agrária justa e necessária. O Brasil nunca será uma sociedade democratica, nem justa, se não resolver essa vergonhosa concentração da propriedade da terra, em que apenas 15 mil fazendeiros sao donos de 98 milhões de hectares, como denunicou o ultimo censo, e que menos de 2% do total dos estabelecimentos controlam mais de 45% de todas as terras. E quem luta pela democratização da propriedade não pode ser criminalizado justamente por aqueles que querem manter o monopólio da propriedade da terra.

Atenciosamente,

(A carta assinada pode ser enviada por correio eletrônico para: Deputado Jilmar Tatto, relator - dep.jilmartatto@camara.gov.br e Senador Almeida Lima, presidente da CPMI - almeida.lima@senador.gov.br)

09 fevereiro 2010

Solidariedade, passe-a adiante!

Ouvi uma história tão bonitinha, que me emocionei e preciso compartilhar neste Blog. Não vou citar nomes e nem lugares, apenas o caso.

Dois advogados de uma cidade de porte médio, foram para uma audiência em outro estado. Na volta, pararam em uma cidadezinha para comer alguma coisa e relaxar após a estressante audiência. Na lanchonete, foram abordados por uma garotinha que lhes pedia um real. Claro que ficaram preocupados, fizeram algumas perguntas e a garotinha disse que era para comprar arroz. Convencidos, deram o dinheiro para a menina.

Passados alguns minutos, eis que volta a garotinha, com um punhado de arroz em uma pequena sacola. Arroz de péssima qualidade, daqueles que em cidades interioranas ainda se compra não embalado. A menininha disse que voltou para mostrar que havia mesmo comprado arroz e não doce, drogas ou que havia dado o dinheiro para algum explorador.

Comovidos, os dois advogados passaram a puxar conversa com a garotinha. Bem articulada e falante, a menina disse que aquele dia era o do seu aniversário e que queria dar uma presente para os seus outros cinco irmãos: um pouco de arroz no almoço. [enquanto escrevo meus olhos vão se enchendo]. Ainda mais comovidos, um dos advogados olha para o outro, faz um sinal e sai. O que ficou, passa a entreter a garota, a lhe perguntar sobre a cidade, sobre a escola, os irmãos e lhe oferece um refrigerante, que a garota aceita prontamente. Passados mais alguns minutos, o advogado percebe que a garotinha não bebia a sua latinha de coca-cola. Ele então pergunta o motivo e a resposta é enfática: ela vai levar para dividir com seus irmãozinhos. A conversa segue.

Passado mais algum tempo, o outro advogado que havia saído, retorna com a sua caminhonete abarrotada de comida, doces e brinquedos. Nada diz para a menininha. Então, como é aniversário dela, oferecem uma carona para levá-la até a sua casa.

No final da cidade, param de frente a um pequeno casebre. Conhecem a família da garotinha, seus cinco irmãos e explicam para a mão da menina o que estava acontecendo. Então, dizem para a menina que, como aquele era o dia do seu aniversário, lhe dariam um presente. Os advogados dizem que, ver os olhos de alegria daquelas crianças diante dos brinquedos e da comida, do choro de felicidade da garotinha e da sua mãe, não há recompensa melhor. Deixaram alimentos para vários dias e se prometeram que, sempre que passarem por aquela cidade, farão uma visita.

É minha gente, ainda temos pessoas solidárias neste mundo.

08 fevereiro 2010

Notas sobre Nova Londrina:

Carnaval: Esta semana começa mais um carnaval de rua em nossa cidade. Pena que a divulgação não está como o esperado, mas vamos prestigiar, mesmo que nem tudo sejam rosas.

Rompeu: Bastidores dão conta de que clero e executivo não mais possuem uma relação tão harmoniosa. O motivo? Cada um conta uma história.

Aulas: Semana de volta às aulas, tanto nas escolas municipais, quanto nas estaduais e nas particulares. Alguém tem informações do Fundeb 2009?

Jornal: Fevereiro é mês de retorno do JP. Estou ansioso.

IPTU: Começo de ano é época de recebermos os nossos carnês de IPTU, tão necessários para mantermos a cidade em ordem, limpa, sem buracos, e com funcionários bem pagos. Agora, vamos ver de quanto será o aumento real que foi aprovado na câmara.

Leilão: Quem se interessar, dia 12/03 será feito o leilão do prédio onde funcionava o nosso Centro Odontológico. Quem se interessar e tiver grana para um bom investimento, só procurar o paço municipal.

05 fevereiro 2010

IPTU - vai dizer que é mentira?

Sua casa vista por você:
















Sua casa vista pelo comprador:
















Sua casa vista pelo banco:












Sua casa vista pelo avaliador:

















Sua casa vista pela Prefeitura:

04 fevereiro 2010

Quem é o maior?


Primeiro foi o leão que falou, sacudindo a enorme juba:

— Eu sou o rei! Assim me considera o mundo inteiro! Minha força é alardeada por todos. A França já teve um imperador cujo nome significa: “Leão da Floresta”, a Inglaterra “Ricardo Coração de Leão”. Vejam as grandes nações me aclamam! Quando rujo, tudo se aquieta, e ao meu brado as almas estremecem.

— Mas sois orgulhoso! – disse o boi, interrompendo o rei leão. Eu não! Sou humilde e paciente. Tenho a calma e a compostura. Antes do automóvel, fui eu quem carregou as forquilhas e os caibros das casas. Meus trabalhos estão presentes em todas as civilizações. Quanto às glórias históricas, Carducci me chamou de “Pio Bove”.

— Entretanto, eu sou a glória! – disse o cavalo. — Prestai atenção: Fui cônsul e sacerdote, no tempo do imperador Calígula e comia numa manjedoura de marfim; tomava banho de leite, e tinha arreios de ouro cravejados de brilhantes. Alem disso, tinha uma linda companheira chamada Penélope... Com Átila, onde eu pisava não nascia mais grama! Vivo imortalizado em milhares de estátuas e a Fonte de Hipócrene, onde os poetas iam beber inspiração, brotou do meu pé... Já fui “Bucéfalo", e levei Alexandre, o Grande à Índia.

— Contudo, não tens a minha resignação e, sobretudo a minha resistência. – disse o camelo. Quem atravessa os desertos levando caravanas em busca do tesouro do Oriente? Vós, posto ao deserto, sem água e ao sol, sereis capazes de passar dias sem beber?

— Todavia, - disse o cão. – eu sou a fidelidade e o amor. Sou o melhor amigo do homem!

— Não obstante – disse o elefante – eu zombo de todas as pequeninas criaturas. Diante da minha grandeza, todos vocês são como nada. Além de ser o maior animal da Terra, sou o que possui a maior preciosidade. O valioso marfim! Ademais, transportei marajás e príncipes.

Em meio à discussão, perceberam o jumento, ai num cantinho cochilando, as orelhas murchas, humilde, pensativo.

O leão berrou:
— E tu, ó jumento, animal desprezível, que fizeste?
— Eu... carreguei JESUS!

(Autor desconhecido)

Por: Por Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela FAFIPA.

03 fevereiro 2010

Grileiro da Cutrale e laranjas da mídia:

Preparando o clima para o início das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST, que será um dos principais palanques da oposição demo-tucana em 2010, a TV Globo voltou à carga com as fortes cenas da destruição dos pés de laranja da empresa Cutrale, no interior paulista, em setembro passado. Com base num outro vídeo bastante suspeito da Policia Civil de São Paulo, nove ativistas dos sem-terra foram presos na semana passada, inclusive três dirigentes petistas, acusados de participarem de “furtos, depredações e atos de vandalismo”.

O bombardeio midiático é violento. Quando da destruição dos laranjais, até Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-ministro nos governos Sarney e FHC, estranhou a virulência dos ataques. “Não vou defender o MST pela ação, embora esteja claro para mim que ele é uma das únicas organizações a, de fato, defender os pobres no Brasil. Mas não vou também condená-lo ao fogo do inferno. Não aceito a transformação das laranjeiras em novos cordeiros imolados pela ‘fúria de militantes irracionais’”. Indignado com a cobertura da mídia, ele criticou duramente “o noticiário televisivo que omitiu que a fazenda [da Cutrale] é fruto de grilagem contestada pelo Incra”.

Respostas do MST são ofuscadas

Agora, com a prisão espalhafatosa e arbitrária das lideranças rurais, a mídia hegemônica volta à ofensiva. A crítica é implacável, apesar do próprio MST já ter reconhecido publicamente o equívoco daquela iniciativa. Numa entrevista à revista CartaCapital, no final do ano passado, João Pedro Stedile, da coordenação nacional do movimento, foi taxativo. “A destruição dos pés de laranja foi um erro. Deu margem para que o serviço de inteligência da PM, articulado com a TV Globo, desmoralizasse o MST”. Para ele, o equívoco decorreu do desespero das famílias de sem-terra acampadas na região, que vivem em condições desumanas e sem qualquer infra-estrutura.

Já com relação às imagens de depredação e furtos na fazenda, usadas para justificar a prisão das lideranças, o dirigente do MST rejeitou as acusações da polícia. “Isto é mentira. As famílias não fizeram nada daquilo. Foi uma armação entre a polícia e a Cutrale. Depois da saída das famílias, chamaram a imprensa. Desafiamos a organizarem uma comissão independente para investigar quem desmontou os tratores e entrou nas casas dos empregados”. Ele lembra que os sem-terra foram retirados à força do local em dois caminhões da Cutrale, sendo filmados e revistados.

Revista Veja arquiva reportagem

Em todo este estranho episódio, a mídia venal revela que tem lado nos conflitos de classe – que defende abertamente os interesses dos barões do agronegócio. Com as cenas exibidas à exaustão para jogar a sociedade contra o MST, as redes “privadas” de televisão e os jornalões oligárquicos demonizam os sem-terra e endeusam a poderosa Cutrale. Neste esforço, eles deixam, inclusive, de repercutir denúncias antigas contra a empresa. Em maio de 2003, por razões desconhecidas – talvez em mais uma ação mercenária –, a insuspeita revista Veja publicou elucidativa reportagem sobre a Cutrale. Agora, ela simplesmente arquivou a bombástica matéria.

Na ocasião, ela revelou que a empresa é uma das mais ricas e poderosas do mundo. “O brasileiro José Luís Cutrale e sua família detêm 30% do mercado global de suco de laranja, quase a mesma participação da Opep no negócio de petróleo”. A produção mundial de laranjas e de derivados se reduzia a duas regiões do planeta – no interior de São Paulo e na Flórida, nos EUA. “A Cutrale vende suco concentrado para mais de vinte países, entre os quais os Estados Unidos, todos os da Europa e a China. Seus clientes são grandes companhias do padrão da Parmalat, da Nestlé e da Coca Cola, dona de uma das empresas de suco de laranja mais populares dos Estados Unidos”.

“A agressividade gerencial da Cutrale”

Segundo a revista, este poderoso império foi erguido de forma suspeita. “O principal segredo do negócio consiste em adquirir a fruta a preço baixo – preço de banana, brincam os fornecedores –, esmagá-lo pelo menor custo possível e vender o suco a um valor elevado”. Em 2001, o governo FHC chegou a investigar a altíssima lucratividade da Cutrale (nos anos 1980, ela teve taxas de retorno na ordem de 70%, um fenômeno raro). “Uma autoridade da Receita Federal relatou a Veja que a estratégica para elevar a lucratividade do grupo passa por contabilizar parte dos resultados por intermédio de uma empresa sediada no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. Com isso, informa a autoridade da Receita, a Cutrale conseguiria pagar menos impostos no Brasil”.

A revista também criticava a “agressividade gerencial da família Cutrale”, que já virou “lenda no interior paulista. Os plantadores de laranja no Brasil têm poucas opções para escoar a produção. Há apenas cinco grandes compradores da fruta e Cutrale é o maior deles. Por essa razão, acabam mantendo com o rei da laranja uma relação que mistura temor e dependência. Por um lado, eles precisam que ele compre a produção. Por outro, assustam-se com alguns métodos adotados pela Cutrale para convencê-los a negociar as laranjas por um preço mais baixo”. Vários produtores relataram à revista a brutal pressão para baixar preços ou mesmo para adquirir suas fazendas, inclusive com sobrevôos ameaçadores de helicóptero e outros métodos terroristas.

Uma coleção de processos na Justiça – (CONTRA A CUTRALE)

Um fato gravíssimo ocultado pela mídia nos dias atuais de ódio ao MST é que Cutrale coleciona processos na Justiça por desrespeito aos direitos trabalhistas, crimes ambientais, pressão contra os lavradores e porte ilegal de armas. Na reportagem de maio de 2003, a revista citava que “essa linha dura já rendeu à Cutrale discussões legais sobre formação de cartel. De 1994 para cá, ela já foi alvo de cinco processos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia encarregada de preservar a concorrência... Jamais sofreu uma punição”.

A revista Veja e o grosso da mídia hegemônica simplesmente esqueceram estas irregularidades. Para satanizar o MST, a imprensa endeusa a Cutrale. Os sem-terra são os bandidos e o poderoso empresário, um santo. As emissoras “privadas” de televisão e os jornalões sequer explicam aos ingênuos que as terras no interior paulista não pertencem legalmente à empresa. Elas fazem parte do lote chamado Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares pertencentes à União. Ou seja, elas foram griladas – roubadas – pela Cutrale. Em 2007, a Justiça Federal cedeu a totalidade do imóvel ao Incra. Mas a empresa permanece na área com base em ações judiciais protelatórias.

A mídia faz escândalo com a destruição de dois hectares de laranjas em setembro, numa área que seria usada no plantio de alimentos para os acampados, mas não informa que desde que a Cutrale começou a monopolizar o produto, milhares de pequenos e médios agricultores já abandonaram, de 1999 a 2006, cerca de 280 mil hectares de pés de laranja em São Paulo. “Mas a TV Globo e o helicóptero da PM nunca se importaram”, ironiza Stedile. Diante da riquíssima família Cutrale, que tem uma fortuna avaliada em US$ 5 bilhões, os colunistas da mídia são realmente laranjas!

Por: Altamiro Borges

Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/

02 fevereiro 2010

Notas sobre Nova Londrina:

Há certas músicas que são atemporais e universais e para bom entendedor...

Meu Caro Amigo
Chico Buarque

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'rollUns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

01 fevereiro 2010

Grão de Mostarda:

Aconteceu na última sexta-feira, em Nova Londrina, o mutirão carcerário, organizado pelo Fórum de nossa Comarca. Veja a reportagem feita pela RPC.

Entrevista:


No último sábado, participei ao vivo do programa de meu amigo Ricardo Ronda, na Rainha FM, que vai ao ar de segunda a sábado, das 12:00 às 13:00.

Primeiro, os amigos Darci e Bruce, foram entrevistados por Ricardo e falaram sobre a escola de inglês Fisk, aqui de Nova Londrina. Particularmente, me surpreendia com a quantidade de alunos que a escola possui e achei louvável a forma de ensino baseada na conversação, afinal, ler até que não é o problema. Além disso, foi discutida a importância da língua inglesa. Saliente-se que a Escola Fisk ainda dá cursos de Espanhol e Português.

Eu falei sobre o estudo da história, sobre minha futura pesquisa de mestrado na UEM, mas principalmente sobre o Projeto Memória da FAFIPA. Neste projeto, em parceria com o professor Maurílio Rompato, estou organizando um livro sobre história regional. Sabemos muito sobre a história das grandes cidades, mas ainda pouco sobre a nossa querida região noroeste do Paraná.

O Projeto Memória, tem por objetivo entrevistar os “pioneiros” da nossa região, e evitar que a história desta gente, se perca, juntamente com seus personagens. Eu mesmo fiz sete entrevistas ao longo do ano passado, com moradores de Nova Londrina e estou aberto a novas contribuições. Interessante que, um ouvinte da rádio, já me procurou na saída do programa e agendamos uma entrevista com seu pai. Quem quiser colaborar com a história de nossa cidade e região, basta me procurar.

Ao final, recebemos a ilustre visita surpresa de meu amigo e colaborar deste Blog, Mateus Brandão, que fez uma belíssima leitura da tradução da música Another Brick In The Wall (part II) do Pink Floyd e para encerrar o Veio Procópio.



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