18 janeiro 2010

O Brasil é campeão mundial...

... no uso de agrotóxicos.

_ Em 2008, foram utilizados 673.862 toneladas de defensivos e a indústria química movimentou US$ 7,125 bilhões no país;
_ Houve pelo menos 25.008 casos de intoxicação de agricultores;
_ Substâncias proibidas em muitas partes do mundo foram encontrados nos alimentos brasileiros;
_ O Rio Grande do Sul é o estado que mais aplica agrotóxicos;
_ A maioria está nas plantações de soja, milho, cana-de-açúcar e cítricos;

Sem contar os problemas causados aos trabalhadores que têm contato com os agrotóxicos, tudo o que é jogado nas lavouras, contamina o solo, a água e o ar. Pior de tudo, vai para na nossa mesa de refeições. Não é a toa que o número de casos de câncer, principalmente, cresce a cada ano no mundo todo. Não sabemos o que estamos comendo.

“O uso abusivo de defensivos está relacionado ao modelo de monocultura agroexportadora adotada pelo Brasil, explica Raquel Rigotto. “Esse modelo depende dos agrotóxicos porque, quando se opta pela monocultura, ao mesmo tempo que se destrói a biodiversidade, se oferece às pragas todas as condições de elas se expandirem”.

Gabriel Fernandes, da AS-PTA, avalia que o aumento do uso de defensivos também está diretamente ligado ao aumento da utilização de plantas transgênicas fabricadas para serem mais resistentes à aplicação dos herbicidas. “Há uma questão intrínseca do modelo. Desde quando os agrotóxicos começaram a ser utilizados até hoje, houve um aumento no número de pragas, insetos e doenças que causam danos à agricultura”, analisa. Segundo Fernandes, o uso intensivo dos defensivos não dá conta de controlar esses fatores, que interferem na produção justamente porque tais produtos vão aumentando o desequilíbrio ambiental: “O agrotóxico gera insetos, doenças mais resistentes. E outros insetos que não causavam danos passam a causar, por conta desse desequilíbrio ambiental”, avalia.

Não por acaso, as maiores empresas que produzem herbicidas e inseticidas são as mesmas que controlam o mercado de transgênicos. “A tendência da indústria de agrotóxicos é casar as coisas, porque elas mesmas produzem as sementes e os agrotóxicos”. É o caso da Monsanto, Basf, Dupont, Bayer, Bunge e Syngenta. “A Monsanto, que é produtora do glifosato e que fabrica o Roundup, é a mesma que produz a soja transgênica, que vai usar mais glifosato. É a mesma industria, que depois vai cobrar royalties. Tem todo um interesse de seleção mundial de sementes que precisa de agrotóxicos e fertilizantes químicos”. Alerta Wanderley Pignati.

Gabriel Fernandes afirma que o fato de que “a cada 4 hectares de transgênicos plantados no mundo, três serem de sementes transgênicas feitas para uso casado com agroquímicos, explica como as empresas ampliam e mantém tanto seu mercado de sementes quanto o de agrotóxicos”. Segundo ele, as sementes transgênicas foram, desenvolvidas exatamente para necessitarem da aplicação de agrotóxicos. “Como o mercado de sementes é altamente controlado, aos poucos, essas empresas vão tirando as sementes convencionais do mercado e colocando as transgênicas. Essa é a jogada de mercado”.

Fonte: Revista Caros Amigos – dezembro de 2009.

E depois que, funcionários de empresas ganham um final de semana com tudo pago por uma empresa destas, em um Termas qualquer, há quem estranhe, outros comemoram, enquanto a maioria fica indiferente. Abre o olho minha gente.

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