30 novembro 2009

Mensalão do DEMOcratas:

A sempre diligente Polícia Federal, em mais uma de suas operações, desmonta outro esquema de corrupção na política brasileira. Agora é a vez do DEMOcratas. Governador, vice, deputados e secretários estão envolvidos. Teve até um que colocou maços de dinheiro na meia.

Para quem sabe, ou pelo menos tenta esquecer, vamos relembrar um pouco da história do partido intitulado DEMOcratas.

Durante a Ditadura Civil-Militar, existiam apenas dois partidos. O partido da oposição era o MDB e o partido que apoiava a ditadura era a ARENA. Já eram deste tempo figuras como ACM, Borhausen, Maluf, Sarney, etc. A partir de 1979-80, o país voltou a ter vários partidos. Assim, a ARENA mudou de nome e passou a se chamar PDS. Ouvia-se nas ruas o coro popular: “o povo não esquece, abaixo o PDS!”. Foi preciso mais uma vez mudar de nome e o PDS rachou em dois novos partidos, o PP e o PFL. Para aqueles que acompanham um pouco da política, estes tempo atrás, o PFL mudou novamente de nome e agora de intitula DEMOcratas e é dirigido pela segunda geração “daqueles” políticos: neto do ACM, filho do Borhausen, filho do César Maia, etc. “O povo não esquece, abaixo o DEMOcratas”.

E o José Roberto Arruda, você lembra dele? Pois é, quem acompanha um pouco de política, com certeza vai lembrar. O ano era 2001 e Arruda era senador pelo PSDB do Distrito Federal e líder do governo FHC (PSDB) no Senado da República. O escândalo foi a violação do painel do Senado. O presidente do senado era ACM (PFL) e houve um processo de cassação do senador Luiz Estevão (PMDB-DF) por quebra de decoro parlamentar naquele escândalo de desvio de recursos na construção do prédio do TRT. Lembra-se do “Lalau”? Então. Acontece que a votação da cassação no plenário do Senado era para ser secreta, mas ACM e Arruda conseguiram a lista e o voto de cada senador, e passaram a chantagear aqueles que não votaram como eles queriam. No início, fez um discurso na tribuna do Senado, negando os fatos. Quando a coisa complicou, juntamente do ACM, renunciou ao mandato de senador para evitar a perda dos direitos políticos.

Enfim, os DEMOcratas nunca foram tão democráticos assim, também tem uma longa ficha corrida de escândalos de corrupção e o “Mensalão” existe em todas as esferas públicas.

3 Comentários:

Às 30/11/09 5:32 PM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Importante esse histórico da atividade política, apenas se observa o quanto é importante a fidelidade partidária, ter ideologia, ter convicção e honrar o partido que se está defendendo....

 
Às 30/11/09 11:58 PM , Anonymous Anônimo disse...

O presidente nacional do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), declarou nesta segunda-feira (30) que a decisão do partido sobre o futuro do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, será tomada nesta terça (1º), às 16h, em reunião da Executiva Nacional do partido. “Essa é uma decisão que a Executiva vai tomar amanhã [terça]. No estatuto do partido, há varias alternativas. Essas denúncias são muito graves, é fundamental que o governador faça a sua defesa. Por esse motivo a Executiva se reunirá para decidir o caminho que tomará o partido”, disse Rodrigo Maia.

A declaração do presidente do DEM se deu depois de reunião de lideranças do partido com Arruda hoje na residência oficial do governo do DF para ouvi-lo antes de definir o futuro do governador, após a divulgação de vídeos em que ele aparece recebendo dinheiro quando ainda era deputado federal e candidato ao governo, em 2006.

A posição do partido, segundo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), está dividida por enquanto. Alguns parlamentares defendem a expulsão sumária de Arruda. Outros teriam defendido, segundo informou o senador, a abertura de um processo de investigação dentro do partido, que levaria mais tempo para ser analisado, mas que também poderia culminar na expulsão.

"Há um indício gravíssimo de prática de ato de improbidade. É um desgaste que temos que enfrentar. O partido pode se comportar como o PT e varrer o lixo para debaixo do tapete e pode se completar de acordo com a realidade e tomar uma decisão exemplar", afirmou o senador.

Demóstenes disse ainda que as reuniões feitas pelo partido até o momento "não têm valor nenhum, porque não podemos deliberar nada". Quem pode deliberar, segundo o senador, é a Executiva Nacional.

A cúpula do Democratas se reuniu na tarde desta segunda com o governador e o vice, Paulo Octávio (DEM). Entre os membros do partido que participaram da reunião estão o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), Ronaldo Caiado (GO), líder do partido na Câmara dos Deputados, deputado ACM Neto (BA) e os senadores Demóstenes Torres (GO), Heráclito Fortes (PI), Agripino Maia (RN) e Aldemir Santana (DF), além dos deputados ACM Neto (BA) e Ronaldo Caiado (GO).

Em entrevista coletiva, Rodrigo Maia não confirmou se o possível afastamento de Octávio e de deputados do partido citados no inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que investiga o suposto repasse de mesada a deputados distritais e a membros do governo, estará em discussão na reunião da Executiva.

“Sem dúvida nenhuma, as denúncias são graves. É preciso uma apuração para as investigações chegarem a um resultado. Amanhã [terça-feira] chegaremos a um caminho para que o partido possa dar uma resposta à sociedade”, disse Rodrigo Maia.

 
Às 4/12/09 4:28 PM , Anonymous Anônimo disse...

é mensalão do PT, é mensalão do PSDB, agora o mensalão do DEM,DESSE GEITO É DIFICIL ACREDITAR EM QUEM NÃO SE CORROMPE ESTANDO NO PODER NESTE PAÍS. O SISTEMA CAPITALISTA SEM DÚVIDA ESTA PARA DETERMINADOS POLÍTICOS COMO UMA PORTA ABERTA PARA TER O DINHEIRO COMO SEU DEUS ACIMA DE TUDO E DE TODOS.

 

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