28 novembro 2009

Avaliação: punir ou replanejar?

Quando se trata em avaliar alguém, sempre vem à tona: por que, para quê, como avaliar?

Diante desse dilema, é preciso antes conceituar avaliação. A Avaliação de Desempenho é uma importante ferramenta de Gestão de Pessoas que corresponde a uma análise sistemática do desempenho do profissional em função das atividades que realiza, das metas estabelecidas, dos resultados alcançados e do seu potencial de desenvolvimento.

O objetivo final da Avaliação de Desempenho é contribuir para o desenvolvimento das pessoas na organização.

O resultado final da Avaliação de Desempenho deve apresentar as informações necessárias para a identificação de oportunidades de melhoria e a elaboração de um plano de ações em relação a vários níveis – geral da organização, por área e individual.

Acredito que essa explicação do conceito acima já respondeu o porquê e para quê avaliar.

Quanto à questão de como avaliar, está expresso no método que será utilizado para mensurar/medir por meio de notas/conceitos aos objetivos e aos resultados que se estão em análise.

Vejo que toda avaliação é um momento de análise de dados, reflexão e tomada de novas ações para melhorar o desempenho do profissional para que se tenha uma instituição de qualidade de serviço, não percebo como punição até porque existem outros instrumentos para que haja advertência oral, verbal, suspensão e até a máxima de uma demissão, ou seja, isso já está previsto no Estatuto do Funcionalismo de uma repartição pública ou no Código de ética de uma empresa.Então, qualquer avaliação tem como princípio um replanejar para o funcionário de uma empresa e para a entidade o momento em reorganizar a qualificação desse profissional com o intuito de melhorias nos serviços prestados.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor licenciado (especialização PDE/UEM) da rede pública do Paraná; vereador na legislatura 2005-2008; candidato a prefeito nas eleições municipais de 2008.

11 Comentários:

Às 28/11/09 11:15 AM , Blogger Cássio Augusto disse...

Uma coisa eu me pergunto: E o chefe, quem avalia?

 
Às 28/11/09 11:40 AM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Boa pergunta, Cássio. Hoje, temos mecanismos que os chefes tbem são avaliados, no caso, os imediatos conforme o desempenho de seus subordinados...e assim, cada empresa tem sua metodologia...mas todos sao avaliados....seja por "x" ou por "y"....espero ter respondido.

 
Às 28/11/09 12:00 PM , Anonymous Anônimo disse...

hahahaha, aqui é punir meu caro professor nada mais do que isso

 
Às 28/11/09 12:11 PM , Anonymous Anônimo disse...

Para mim o chefe não deve ser avaliado! Por exemplo: eu sou proprietário de uma empresa,cabe a mim e tenho direito de avalair os meus funcionarios,mas jamais ser avaliado!
E isso que penso,pois o chefe é quem manda e desmanda,e os funcionarios devem cumbrir ordem do seu superior.

 
Às 28/11/09 1:43 PM , Blogger Cássio Augusto disse...

É claro que não se deve avaliar o chefe de uma "empresa privada"!!! Agora... e qdo esta "empresa" é "pública" e o chefe deve satisfações ao público, devemos sim ter mecanismos de avaliá-lo!!!

 
Às 28/11/09 3:14 PM , Anonymous Anônimo disse...

Não vejo como tal avaliação beneficiaria o ente público, o estatuto dos funcionários já implantou meios de o administrador punir o funcionário. Uma simples advertência, por exemplo, é o suficiente para impedir o avanço horizontal do vencimento do servidor assim como os processos administrativos disciplinares, que através de poderes constitucionais pode servir como meio de exoneração do servidor. Tal processo pode ser implantado pela cumulatividade de advertências tudo isso para punir de forma oficial sem contar com as famosas "transferências" onde se manda o funcionário para o pior setor/serviço disponível. Logo se verifica que o administrador tem diversos meios coercivos em relação o funcionário.

Logo porque avaliação funcional?

A resposta esta da Emenda Constitucional 19. Tal Emenda adicionou um dispositivo legal que permite a exoneração de funcionários pelo simples resultado de avaliação funcional assegurada defesa na forma de lei complementar Logo para o administrador fazer uso deste dispositivo legal ele necessita de previa regulamentação legislativa isso explica o projeto de lei.

Pelo que entendi da reunião da câmara a lei possui dois objetivos, avaliar funcionário em estagio probatório e funcionário estável .

Não há o que se questionar com relação à avaliação em estágio probatório já que a mesma é compulsória e requisito para aquisição da estabilidade publica (§4°, art. 41 CF)

No entanto na segunda parte da lei que está o truque já que sem lei não se pode avaliar de oficio o funcionário estável e muito menos exonerar sem abrir um processo administrativo complexo e com justificativas complementares.

Então tal lei vem pra facilitar a punição e a possível exoneração de qualquer funcionário.

Logo verificasse que a constituição apenas atribui a exoneração à avaliação funcional, legalmente não á nenhuma outra função a não ser prejudicar o funcionário público.

Em uma empresa privada o gestor tem a opção de contratar quem ele desejar, no meio público isso não acontece já que o mesmo se faz através de concurso podendo muitas vezes o gestor ter que "engolir" quem ele não gosta. Portanto se não ficar claro a isonomia tanto na comissão de avaliação quanto nos critérios e justificativas legais ficará claro o risco de dano irreparável a estabilidade do funcionário público.

Há também de se falar no dano moral que isso causa a todos os funcionários, já que com a aprovação de tal dispositivos todos se sentiriam coagidos e de certa forma pressionados diminuindo a auto-estima geral e aumentando o stress no meio. São pessoas a serem avaliadas e não máquinas que eventualmente precisam de manutenção, pessoas que tem sentimentos receios e família, que riam e choram e precisam trabalhar para viver como qualquer outra pessoa.

Não vejo portanto, bônus adicional a organização de tal processo.

A constituição não obriga a criação de tal lei complementar, apenas a põe a disposição do legislador, veja bem do legislador, não do gestor ficando portanto a cargo dos edis avaliar se é realmente necessário ativar tal dispositivo legal avaliando os diversos pontos.

 
Às 28/11/09 8:02 PM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Pelos comentários do anônimo postado 3:14, parece ter conhecimentos jurídicos, a situação está nas mãos dos edis, uma responsabilidade e tanto...então, devem estudar com advogados, funcionários (a parte interessada e afetada) e assim tomarem uma decisão coerente, sem interferèncias políticas,mas ver as vantagens e desvantagens implicitas nesse PL.

 
Às 29/11/09 9:52 AM , Anonymous FÉLIX TREMEMBÉ disse...

to achando esse anônimo,, meio que jurídico !!!! pq não por o nome não é ? tanto conhecimento merece ter um autor! ow tudo isso é prosopopéia flácida pra adormecer ruminante !!! rs abraços!

 
Às 29/11/09 11:06 AM , Blogger Mateus disse...

..."São pessoas a serem avaliadas e não máquinas que eventualmente precisam de manutenção, pessoas que tem sentimentos receios e família, que riam e choram e precisam trabalhar para viver como qualquer outra pessoa"... (anônimo)

A raíz desse tumor está no sistema: (capitalismo). Ele é o cerne que sustem, que torna o homem inescrupuloso e o desvirtua. É o sistema que faz o homem fazer de si e de seu semelhante uma peça, um objeto a ser comparado, avaliado, medido e descartado. Nos tornamos peças, máquinas.

Ai daquele cujo o superior avalista não tem afinidade.

..."O presidente come o vice-presidente
Que come o diretor
O diretor come o gerente
Que come o supervisor
O supervisor por não ter a quem comer
Come o trabalhador
O trabalhador come o pão
Que o diabo amassou"...

(Zé Geraldo - Marco Rezende)

É assim que funciona, estamos fatalmente fadados a isso. Quem tem a boca maior, engole o outro.

 
Às 29/11/09 9:08 PM , Anonymous Anônimo disse...

avaliaçãoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo eta projeto que da trabalho de votar,mais não se preocupam logo vai ter uma extraordinaria reunião e ai eles votam sem publico na surdina e o os funcionarios se f.... , porque ninguem pede almento p eles, eles perderam muito desde do inicio do ano. ´´e´´to com saudades do meu vereador......

 
Às 30/11/09 10:09 AM , Anonymous Ricardo Ronda disse...

O anônimo (infelizmente) das 3.14 fez uma das análises mais sóbrias à respeito deste imbróglio criado pela 080/2009. De uma pertinência total, elencando acertos e possíveis 'viéses' perseguidores, pôs o dedo na ferida: a quem interessa 'julgar' este ou aquele funcionário, porquê, sendo facultativa a criação da lei ela agora se faz necessária? Do todo, fica a certeza: não há visão de Estado na administração. Estado com maiúscula, não o ´mínimo' dos liberais, que à tudo querem vender e destruir, como se conquistas históricas da classe pudessem, e agora podem, ser revogadas por decreto, masmo que legislativo. Pior que a ditadura armada é a ditadura legal, política, subserviente à interesses mil que não os da sociedade que, se quer um Estado forte, também o quer limpo e livre de pressões extemporâneas que advém com cada troca de comando. Muito cuidado com o funcionalismo. Enquadrá-lo em excelência, ótimo; enquadrá-lo por sua Excelência (quaisquer uma), nem tanto.

 

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