14 outubro 2009

"Selinho" é inocente ou tem significado sexual?

No mês de setembro de 2009, foi preso em Fortaleza um turista italiano, na piscina de um hotel, por ter dado um beijo nos lábios da filha de 8 anos. Esse "caso de polícia" fez com que se discutisse a atitude cultural do "selinho" que, para muitas pessoas, têm forte conotação sexual, principalmente entre pais e filhos. Segundo a esposa brasileira, indignada com a prisão do marido, essa é apenas uma forma inocente que se usa na família deles para demonstrar afeto. De fato, até amigos trocam um "selinho", de vez em quando. A questão é: a moda do selinho é inocente? Ou ele sempre deve ser evitado, pois tem apelo sexual?

Essa situação inusitada pensada sob esses dois aspectos acima citados deve levar em consideração a questão social e psicológica. Social porque é cultural e costume de uma certa nacionalidade ou ainda em uma determinada família. Psicológica porque é necessário que os pais e filhos saibam os limites dessa forma de carinho em determinada fase de crescimento dessa criança.

O selinho frequente pode levar a criança a considerar natural esse tipo de manifestação entre amigos na escola, por exemplo, o que pode trazer problemas. Para evitar essa situação, os pais devem explicar que há algumas formas de carinho que fazemos apenas com quem temos intimidade, em família. Ela precisa estar ciente de que nem tudo que faz em casa, com os pais e irmãos, pode ser feito entre outras pessoas. As culturas de outras famílias também precisam ser respeitadas. E a melhor forma de fazer a criança compreender isso, é com uma boa conversa.

Bom, como estamos no Brasil, um país com muitos contrastes, a questão social é complexa, já que pessoas não têm conhecimentos aprofundados e também o fato de nossa educação estar voltada para os bons costumes, segundo os preceitos religiosos e de uma sociedade preconceituosa.

O que podemos analisar é que situações tidas como constrangedoras para nossa população, procurarmos contribuir em trazer informações que levem as pessoas a formarem opiniões e, assim, terem a capacidade para irem atrás de verdades antes de omitirem qualquer manifestação equivocada.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor licenciado (especialização PDE/UEM) da rede pública do Paraná; vereador na legislatura 2005-2008; candidato a prefeito nas eleições municipais de 2008.

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