02 outubro 2009

Sangra-Seca

Minha casinha era de barro,
Era coberta de bambu.
Tinha marmita... não tinha prato...
Minha vida era azul.

Ali nasci, cresci, brinquei.
Jogava bola, imitava o rei.
Na Sangra-Seca não tive fome.
Na escolinha escrevi meu nome.

Lá, um era amigo do outro.
A palavra valia ouro...
Todo mundo era da roça.
Ninguém tinha vergonha da mão grossa.

A lavadeira lavava a roupa
Numa fonte de água doce.
Minha mãe gritava doida:
"Vem menino comer a sopa!"

Eu era feliz e não sabia.
Tudo lá, era alegria!
Mas, como tudo que é bom dura pouco,
Minha Sangra-Seca virou assopro.

Publicado no Recanto das Letras em 18/05/2009
Código do texto: T1600743

Por: Osmar Soares Fernandes

4 Comentários:

Às 2/10/09 10:50 AM , Blogger Cássio Augusto disse...

que beleza... meus avós tbém eram da famosa Sangra-Seca, que hoje em dia, nem sangra mais!!!

 
Às 2/10/09 8:36 PM , Anonymous Anônimo disse...

Que bom meus pais moravam na Sangra-Seca....

 
Às 2/10/09 8:39 PM , Anonymous Anônimo disse...

Que bom não podemos esquecer da famosa Cobrinca, 53, e tambem 64...
Onde muitos daqui moraram...

 
Às 2/10/09 9:57 PM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Recuperar às origens é sempre salutar, porque mostra que as raízes de um cidadão jamais serão esquecidas, pois faz parte de uma vida outrora de humildade, sacrifícios e de muita felicidade, muitas vezes.

 

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