10 outubro 2009

Imparcialidade:

Segundo o dicionário Michaelis:

Imparcial: Que não é parcial. Justo, reto.
Parcial: Que é parte de um todo. Que, num litígio, é favorável a uma das partes.

A imparcialidade é um mito, isto é, uma fábula, algo que não existe, mas que foi inventado por um determinado grupo para convencer outro grupo. Exemplos de mitos: Hércules, Rômulo e Remo, Adão e Eva, dilúvio e também a imparcialidade da imprensa.

Nenhum ser humano pode ser imparcial pelo simples motivo de que todo ser humano é um “ser social”. Em outras palavras, quando um ser humano nasce, quem primeiro escreve em sua “folha de papel em branco”, são seus pais e familiares. Quando o sujeito pega a caneta para escrever a sua própria história, já está influenciado por uma série de pensamentos, idéias, atitudes, etc, que o circundam desde o seu nascimento (poucos conseguem escapar deste determinismo). Se é assim, quem que escreve as notícias na imprensa, senão um ser humano, agente social, já influenciado pelo mundo ao ser redor? O mesmo se diz de um historiador, pedagogo, professor, etc.

É muita ingenuidade querer que um órgão de imprensa seja parcial. Nenhum é e nem nunca o será. Por exemplo, no Brasil, há os de “direita” (Veja, Isto É, Folha e Estadão) e os de esquerda (Caros Amigos, Carta Capital e Brasil de Fato) e assim caminha a humanidade.

A grande discussão se faz, e penso que esta é a discussão pertinente, no sentido do discurso que parte da imprensa, principalmente a de direita, faz sobre a sua “imparcialidade”. Uma falácia.

O motivo é simples. Devemos sempre nos perguntar: Quem paga, por exemplo, o jornalista da Veja? Você logo dirá que são os donos da Editora Abril. Certa resposta. Mas quem “banca” os donos da Editora Abril, senão os seus anunciantes, as propagandas? Se você der uma simples folheada na Revista Veja, verá que mais da metade das páginas contém propaganda, e geralmente de empresas multinacionais, ligadas ao grande capital. Ora, então é compreensível o seu discurso entreguista.

Assim, algum veículo de comunicação é totalmente imparcial? Não. No entanto, por exemplo, há aqueles veículos que têm a sua parcialidade baseada tão somente na consciência daqueles que o escrevem. Em outras palavras, há veículos que não possuem “costas quentes”, “anunciantes mandando” ou mesmo “políticos por trás” decidindo os seus rumos.

Neste sentido, este Blog pode ser considerado imparcial, pois as pessoas que aqui postam os seus textos não são “mandados” por ninguém. Todo o conteúdo vem “das suas cabeças”, não passa pelo crivo de quem quer que seja, mas tão somente de suas próprias consciências.

É esta democratização possibilitada pela Internet, que tem assustado, indignado e feito políticos do Brasil inteiro, “perder a cabeça”, deixar a civilidade de lado e esquecer os princípios básicos da democracia.

2 Comentários:

Às 11/10/09 9:21 PM , Blogger PROF ROBERTO disse...

Vejo este blog democrático, todos expõem suas opiniões e todos estão sujeitos às críticas...

 
Às 13/10/09 9:06 AM , Anonymous Ricardo Ronda disse...

Pô! que pancadaria foi aquela por causa do artigo da revista? Pensei que o pessoal vinha à Nova para linchá-lo... Outra, imprensa, é crítica, o resto, é jabá oficial.

 

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