18 setembro 2009

Sobre a polêmica na Fórmula 1:

Me lembro das manhã de domingo da minha infância. Era sagrado levantar cedo, ou as vezes de madrugada, para acompanhar as corridas da Fórmula 1, ainda de pijama e meio sonolento, esparramado no sofá. Tempo de disputas acirradas e pilotos que marcaram história: Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alain Prost, Airton Senna, Gerard Berger, Riccardo Patrese. Época em que a habilidade do piloto era mais importante que o carro.

Mas, os tempos passaram, Piquet parou, Senna morreu, e a paixão do brasileiro pela Fórmula 1 diminuiu. A minha também. Entramos na “era Williams”, depois na “era Schumacher”. As corridas perderam a graça. A tecnologia e o dinheiro, passaram a falar mais alto.

Agora, o “circo” da Fórmula 1 discute a polêmica sobre Nelsinho Piquet e a equipe Renault. A acusação é de que, em uma corrida no ano passado, Nelsinho batera propositalmente o seu carro, para que uma bandeira amarela fosse acionada e com isso, o seu companheiro de equipe, Alonso, vencesse a corrida.

Não duvido nada que isso tenha acontecido. Agora, vamos raciocinar um pouco: Qual é a síntese da acusação? Que a equipe Renault, utilizou-se de um de seus pilotos para que o outro vencesse, certo? Ora, não é a mesma coisa que a Ferrari fez durante muitos anos com Eddie Irvine e Rubens Barrichello, para que Schumacher vencesse as corridas!

Esta polêmica toda da Fórmula 1, somente agora, é uma grande piada. Devem haver alguns interesses obscuros por trás disso tudo.

2 Comentários:

Às 18/9/09 11:01 PM , Anonymous Anônimo disse...

Muito bom esse texto!
A forma que começou e escreveu foi mto legal! A primeira parte me fez sentir naqueles tempos mesmo!

Agora saber o que há por trás disso tudo é uma boa questão!

Att:
Thaisa

 
Às 23/9/09 10:44 AM , Anonymous Mateus Brandão disse...

Pegando carona com as reminisccências da infancia, lembro-me exatamente de cada um desses nomes da fórmula 1 lembro até de outros, Elio de Angeles por exemplo, esse indivíduo morreu em um treino nos meados dos anos 80havia também o brasileiro Maurício Gugelmin.
por volta de 1988 ou 1989 o Japão apostou em um piloto, era Satoro Nakajima, eu torcia demais por este indivíduo, ele era companheiro de equipe de Nelson Piquet, na Lotus, mas o dito cujo não corria nada, as melhores posições que ele galgava era o inexpressivo sexto lugar. Lí até uma gozação na revista placar da época que dizia assim, o que é pódio? resposta: lugar onde Satoro Nakajima unca irá subir. e de fato nunca subiu.
Passado essa geração, o mal gosto começou chegar na fórmula 1 e hoje temos o que temos.

 

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