18 setembro 2009

Estado-maior das forças do nada

Puro emaranhado em estilhaço.
É muito pano verde e grito depravado.
Zangado com as forças, o macete do laço,
Pagando poses e viagens, enricando o Estado...
Por sorte, fica pra massa o dilema palhaço.
Perdoai-os, ó Deus, pelo certo-errado!

Voluntários da expressão “bagaço”.
Mal servidos de água, aluguel elevado,
Luz é absurdo, muito caro o espaço.
Taxas, coletas, serviços; tudo bem bolado.
Vêem-se montas, riquezas, e no fim é escasso.
O dinheiro do povo sendo roubado.

Somos milhões de vozes num só brado.
Se todos colaborassem...
Seria um regaço.
O pior é que num beco está o eleitorado.
Não adianta anunciar se eu mesmo não o faço.
Sabemos que fábulas sussurram resmungadas.
Gritarmos pelas forças do nada é um fracasso.

Publicado no Recanto das Letras em 18/03/2009
Código do texto: T1492191

Por: Osmar Soares Fernandes – graduado em História pela UNIC/MT; escritor com 5 livros publicados. “Seu mundo é do tamanho do seu conhecimento”.

2 Comentários:

Às 18/9/09 6:18 PM , Blogger Mateus disse...

Esta é o retrato de uma nação regida pelo capitalismo, por um sistema que abomina o repartir e prega às claras um egoísmo e uma ganância que afeta vitalmente os excluídos. A grande tristeza é que não sabenmos quando tudo isso terá um fim. Pior, chega ser inacreditável que um dia escaparemos deste abismo.

 
Às 19/9/09 2:37 PM , Anonymous Ricardo Ronda disse...

Muito bom! Lido na íntegra dia 19/09 ao meio dia e quarenta na Rainha FM. Sem preconceitos de origem e sem censura de qualquer tipo.

 

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