20 maio 2009

Pais e Filhos:

Há muito tempo sempre houve uma tradição passada de geração a geração de os pais acompanharem os filhos durante sua vida escolar... porém, há uns tempos atrás, isso está tornando-se uma prática que não existe mais nas famílias, talvez seja pela forma de vida que se transformou nessas últimas décadas.

Percebe-se a presença dos pais na formação dos filhos até, por volta de, uns 10 anos, quando essa criança termina a educação de 1ª à 4ª série; depois, verifica-se um “relaxamento”, com o pretexto de dar liberdade ao filho pra viver e, também, pelo fato de o pai e a mãe estarem boa parte do tempo em serviço, aí a “empregada” ou a “babá eletrônica (televisão)” tornam-se seus educadores.

Para compensar essa falta, os pais procuram deixar seus filhos à vontade, até por que é mais cômodo não passar “raiva” nem “estressar”. Diante disso, o resultado são filhos carentes de orientação, afeto, carinho, somente há valorização do material e a parte emocional fica “pra depois”.

O reflexo tardio aparece na vida do adolescente, que precisa ser ouvido e dialogado com ele, de maneira que o estruture para poder viver bem e buscar as soluções com apoio da família.

Por isso, recomendamos que busquem manter contato com os seus filhos em seu dia-a-dia:

Tratá-los com respeito, ouvindo suas angústias e seus anseios.

Ter um momento para o diálogo sobre o dia dele no serviço, na escola, com os amigos.

Ter um tempo para acompanhar em suas tarefas e em seus estudos.

Mostrar a importância de eles terem uma vida melhor, que é necessário o conhecimento.

Conversar com eles da importância de ter uma vida equilibrada, convivendo em harmonia com todos ao seu redor, valorizar a amizade.

Bater papo em diversos assuntos, principalmente àqueles de sua própria idade, como a questão sexual, as drogas, a ética, etc.

Levar segurança nas atitudes tomadas, de modo que possa crescer com responsabilidade.

Esses itens acima, são alguns pontos que irão fortificar o relacionamento entre pais e filhos, de maneira que a escola possa contribuir na formação intelectual e científica dos conhecimentos. Estamos preocupados com o comportamento dos seus filhos e, ao mesmo tempo, devemos dar uma formação geral para que possam enfrentar a vida, sem grandes problemas, após a conclusão dos estudos do ensino médio.

Esse texto não tem a intenção de “intrometer” na educação de seus filhos e nem no modo como vocês, pais, devem educar... só estamos prestando nossa colaboração para o melhor convívio e uma paz nos lares e na vida em família.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor licenciado (PDE/UEM) da rede pública do Paraná; vereador na legislatura 2005-2008; candidato a prefeito nas eleições municipais de 2008.

2 Comentários:

Às 20/5/09 2:55 PM , Blogger Osmar Soares Fernandes disse...

Parabéns professor! Seu texto traduz a mais pura realidade entre pais, filhos e escola... É lamentável o que se tem ouvido da Eduação Pública da nossa cidade dos últimos tempos. "No fundo, no fundo, todos nós temos um pouco de culpa..."

Felicidade sempre!

 
Às 21/5/09 7:50 AM , Blogger Mateus disse...

Que falta faz o companheirismo dos pais na vida dos filhos, este texto serve para refletirmos sobre os que caminhos estamos tomando, parabéns professor Roberto.

 

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