26 fevereiro 2009

Paraguai, quem te viu quem te vê.

Nenhuma grande potencia vê com bons olhos outro país ser de fato independente. É inaceitável a um país dominante ver outra nação caminhar por suas próprias pernas.

Nos tempos áureos da dominação inglesa também foi assim, era uma outra história o Paraguai do século XIX, rica e revolucionária a pátria guarani era realmente livre. Esta situação incomodou aos ingleses, pois até então, ao contrário dos demais países sul-americanos, o Paraguai não estava subordinado a nenhuma potência estrangeira.

O domínio inglês por sua vez, buscou a estratégia específica para aniquilar o Paraguai, a independência paraguaia era uma afronta à soberania inglesa, já que não conseguia impor ao governo de Solano Lopes o que impunha ao resto da América.

Neste tempo, na busca por um acesso ao mar, nossos visinhos se desentenderam com brasileiros, argentinos e uruguaios, a partir deste fato, o Paraguai próspero e referente que não abriu as suas portas para a potencia inglesa impor sua suposta política de livre comércio, escreveria seu óbito.

Foi desta forma que se deu um dos maiores fraticídios do mundo, a guerra da tríplice aliança, conhecida por nós como guerra do Paraguai. Contra a pátria paraguaia puseram-se Brasil, Argentina e Uruguai, todos munidos e assistidos pelo poder bélico e imensurável da Inglaterra. À frente deste combate, esteve o Brasil, marionete dos ingleses, nosso país foi de maneira covarde, um algoz contra os irmãos paraguaios. Numa luta desproporcional, o Paraguai próspero sucumbiu-se à ruínas, e o que era de um país rico, restou as cinzas de um passado e de um povo que já respirou dignidade.

Hoje o Paraguai divide com a Bolívia o posto de país mais pobre da América do Sul, onde o comércio ilegal tem sido a principal fonte de renda de uma população que como em vários países do continente, foi marcada pelo descaso de longos governos ditatoriais.

O que agora é um país inexpressivo no cenário capitalista, foi um dia um país rico e dono do seu próprio sustento. O mundo conheceu a dois Paraguais, a história é testemunha de dois destinos num só país, um de sucesso e exemplo nas Américas, e outro que sobrevive na exclusão do sistema capitalista. Paraguai, Paraguai quem te viu quem te vê.

Por: Mateus Brandão de Souza: Graduado em História pela FAFIPA.

1 Comentários:

Às 27/2/09 1:17 PM , Anonymous Anônimo disse...

Cassio, hj eu estava lendo o DN e vi um convite para um audiencia publica que vai acontecer hj, mas o que me entrigou por que a Radio Pontal não anunciou nada ? Pois o Sr. Osmar é aliado do atual prefeito. VC ta sabendo de algo ?

 

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