04 fevereiro 2009

Fusão UEM/FAFIPA:

No dia 28/01 realizou-se na FAFIPA por volta da 15:00 horas uma reunião com representantes da comunidade e da instituição. Todos os participantes deste encontro tiveram mais uma vez a confirmação da resistência que existe por parte da direção e de alguns docentes quando se fala em Fusão FAFIPA/UEM. Com o início da reunião os representantes da faculdade fizeram uma exposição que durou por volta de meia hora sobre os trabalhos realizados por eles e defenderam a implantação da UNESPAR. Após os discursos de sentimentalismo, membros da comunidade e até mesmo docentes só que agora favoráveis a fusão tentaram se pronunciar de forma responsável, no entanto, neste momento um pequeno tumulto gerado por contrários tomou conta do lugar. Isso ocorreu devido às observações que compararam as duas instituições de ensino, afirmando que a Faculdade de Paranavaí embora possua anos a mais de existência que a UEM, contudo não conseguiu obter um desenvolvimento tão significativo. Com certeza toda discussão ocorreu em torno do tema paixão e razão, pois existe a necessidade de deixar todo o apreço que toma conta deste debate e sim realizar um trabalho racional e responsável.

O DCE/FAFIPA como o mais interessado na melhora das condições de ensino, esteve presente nesta reunião e cobrou da direção da Faculdade a resposta de um documento devidamente entregue e protocolado na instituição. Este documento que desapareceu depois de entregue aos funcionários e que não foi respondido ao diretório como deveria, reivindicava da direção uma vaga para um representante acadêmico na comissão que fará um estudo sobre os benefícios que a Fusão FAFIPA/UEM trará para a região noroeste.

Por: Débora Fernandes de Paiva: acadêmica de história da FAFIPA e representante do DCE.

Obs: Maiores informações no excelente Blog do jornalista Joaquim de Paula.

2 Comentários:

Às 4/2/09 5:30 PM , Anonymous PROF ROBERTO disse...

ENTENDO QUE A FUSAO DA FAFIPA/UEM PERPASSA PELAS QUESTOES SENTIMENTAIS E/OU RACIONAIS, PORÉM NÃO SE PODE SER BAIRRISTA, TEMOS QUE ANALISAR O POTENCIAL ECONOMICO, SOCIAL E EDUCACIONAL QUE ESTA FUSAO PODERA PROPORCIONAR A REGIAO....A INSTITUIÇÃO ESTÁ LOCALIZADA EM PVAÍ, MAS A EXISTENCIA DELA DEPENDE DA REGIÃO...LOGO, VAMOS TER SENSIBILIDADE E DEIXAR EGOÍSMO E ORGULHO DE LADO...

 
Às 4/2/09 7:56 PM , Blogger JOSÉ ROBERTO BALESTRA disse...

Cássio, muito bom o post escrito pela Débora/DCE-FAFIPA. Não é apenas um artigo, é uma denúncia, coisa muito séria! Merece leitura e atenção até do Prefeito Rogério e seu Secretário Municipal de Educação.

Olha, ouvi a entrevista-relâmpago do Joaquim de Paula com o Prefeito Rogério (publicada no blog dele), e dele também tenho de discordar quando indaga da possibilidade da “perca” da IDENTIDADE CULTURAL com o advento da fusão FAFIPA-UEM, enaltecendo acerca do vestibular/UEM e se, sendo este o vestibular, então quantos paranavaienses iriam estudar na FAFIPA.

É lógico que nesse ponto o Prefeito nivelou por baixo TODOS os estudantes de Paranavaí e região, com o que não posso NUNCA concordar!

Me explico.

Primeiramente, me desculpe o prefeito, mas o caso não tem nada a ver com PERDA DE IDENTIDADE CULTURAL com a fusão FAFIPA/UEM. Trata-se apenas de, com olhos postos no futuro (que já começou!), que a cidade precisa abrir os portões para um ensino superior moderno, com cursos de tecnologia de ponta, de efetiva produção de pesquisas para a comunidade local e regional.

¿Será que a população ou os estudantes de Umuarama, Cianorte, Goioerê, e as demais cidades atendidas pela extensão da UEM perderam alguma identidade cultural? Claro que não.

O termo IDENTIDADE CULTURAL é pomposo, bonito, mas é preciso primeiramente saber-se de sua essência no caso. Mas não vou me delongar aqui acerca disso. O que é preciso é que se deixe de provincianismos e se avance pro futuro do ensino superior de Paranavaí. A FAFIPA, mesmo com mais história que a UEM, provou justamente por esse fato, que não representa mais isso.

Quem duvidar, recomendo que vá ao site da UEM e leia-com detida atenção sua história, que aliás, como disse o prefeito, é mais nova que a FAFIPA. Ora, então também por isso mesmo ¿porque não fazer a fusão com a UEM?...¿

Depois vá-se ao site da FAFIPA e recolha informações do mesmo naipe dos da UEM. No site da FAFIPA tudo é muito genérico, lacunoso, desesclarecedor, em linguagem tergiversada. ¿Porque será que lá não se tem informações objetivas e profundas acerca da vida da faculdade como se vê no site da UEM? ¿A quem interessa essa omissão?

Cássio, aforante o dolorido “perca” que do prefeito veio sonoro, o que o indulto por conta de seu curso superior incompleto e também da convivência com seu ofício – pecuarista – e o pessoal humilde e iletrado que o auxilia dia-a-dia em sua propriedade rural –, então, meu blogamigo, despido de qualquer vaidade pessoal, mas movido unicamente por meu amor à causa da fusão FAFIPA/UEM, já que sou filho-da-terra, devo aqui dizer que, ao contrário da descrença do senhor prefeito, sou um daqueles paranavaienses de nascimento que testemunhou o surgimento da faculdade; que teve de sair da cidade para novos horizontes de vida e culturais; mas que também prestou TRÊS vestibulares para Direito (noturno) na UEM, todavia, que passou em todos eles (24º, 25º e 8º lugares) sem qualquer cursinho, mesmo estando à época (1985) havia dez anos sem estudar.

A razão disso? Minha formação educacional no ensino básico (Externato Nizia Floresta), e segundo-grau na Escola Paroquial (a velha admissãoao ginásio) e principalmente em instituições estaduais da cidade (Colégio Estadual e Colégio do Jd. São Jorge, cujo nome agora me foge á memória...).

Longe de mim aqui qualquer arrogância, Cássio, mas sinceramente, ¿será que eu tivesse ficado em minha terra-natal até hoje teria eu meu diploma de bacharel em Direito vindo por uma instituição pública de lá?

Abraços

 

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