25 fevereiro 2009

Aforismos:

"Quando fiz um poema para o Champinha (o soneto Inimputável) e outro para o Marcola (o soneto Dominado), alguns leitores, ainda sem entender a simbologia dos meus versos, me questionaram:

'Mas Glauco, como é que você se coloca aos pés do Marcola, como é que se deixa estuprar pelo Champinha?'

Ora, eles queria o quê? Que eu me declarasse vassalo dum banqueiro? Dum ministro do Supremo? Dum advogado do colarinho branco? Dum deputado ou senador? Dum cacique ou coronel? Prefiro prestar vassalagem a quem está mais próximo de mim. Posso ser simbolista, mas sou realista. Não vivo numa ilha da fantasia masturbatória, mas na mesma praia do Fernandinho Beira-Mar."

Por: Glauco Matoso - poeta, letrista e ensaísta.

Fonte: Revista Caros Amigos - Janeiro de 2009.

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