27 fevereiro 2009

A vida é interessante:

Em férias escolares, costumamos viajar para arejar as idéias, conhecer pessoas e ver o mundo de outra forma. É interessante observar, nessas viagens, as pessoas em seu comportamento social, econômico.

Deparamos com seres humanos de todos os estereótipos, desde a forma de vestimenta, passando pela postura até perpassando por uma possível análise de como elas vivem.

Verificamos, nessa reflexão, um mundo que a vida torna-se uma caixa de enigmas, pois os contatos são passageiros, conhecemos coisas e falamos com pessoas diferentes em pensamentos vários, ao mesmo tempo, temos a certeza de tê-las vistas em algum lugar ou por terem semelhanças com alguém seja na fisionomia como nas atitudes delas.

Quando estamos em um local público de grande movimento, começamos a perceber o quanto, ao nosso redor, está presente uma série de cidadãos com suas angústias e expectativas.

É, nesse momento, que mergulhamos em uma viagem que nos deixa fascinados pela maravilhosa vida, encanta pela diversidade e obscuridade dos fatos, das imagens que a todo momento estão passando por nós e nos damos conta disso quando paramos para retratar ao que está permanentemente em nosso convívio em época de relaxamento.

Isto já não ocorre em nosso cotidiano, estamos contaminados por problemas e rotinas que nos distanciam dessa observação tão importante e reflexiva.
Cada vez fica claro que precisamos cultivar essas situações para entendermos que a vida é interessante, fascinante; mas é uma pena que só acontece esporadicamente em nossa vida

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor da rede pública do Paraná; ex-vice diretor do Colégio Ary João Dresch; vereador na legislatura 2005-2008; segundo colocado nas eleições municipais de Nova Londrina com 35% dos votos.

26 fevereiro 2009

Paraguai, quem te viu quem te vê.

Nenhuma grande potencia vê com bons olhos outro país ser de fato independente. É inaceitável a um país dominante ver outra nação caminhar por suas próprias pernas.

Nos tempos áureos da dominação inglesa também foi assim, era uma outra história o Paraguai do século XIX, rica e revolucionária a pátria guarani era realmente livre. Esta situação incomodou aos ingleses, pois até então, ao contrário dos demais países sul-americanos, o Paraguai não estava subordinado a nenhuma potência estrangeira.

O domínio inglês por sua vez, buscou a estratégia específica para aniquilar o Paraguai, a independência paraguaia era uma afronta à soberania inglesa, já que não conseguia impor ao governo de Solano Lopes o que impunha ao resto da América.

Neste tempo, na busca por um acesso ao mar, nossos visinhos se desentenderam com brasileiros, argentinos e uruguaios, a partir deste fato, o Paraguai próspero e referente que não abriu as suas portas para a potencia inglesa impor sua suposta política de livre comércio, escreveria seu óbito.

Foi desta forma que se deu um dos maiores fraticídios do mundo, a guerra da tríplice aliança, conhecida por nós como guerra do Paraguai. Contra a pátria paraguaia puseram-se Brasil, Argentina e Uruguai, todos munidos e assistidos pelo poder bélico e imensurável da Inglaterra. À frente deste combate, esteve o Brasil, marionete dos ingleses, nosso país foi de maneira covarde, um algoz contra os irmãos paraguaios. Numa luta desproporcional, o Paraguai próspero sucumbiu-se à ruínas, e o que era de um país rico, restou as cinzas de um passado e de um povo que já respirou dignidade.

Hoje o Paraguai divide com a Bolívia o posto de país mais pobre da América do Sul, onde o comércio ilegal tem sido a principal fonte de renda de uma população que como em vários países do continente, foi marcada pelo descaso de longos governos ditatoriais.

O que agora é um país inexpressivo no cenário capitalista, foi um dia um país rico e dono do seu próprio sustento. O mundo conheceu a dois Paraguais, a história é testemunha de dois destinos num só país, um de sucesso e exemplo nas Américas, e outro que sobrevive na exclusão do sistema capitalista. Paraguai, Paraguai quem te viu quem te vê.

Por: Mateus Brandão de Souza: Graduado em História pela FAFIPA.

25 fevereiro 2009

Aforismos:

"Quando fiz um poema para o Champinha (o soneto Inimputável) e outro para o Marcola (o soneto Dominado), alguns leitores, ainda sem entender a simbologia dos meus versos, me questionaram:

'Mas Glauco, como é que você se coloca aos pés do Marcola, como é que se deixa estuprar pelo Champinha?'

Ora, eles queria o quê? Que eu me declarasse vassalo dum banqueiro? Dum ministro do Supremo? Dum advogado do colarinho branco? Dum deputado ou senador? Dum cacique ou coronel? Prefiro prestar vassalagem a quem está mais próximo de mim. Posso ser simbolista, mas sou realista. Não vivo numa ilha da fantasia masturbatória, mas na mesma praia do Fernandinho Beira-Mar."

Por: Glauco Matoso - poeta, letrista e ensaísta.

Fonte: Revista Caros Amigos - Janeiro de 2009.

Balanço do Carnaval 2009:

Quem visitou esta página nos dias de Carnaval, pôde perceber que este blogueiro também aproveitou os dias de folia. Ficamos sem postagens por aqui. Mas vamos voltar a programação normal, afinal de contas, dizem que o ano no Brasil só começa mesmo depois do Carnaval.

Aqui em Nova Londrina, mais um Carnaval de Rua. Este ano achei que deu um pouco menos público, mas mesmo assim, me diverti bastante. Ouvi comentários não muito bons acerca da qualidade do som, bem como da localização das barracas. Fica a dica para os organizadores. Claro, que além disso, tivemos inevitáveis brigas que estragam qualquer festa...

Positivo foi o “carnaval eletrônico” todas as noites antes do início da Banda, que animava a galera. Falando em Banda, bons comentários ao fato de ter tocado até altas horas.

Além disso, fiquei sabendo posteriormente, que quando da abertura do Carnaval, em frente ao palco, um grupo de pessoas antes ligadas ao Prefeito Municipal, hostilizavam-no enquanto falava. Não vi a cena, pois estava chegando ao local do carnaval e não pude nem mesmo prestar muita atenção à fala. Tivemos inclusive dois comentários feitos no Blog sobre este fato. No entanto, por se tratarem de anônimos e hostis, não foram publicados.

Repito: A regra será: COMENTÁRIOS ANÔNIMOS NÃO SERÃO PUBLICADOS, a menos que os mesmos sejam apenas comentários sobre o assunto, e que não tragam ofensas pessoais. PORTANTO, ao final de seu comentário, COLOQUE O SEU NOME COMPLETO. Não tenha medo ou vergonha daquilo que você pensa. Não se esconda atrás do covarde anonimato.

19 fevereiro 2009

Apesar de você:

Há músicas que são feitas em uma determinada época histórica e o seu conteúdo diz respeito apenas àquele período. No entanto, há outras músicas que, mesmo passando-se décadas e mais décadas, continuam atuais.

A bela música “Apesar de você” do grande Chico Buarque de Hollanda, dizia respeito à época sombria da ditadura militar no Brasil. No entanto, com o passar dos dias, sua letra se torna cada vez mais atual, principalmente em uma pequena cidade interiorana...

Amanhã vai ser outro dia

Hoje você é quem manda

Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a finezade
“desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiáÂ…Â….

Histórias de Trancoso ou literatura de cordel.

A expressão histórias de trancoso aparece com freqüência na linguagem popular nordestina, denominando histórias de encantamento, de autor desconhecido ou mesmo lendas e crendices. As histórias de trancoso independente de autores recebem esta denominação, são contadas pelos pais aos filhos e foram a fonte de inspiração para muitas obras famosas conhecidas hoje como literatura de cordel.

O nome literatura de cordel provém de Portugal e data do século XVII, esse nome deve-se ao cordel ou barbante em que os livretos ficavam pendurados. No Nordeste brasileiro mantiveram-se os costumes e o nome, e os livretos são expostos à venda nas feiras pendurados e presos por pregadores de roupa em barbantes esticados entre duas estacas fixadas em caixotes.

Pouca gente contudo sabe que, histórias de Trancoso não é apenas uma expressão popular. Trancoso foi um famoso escritor português do século XVI, natural de guarda em Portugal, seu nome completo era Gonçalo Fernandes Trancoco, este escritor foi bastante divulgado no Brasil pelo Padre Antonio Vieira, segundo alguns historiadores, Trancoso foi quem primeiro escreveu novelas em Portugal e Espanha.

Em sua obra mais conhecida, publicada em 1585, que teve o título “Contos e histórias de proveito e exemplo” conforme os usos da época procurava dar lições de moral através das narrações.

Outra particularidade interessante de Trancoso e que ainda mais o liga a literatura de cordel foi ele ter apresentado a mais de 400 anos, um ABC em prosa, não em versos. Em seu ABC, Trancoso enumerava as virtudes que se exigiam então das mulheres, como nos ABCs do cordel, cada virtude tem por sinal uma das letras do alfabeto, seguindo a ordem do abecedário.

Gonçalo Fernandes Trancoso como se vê, pode ser considerado o precursor da literatura de cordel.

Fonte: Literaturas de Cordel da Editora Luzeiro ltda. São Paulo Brasil.

Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em história pela Fafipa.

18 fevereiro 2009

A Solidão:

A solidão é uma manifestação de sentimento presente em muitos momentos de nossa vida. Ela aparece em situações de dificuldades financeiras, amorosas, sensações de perda momentânea ou perene de alguém muito importante em seu rol de amigos. Podemos apreciá-la sob duas formas: benéfica ou maléfica.

Se observarmos no sentido de trazer um vazio, uma “dor”, um aperto, uma afobação, um medo, estamos diante de uma expressão negativa que mostra uma desilusão, frustração, uma baixa-estima favorecida por uma ocorrência de um fato desagradável.

Por outro lado, se vier uma reflexão, um novo recomeçar, um repensar, um rever, um reposicionamento a respeito de um equívoco que cometemos a todos os instantes de nossas ações, vamos entender que ela vem para brilhar um pensamento positivo, abrir horizontes antes inimagináveis, reorientar nossos caminhos pelo caos instalado em nosso “coração”.

Há certos períodos no dia-a-dia que oscilam entre o estar “bem” ou “mal”. São situações vivenciadas a todo minuto, que contabilizados ao final de um dia, de uma semana, de um mês, de uma vida, não fazemos balanço das coisas boas, pois o pessimismo e a descrença são sobrepujantes ao otimismo, por isso a impressão é que sempre estamos em débito com a felicidade, mas em crédito com a solidão.

Se olharmos essa situação sob uma variável com maior precisão, verificaremos que a soma total é a vida em um plano maior, que temos tudo a nossas mãos para não deixarmos que o sentimento do mal prevaleça ao do bem.

É fundamental que tenhamos a convicção que a existência do TER não deve penetrar em nosso pensamento, que a existência do SER é a vitória do ser humano.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor da rede pública do Paraná; ex-vice diretor do Colégio Ary João Dresch; vereador na legislatura 2005-2008; segundo colocado nas eleições municipais de Nova Londrina com 35% dos votos.

Notícias rápidas de Nova Londrina:

Asfalto: Podemos observar nas ruas de Nova Londrina, que, mesmo aos poucos, a operação tapa-buracos vem sendo realizada. A Avenida Londrina mesmo já está menos pior.

Valor?: Segundo publicação legal, foram compradas por licitação na modalidade convite, 200 toneladas de massa asfáltica no valor de R$ 43.400,00, da Usina de Asfalto Umuarama Ltda.

Carnaval: Começa nesta sexta-feira, mais um Carnaval de Rua. Evento iniciado na administração de João Fernandes de Almeida e que cresceu muito na administração de Arlindo Troian. Esperamos que seja mais um ano de sucesso, com muita paz e alegria para todos os foliões.

Valor?: conforme publicação legal, por pregão presencial de melhor técnica, a empresa contratada foi a JCR Eventos Artísticos Ltda, de Maringá. O valor da contratação é de R$ 68.800,00.

Polêmica: Boatos que correm na cidade, dão conta de que a organização proibirá a presença de foliões portanto caixas com bebidas. Decisão infeliz esta. Gerará muita confusão. A rua é pública. Será que voltamos aos tempos da ditadura militar?

A Banda: Já havíamos anunciado aqui neste Blog, que a banda do Carnaval seria a Banda Metrô, de Maringá (conforme a própria banda já havia anunciado no dia 25/12/2008, no Baile do Hawaii em Marilena). A notícia foi desmentida, pois ainda não havia licitação, portanto, nada de oficial. E não é que a empresa vencedora da licitação de melhor técnica contratou justamente pela Banda Metrô? Que coisa não?

O que você acha de tudo isso? Comente em nosso Blog, mas nada de anonimato!

16 fevereiro 2009

Dinheiro para os municípios:

Você sabia que é possível acompanhar quanto de dinheiro o seu município recebe todo mês do Governo Federal e do Governo Estadual em verbas constitucionais, ou seja, aquelas verbas obrigatórias aos municípios? Bom isso não é mesmo? Assim, nós cidadãos que pagamos nossos impostos, muito altos por sinal, podemos minimamente “fiscalizar” como está o caixa da nossa querida cidade.

Para acompanhar as verbas Federais, entre no site do Tesouro Nacional e faça a pesquisa do seu interesse. Pode ser por ano ou mesmo por mês. Já as verbas Estaduais podem ser acompanhadas pelo site do SIAF e com as mesmas opções.

Por exemplo: No ano de 2008, a cidade de Nova Londrina recebeu do Governo Federal um total de R$ 7.078.194,89. Sendo pouco mais de R$ 5.300.000,00 do Fundo de Participação dos Municípios, a principal e mais importante verbas para as cidades pequenas; pouco mais de R$ 1.550.000,00 do FUNDEB, valor exclusivo para a educação; além de outras verbas. Veja você mesmo.

Quanto às verbas estaduais, no ano de 2008 nossa cidade recebeu exatos R$ 2.945.348,42. Sendo pouco mais de R$ 2.200.000,00 em ICMS e pouco mais de R$ 600.000,00 de repasse do IPVA. Além disso, outras verbas vieram, confira.

Claro que os municípios não vivem apenas destes repasses. Há ainda, por exemplo, o IPTU que é exclusivo dos municípios, além de outras taxas públicas. Mas o grosso mesmo, principalmente das obras construídas, vem em empréstimos, a famosa capacidade de endividamento do município, e também das emendas parlamentares aos orçamentos da União e do Estado.
Em 2009, no mês de Janeiro, do governo estadual veio um total de R$ 246.908,97.

Este dinheiro é seu. Acompanhe!

15 fevereiro 2009

Evento cultual deste sábado (14/02):

Pois bem, meus caros leitores, estive presente no evento cultural realizado neste sábado, no Anfiteatro Municipal, e gostaria de compartilhar as minhas impressões sobre o que vi e ouvi.

- Fiquei feliz com a presença de um ótimo público. Não havia poltrona vazia e algumas pessoas tiveram até que ficar em pé. Muito bom isso;

- Tivemos a participação especial de um humorista da terra, um artista local. Quem nunca ouviu o “Veio Procópio” da Rádio Pontal? Fiquei feliz com a abertura de espaço para os valores da nossa cidade de Nova Londrina;

- Ao contrário do que estava anunciado no jornal Diário do Noroeste, reproduzido aqui neste Blog, o ingresso não custou R$ 3,00, mas sim R$ 4,99. Ponto negativo;

- O costumeiro atraso, no caso de quase meia hora, acaba desanimando os pontuais, que inclusive podem deixar de comparecer nas próximas oportunidades;

- Em certos momentos, o burburinho atrapalhou a audição, talvez pela grande quantidade (felizmente) de crianças pequenas, uma vez que show era de humor. Principalmente na hora em que o “Veio Procópio” fazia a sua participação. Eu mesmo não consegui ouvir o seu “causo”.

Mas enfim, apesar dos pesares, saí satisfeito, e espero que a Secretaria de Educação e Cultura continue organizando eventos como este em nosso Anfiteatro, afinal, nossa população é tão carente neste aspecto. No entanto, os mais carentes financeiramente, aqueles que tem menos acesso à outras formas de expressão cultural, não estavam presentes. Que a Secretaria pense em como trazer também esta camada social para o Anfiteatro.

E você foi? O que achou? Não foi? Por qual motivo?

13 fevereiro 2009

Comentários anônimos:

Por mais que a Internet seja uma excelente ferramenta democrática para fomentar o debate sobre qualquer tema, algumas pessoas, utilizam da possibilidade do anonimato para fomentar o ódio e a discórdia. Está estampado em nosso Blog que a Constituição Federal garante a liberdade de expressão, mas ao mesmo tempo, veda o anonimato, que é covarde.

Todos os blogueiros já passaram algumas horas refletindo sobre o que fazer com os vários comentários anônimos que seu Blog recebe (ver os Blogs parceiros do Joaquim de Paula e o Noroestão).

Assim sendo, atendendo a pedidos, já excluímos alguns comentários meramente ofensivos e a partir de hoje, estaremos analisando com maior rigor os comentários postados anonimamente.

A regra será: COMENTÁRIOS ANÔNIMOS NÃO SERÃO PUBLICADOS, a menos que os mesmos sejam apenas comentários sobre o assunto, e que não tragam ofensas pessoais. PORTANTO, ao final de seu comentário, COLOQUE O SEU NOME COMPLETO. Não tenha medo ou vergonha daquilo que você pensa. Não se esconda atrás do covarde anonimato.

Operação tapa-buracos:


A imagem acima bem que poderia ser de uma das ruas aqui de Nova Londrina. Mas não é. Muito embora estes dias de chuva deixaram os buracos das ruas propícios para a milenar arte da pescaria.

Mas uma simples andada pelas ruas de Nova Londrina no dia de hoje, já pudemos perceber que alguns buracos das ruas foram tampados, e o que é melhor, não com aquele piche que fica soltado e logo reaparecem os buracos. Tomara que todos sejam feitos desta forma.

12 fevereiro 2009

Show de Humor em Nova Londrina:

Dia 14 (sábado): Em Nova Londrina, show humorístico “Nóis é show” com Márcio Cândido, Amarildo Travain, Zé Dentinho, Nersinho e Aleks Alves. Às “20h33 e meio”, no Anfiteatro Municipal.
R$ 3,00 o ingresso.
PRESTIGIE!

Nossas assombrações são melhores.

Diante da realidade que vivemos onde mais e mais o potencialismo europeu e estadunidense rouba a cultura latina de nossa América, é preciso falar daquilo que povoa o imaginário popular e enriquece nosso folclore. Segue alguns nomes de assombração “existentes” no Brasil que de fato é de uma preciosidade cultural extraordinária.

Boto-rosa – Diz os crédulos que se trata de um demônio que vive nas águas da amazonia, durante a noite se transforma um rapaz bonito de vestes brancas, ele é um sedutor de moças donzelas, elas, encantadas pela beleza inebriante do boto, sedem-lhe a honra, e fatalmente saem grávidas após contato com este ser sobrenatural.

Mula-sem-cabeça – Vira mula-sem-cabeça, mulher que se deita com padre ou ainda aquela que trai o marido com o compadre. Quando morrem, elas ficam vagando pelos sertões assustando aos vivos, se a mesma aparece para alguém, é bom esconder unhas e dentes para livrar-se do ataque dessa devassa que não foi digna nem do céu nem do inferno.

Caipora – exímia apreciadora de tabaco, vive nas matas brasileiras, sobre sua aparência as opiniões se divergem, uns dizem ser ela uma velha feia e aos frangalhos, outros já a mostram sendo uma moça bonita, de saia e fumando muito. Esta diabinha tem o costume de embaraçar crinas de animais que jamais são desembaraçados se não forem cortados. Para isentar-se das diabruras da caipora, é necessário deixar para ela, uma porção de fumo encima de um toco, a caipora por gratidão não faz traquinices com as pessoas que lhe ofertam fumo.

Curupira – índio fantástico, cabelos vermelhos, vive no meio do mato, sua principal característica são os pés virados pra trás, protetor incondicional dos bichos e da natureza, o curupira é o terror de caçadores e lenhadores.

Lobisomem – O filho que nasce depois de sete filhas vira lobisomem, também aquele que passa sete anos sem entrar em uma igreja sofre esta metamorfose. É um perigo sair de casa em noites de lua cheia, no período da quaresma, o lobisomem corre todas as noites. É preciso tomar cuidado, o lobisomem aprecia cocô de galinha mas também devora bezerros e crianças recém nascidas.

Boitatá – Conta-se que o boitatá é guardião dos cemitérios e pântanos, olhos de fogo, pele reluzente, mostra-se como uma assombrosa luz que oscila entre o chão e o alto, assusta aos que caminham fora de hora.

Saci-pererê – Clássico por suas diabruras, moleque peralta de cor negra tem uma única perna, gorro vermelho sobre a cabeça pitando um saboroso cachimbo. Se manifesta em redemoinhos de vento, adora assustar cavalos fazendo-os disparar, gosta também de azedar o leite e surrar cachorros, é sofrível ganido de cachorro quando apanha do sací.

Estes são apenas alguns dos vários exemplos da nossa rica cultura cheia de crendices populares. É preciso resgatarmos nossas origens, ressuscitar nossas lendas, para que o domínio estrangeiro não roube nossa identidade. Professores, profissionais da pedagogia, pais e mães do Brasil, ensinem sobre o nosso folclore, ao invés do ‘halloween’, é muito mais bonito nossas assombrações. Esqueçam as bruxas norte americanas, digam não ao estrangeirismo e sim ao sobrenatural que enriquece o imaginário nacional. Viva os nossos curupiras, caiporas lobisomens sacis e tantas outras assombrações da nossa terra.

Por: Mateus Brandão de Souza: graduado em história pela FAFIPA.

11 fevereiro 2009

A Felicidade:

As pessoas quando questionadas a respeito desse assunto, tem como respostas básicas que a felicidade pode estar no plano material e/ou espiritual. Uns colocam que o dinheiro é a base; outros, em Deus.

Pensamos que esse sentimento não esteja nem no dinheiro nem em Deus, mas na crença de potencial que a cada dia estamos presentes em contato com todos os seres vivos ou não, possamos ter autoconfiança e autodeterminação nas ações que praticamos a todo momento.

Acreditamos que é tão maior quanto for o idealismo que damos a ela, conforme a expectativa que depositamos em sua prática.

As realizações de um ato são o fundamento em ter como resultados satisfatórios que nos enche de orgulho nosso “ego”, assim chegamos a um estado de um bem-estar que nos mantêm repletos de felicidade.

Entendemos que o grau de felicidade depende da manifestação que as pessoas colocam em suas ambições e perspectivas diante do que almejam, idealizam.

É comum observamos, algumas vezes, muitos frustrados, decepcionados diante de uma causa que esperavam uma conseqüência melhor em sua totalidade, porém elas não deixaram de ter esse momento, apesar de não ter tido o sucesso total.

Então, a felicidade está em tudo aquilo que praticamos em ações no decorrer de nosso cotidiano, talvez, por serem abafados por mais momentos infelizes, não dimensionamos que ela está presente em cada um de nós, traídos pela consciência e a inconsciência de nosso cérebro.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor da rede pública do Paraná; ex-vice diretor do Colégio Ary João Dresch; vereador na legislatura 2005-2008; segundo colocado nas eleições municipais de Nova Londrina com 35% dos votos.

10 fevereiro 2009

Notícias Rápidas de Nova Londrina:

Brasília: esta semana o nosso Prefeito Municipal está em Brasília, participando da reunião anual dos prefeitos com o Presidente da República. Lá, conforme anunciado na imprensa, nosso Prefeito irá ouvir do Presidente Lula que o Governo Federal irá renegociar boa parte das dívidas dos municípios com a União. Tal medida possibilitará aos municípios endividados que consigam novas verbas federais.

Valor?: A viagem, conforme licitação publicada, e vencida por uma empresa de turismo de Paranavaí, custou exatos R$ 1.949,00. Só não entendi uma coisa, “transporte rodoviário em ônibus exclusivo”? se alguém puder colaborar com a explicação, a população fica grata.

Combustível: O Auto Posto Nova Londrina (Posto Saara) venceu licitação (modalidade convite) para vender combustíveis à Prefeitura Municipal. O valor é de 192.620,00.

Esportes: Para a divisão de Esportes da nossa cidade, foi nomeado o Sr. Valdir José Marques, também presidente da Liga de Futebol Amador de nosso município.

Cultura: Para a divisão de Cultura foi nomeado o Sr. Luiz Afonso Bisinella, que segundo fiquei sabendo, possui grande capacidade para o cargo, mas ainda não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente.

Viação e Obras Públicas: Excelente o “comunicado à comunidade” distribuído pela Secretaria de Viação e Obras Públicas de Nova Londrina. Nele podemos ver a preocupação em manter a nossa cidade sempre limpa. Em resumo, conclama-se a participação da população em não jogar lixos nas calçadas ou terrenos baldios da cidade. Caso seja necessário o recolhimento por parte da Secretaria, basta ligar: 3432-3811 (24 horas por dia).

Anonimato: Muitos comentários tem sido postados de forma anônima neste Blog. Alguém até mesmo em tom ofensivo. Pois bem, salientamos que, embora sejam anônimos, seus IPs podem ser rastreados, assim, aqueles que se sentirem ofendidos podem pleitear juridicamente a “quebra do IP” e conseqüente reparação dos supostos danos.

Boatos: Muitos dos comentários dizem que este Blog apenas faz “boataria”. Ouso discordar. Desafio alguém a provar que, os posts, que são de minha responsabilidade, contém qualquer tipo de “boataria infundada”. São todos baseados em fatos concretos e que estão a disposição de todos no site do Jornal Diário do Noroeste. O que faço apenas é resumi-los e, minimamente, comentá-los.

08 fevereiro 2009

Charges:

Invejo a capacidade criativa dos chargistas. Através de um desenho, na maioria das vezes engraçado, é possível dizer muita coisa séria, propor reflexões e risos. O cartunista Henfil e suas charges publicadas no “O Pasquim” durante a ditadura militar provocou a ira dos poderosos.

Segue abaixo algumas charges que rolam pela Internet, que são no mínimo, interessantes:

O mundo visto pelos estadunidenses:



O Brasil visto pelos paulistas:



O Brasil visto pelos gaúchos:

A partir dos três, fiz o que seria o Paraná visto pelos curitibanos:


06 fevereiro 2009

A oposição:

Quando comecei a postar neste Blog textos sobre a cidade de Nova Londrina, alguns comentários de leitores, ou mesmo de bastidores que, apesar de não chegarem ao meu conhecimento, tenho a certeza que ocorreram, devem ter julgado este blogueiro como sendo da oposição, um invejoso pela vitória eleitoral do atual prefeito, um chato querendo causar polêmica e confusão e etc...

Quero deixar bem claro: não sou “da oposição”. Primeiro porque não sou filiado a nenhum partido político; segundo que não sou político no sentido do “senso comum” do termo; terceiro por não existir uma oposição organizada aqui em Nova Londrina; quarto e principal, por morar em cidade pequena, onde a nossa vida é sempre cuidada, comentada e perseguida, não colocaria a minha “cabeça a prêmio” por simples capricho oposicionista, sabendo que terminaria isolado, afinal, seria eu a única voz.

Claro que a neutralidade é um mito (não existe!), mas este Blog não tem a pretensão de ser a “vanguarda” da luta, principalmente por este blogueiro não acreditar no vanguardismo da luta e por ser gramsciano. Já disse aqui e repito, este espaço está aberto a todas as correntes políticas de Nova Londrina e região, afinal, não temos em nossa cidade um espaço para discussão política democrática e com a possibilidade de participação da população.

Toda esta discussão me lembra uma célebre passagem do livro “La Cola del Diablo” (O rabo do Diabo) do argentino José Aricó, que dá um tapa na cara da esquerda mundial, mas que serve para todas as oposições, inclusive a de Nova Londrina e para todos os “derrotados” em eleições democráticas (está em espanhol, mas dá pra entender):

“Porque si el adversario nos domina y nosotros lo menospreciamos, no podemos dejar de reconocer que estamos dominados por alguien a quien consideramos inferior. Pero entonces, se pregunta Gramsci, ¿cómo consiguió dominarnos? ¿Cómo nos venció siempre y fue superior a nosotros, aun en el momento decisivo que debía das la medida de nuestra superioridad? Se dirá entonces que fue el diablo que metió da cola. Pues bien, es hora ya de tener la ‘cola del diablo’ de nuestro lado.” (ARICÓ, 2005: 166)

05 fevereiro 2009

Músicas, o que estamos ouvindo?

Diz o conhecimento filosófico que, “mais prudente é o homem que ouve do que o que fala”, já a lei do morro é: ver ‘ouvir’ e calar. Mas, diante das circunstâncias, andam abusando do nosso indispensável sentido da audição, assim sendo, é impossível não falarmos.

Podemos afirmar com convicção que pagamos um preço por não sermos surdos, alguém tem que reclamar quanto a inexistência de qualidade em nossas músicas, alguém tem que implorar por algo edificante na sonoridade das mesmas. Onde estão o nexo, e o valor das músicas que habitualmente tocam em nossos meios de comunicação?

Os mais saudosos e os entendidos dizem que a decadência musical teve início com o advento da jovem guarda, antes tivesse parado por aí, à partir dessa época, a MPB passou a empobrecer, resultando hoje nas desconsideráveis danças do creu e quadrado.

Aquilo que a mídia nos tem empurrado goela abaixo e ouvido adentro é de uma podridão nauseante. Por exemplo, ter que aceitar como boas certas duplas do interior de Goiás como boas se dizendo sertanejas é de amargar.

Acabaram-se os clássicos, quase não se tem cantores de qualidade e os poucos que restam são esquecidos ou calados pela mídia que prefere ver o povo cantando e dançando músicas de duplo sentido que induz à pornografia, ao ver cidadãos pensantes e conceituosos.

Hoje há periguetes, há tantos Pena e Gabriel por aí que sinceramente nos provoca a ânsia de ‘chamar o Hugo’. Que diriam os ícones de nossa música se vissem ou ouvissem a decadência a qual chegamos?

Nos perdoe, Noel Rosa, Pixinguinha, Jacó do bandolim, Ataulfo e Francisco Alves. Antes nos tempos da vovó, as multidões cantavam com Orlando Silva, hoje nos oscilamos com esquizofrenias quinzenais ou mensais que vão desde eguinha pocotó até os insuportáveis titanics e garotas tantão.

Que bom seria se aparecessem outros Rauls, outros Renatos Russos ou até mesmo outros Cazuzas. Que bom seria se nas músicas regionais tivessem ainda outros Adonirans Barbosa, outros Gonzagões ou Teixeirinhas.

Quando partir a geração de Bethânia ou Chico Buarque, quem salvará nossa MPB? Zé Geraldo, Zé Ramalho, Elba este povo inda sustem a bandeira da qualidade, nos norteamos neles, quando morrerem estes, estaremos à deriva, fadados aos lixos efêmeros cantados muito mais por determinada parte do corpo que pela boca.

Realmente não dá mais pra se ouvir música, perdemos o direito de ligar um rádio e em raríssimas exceções de assistir a um programa de auditório. Toca-se sempre as mesmas banalidades vazias, incômodas e paupérrimas.

Povo, mentes pensantes, analisem, reflitam, o que estamos ouvindo? Ministério da Cultura, alguém por favor, socorram-nos.

Por: Mateus Brandão de Souza, graduado em História pela FAFIPA.

04 fevereiro 2009

A Importância da Escrita:

A escrita é a prática de algo que foi recebida pela informação que nos chegou através de uma simples leitura de um jornal, de uma revista, de uma placa, de um outdoor; ou que foi percebida por escutarmos um noticiário de uma rádio, de um televisor ou; simplesmente; de alguém.

Com a escrita, podemos evidenciar a fidelidade daquilo que lemos ou ouvimos, pois esse recurso dá-nos a medida exata de expressarmos crítica ou não a um determinado assunto que nos interessa, colocando-nos a par de um conhecimento até então ignorado.

Essa forma de comunicação favorece a assimilação e apropriação de um fato relevante por manter a informação registrada e que possa ser alvo de pesquisa a todos àqueles que buscam um aperfeiçoamento em um tema específico de abordagem.

Nessa visão, entendemos a importância da escrita, por manter um vínculo entre o leitor e o escritor de maneira viva, criando uma relação de pensamento a ser questionado pelos envolvidos, trazendo uma expectativa de troca de informações e conhecimentos.

A escrita demarca posições que nos leva a uma reflexão, intervenção de aceitá-las ou de rebatê-las em um possível confronto de idéias, abrindo a discussão e trazendo à luz possíveis equívocos que tínhamos como verdades intocáveis.

Podemos dizer que a escrita tem intencionalidade no sentido de convencer o leitor, procurando todo artifício de manipulação com o resultado de satisfazer a quem faz uso da leitura.

É imprescindível ao leitor uma perspicácia ao manusear um material, seja de qual fonte for, é preciso termos um domínio mínimo que nos apóie, garanta uma eficácia dessa escrita que está dia-a-dia em nossa vida.

Por: Prof. Roberto Tsunokawa: Graduado em Farmácia e Letras pela UFSM; especialização em Psicopedagogia; professor da rede pública do Paraná; ex-vice diretor do Colégio Ary João Dresch; vereador na legislatura 2005-2008; segundo colocado nas eleições municipais de Nova Londrina com 35% dos votos.

Fusão UEM/FAFIPA:

No dia 28/01 realizou-se na FAFIPA por volta da 15:00 horas uma reunião com representantes da comunidade e da instituição. Todos os participantes deste encontro tiveram mais uma vez a confirmação da resistência que existe por parte da direção e de alguns docentes quando se fala em Fusão FAFIPA/UEM. Com o início da reunião os representantes da faculdade fizeram uma exposição que durou por volta de meia hora sobre os trabalhos realizados por eles e defenderam a implantação da UNESPAR. Após os discursos de sentimentalismo, membros da comunidade e até mesmo docentes só que agora favoráveis a fusão tentaram se pronunciar de forma responsável, no entanto, neste momento um pequeno tumulto gerado por contrários tomou conta do lugar. Isso ocorreu devido às observações que compararam as duas instituições de ensino, afirmando que a Faculdade de Paranavaí embora possua anos a mais de existência que a UEM, contudo não conseguiu obter um desenvolvimento tão significativo. Com certeza toda discussão ocorreu em torno do tema paixão e razão, pois existe a necessidade de deixar todo o apreço que toma conta deste debate e sim realizar um trabalho racional e responsável.

O DCE/FAFIPA como o mais interessado na melhora das condições de ensino, esteve presente nesta reunião e cobrou da direção da Faculdade a resposta de um documento devidamente entregue e protocolado na instituição. Este documento que desapareceu depois de entregue aos funcionários e que não foi respondido ao diretório como deveria, reivindicava da direção uma vaga para um representante acadêmico na comissão que fará um estudo sobre os benefícios que a Fusão FAFIPA/UEM trará para a região noroeste.

Por: Débora Fernandes de Paiva: acadêmica de história da FAFIPA e representante do DCE.

Obs: Maiores informações no excelente Blog do jornalista Joaquim de Paula.

03 fevereiro 2009

Aforismos:

"As perguntas nunca são indiscretas; as respostas, as vezes, podem sê-lo."

Oscar Wilde

01 fevereiro 2009

Como fazer um projeto/programa?

Todo bom administrador sabe. Mas como eu não sou um administrador, apenas imagino como deva ser a elaboração de um bom projeto/programa. Vamos lá.

Imagine que você, caro leitor, seja sócio de um clube. Tipo aqueles com piscina e campo de futebol. Pois bem, você freqüenta o clube, gosta dele, sua família passa bons momentos lá, é o ponto de encontro com os amigos para poder conversar, descontrair e etc.

Mas acontece que, como um sócio diligente, você também percebe que o clube ao qual participa pode ficar ainda melhor. Por exemplo, melhorar as ruas e calçadas do clube, os banheiros, cobrir a quadra de esportes, ampliar a churrasqueira, construir um salão de festas e etc. Imagine só que maravilha seria.

Então, eis que seu clube está em processo de eleições. Você como um sócio participativo pensa: “_ É a hora de mudar!”. Vários são os candidatos a presidência do seu clube, e você, interessado nas melhorias daquilo que tanto ama, ouve com atenção às propostas dos candidatos. E não é que tem um candidato que promete, garante, e te convence que, tudo aquilo que você sempre sonhou para o seu clube é possível? O sujeito faz até uma cartilha bonita, com suas propostas e todo o projeto para fazer do clube, o melhor da região. Claro que você encampa a idéia.

Mas logo nos primeiros dias, a pessoa que ganhou vem perante os sócios e diz que o que “o clube está muito endividado”, que vários funcionários estão com os salários atrasados e não há previsão para serem regularizados, e que por isso, terá que rever o projeto/programa, pois aquele apresentado anteriormente “foi pro espaço!”. Então você sente-se enganado e se pergunta: “_ Ora, então o projeto/programa não foi bem feito ou eu fui enganado?”

Pois bem, caro leitor, o presidente do seu clube deveria levar em consideração três possibilidades ao elaborar o projeto: 1ª caixa cheio; 2ª caixa zero; 3ª caixa negativo. Então eu lhe devolvo a pergunta: Não foi bem feito ou foram apenas palavras ao vento?

Obs: Qualquer semelhança com fatos ou circunstâncias é mera coincidência.



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