09 novembro 2008

Agora é Obama!


O mundo tem um novo presidente. Tudo bem que oficialmente ele governe “apenas” os Estados Unidos, mas na prática, Barack Obama terá os destinos de toda a população mundial em suas mãos. Estou exagerando? Pode ser, mas não há como negar todo o poder constituído no cargo de Presidente do maior Império mundial.

Estes dias, todo o mundo acompanhou com expectativas as eleições nos Estados Unidos. Era unânime a expectativa de mudança. Há pouco mais de um ano, apenas as pessoas mais ligadas à política dos EUA conheciam Barack Obama. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar nele.

Com uma excelente campanha de marketing, Obama se transformou no salvador. O Messias prometido. O príncipe negro que veio redimir os pecados do mundo e trazer a salvação a todos. Reparem nas imagens e nas fotos de Obama: terno impecável, família perfeita, olhar direto e seguro na câmera, sorriso colgate, jovem, forte, disposto, ar angelical, fala firme e etc. Uma mistura de Jesus Cristo com Clark Kent.

Em conversa com o companheiro e mestre Vanderlei, isso nos remeteu à 1989 e a campanha presidencial no Brasil. Fernando Collor de Melo era um ilustre desconhecido antes da campanha, mas uma brilhante campanha publicitária misturada com o “medo vermelho” representado por Lula e Brizola o levou à presidência. Collor era o nosso salvador da pátria, o caçador de marajás, bem vestido, jovem, atlético, seguro em sua fala e etc... Esperamos que desta vez o resultado seja melhor.

Por mais que este Blog também tenha apoiado e torcido por Obama, não sejamos ingênuos de pensar que sua eleição significa uma mudança radical nas políticas externas dos EUA. Quem assistiu ao documentário “The Corporation” sabe do que estou falando. Não pensemos que do dia para a noite, Obama acabará com o inexplicável embargo econômico a Cuba, retirará as tropas do Iraque e Afeganistão, acabará com a lista de país do “eixo-do-mal”, intervirá de forma neutra no conflito Palestina x Israel, nunca mais intervirá militarmente ou mesmo CIAmente em qualquer país do globo, olhará a América Latina não mais como seu quintal e etc, etc, etc...

4 Comentários:

Às 9/11/08 10:17 PM , Blogger Dorian disse...

Cássio,

Para o bem do mundo civilizado, existe a alternância de poder nos Estados Unidos, sendo esse princípio o motivo de existir esperança de mudança e de melhora das relações internas e externas dos EUA.

Como você mesmo escreveu em seu post, você apoiou e torceu e agora demonstra seus anseios pelo futuro.

Quando será que um cubano experimentará essa sua sensação??

 
Às 12/11/08 7:00 AM , Blogger Mauro Sérgio disse...

Dorian,

Quando será que boa parte da população brasileira experimentará essa sensação?

A verdade é que não devemos alimentar ilusões em demasia em realação a Obama.

Sobre isso, já comentei em http://daluta.blogspot.com/2008/11/direita-x-direita-ii-mais-uma-eleio.html

Uma braço ao Cássio e ao Dorian

 
Às 17/11/08 7:06 PM , Blogger Darlan Cavalcanti disse...

Olá Cassio, venho acompanhando seu blog, mas é a primeira vez que comento.

Concordo com você, temos que ter em mente que o Obama não governa um país, governa um império, com diversos jogos de interesses envolvidos; se o governo dele será melhor que o anterior (ainda atual), acredito que sim, se será melhor que o Collor, não tenho dúvidas. Mas isso não quer dizer que será bom.

Abraço!

 
Às 22/11/08 12:55 PM , Anonymous Anônimo disse...

Poxa Cássio
Sei que a comparação entre Obama e Collor foi apenas uma maneira que encontrou para indicar suas preocupações e anseios. Mas acredito que foi muito infeliz. Para começar Obama representa o sonho americano de que qualquer um (negro ou muçulmano) pode vencer nos EUA. Já o F. Collor é fruto do coronelismo e do poder oligárquico que sua família arrecadou, por meios..., durante o século XX. Tanto seus familiares de origem materna, quanto de paterna, estavam no "poder" a muito tempo.
Só isto já bastaria para indicar que Obama representa uma mudança.
Ainda há as consideráveis diferenças de posicionamento entre o partido republicano e democrata nos EUA. O que pode ser associado a um sonhado fim da "dinastia Bush".
Claro que Obama não vai transformar os norte-americanos em mocinhos. "Ele só vai mudar a maneira dos vilões agirem".

 

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