11 outubro 2008

Bolívia:


Circula na internet um periódico mensal chamado ALBA, que busca ser mais uma fonte contra-hegemônica no sentido de divulgar ações ocorridas na América Latina, o qual, na medida do possível, eu colaboro. Em sua 13ª edição traz várias manifestações em apoio ao presidente boliviano Evo Morales. Seguem abaixo algumas delas:


"Cuba, o primeiro país visitado por Morales quando ele foi declarado presidente, tem expressado seu apoio com médicos e equipamentos no atendimento gratuito a bolivianos e viabilizado a vinda de estudantes dessa nação irmã para freqüentarem os cursos de Medicina em nossas escolas. O sucesso da alfabetização, mediante o método pedagógico cubano “Eu, sim posso” (Yo, sí puedo), está ajudando a erradicar o analfabetismo em curto prazo e a declarar, em breve, a Bolívia como mais um Território Livre de Analfabetismo nas Américas. Os nossos professores internacionalistas visitam os cantos mais afastados da geografia de seu país a fim de que todas as pessoas analfabetas atinjam a almejada meta educacional. Muitos povoados indígenas já podem ler e escrever em suas línguas nativas e em espanhol. Em Cuba, depois de 50 anos construindo a nossa revolução, a idéia de que o homem seja realmente irmão do homem, tem sido levada à sua prática conseqüente. Portanto, não poderíamos deixar de prestar nosso apoio solidário a EVO MORALES e às forças que ele representa, com a ajuda solidária, do que temos de melhor."
ISABEL SUAREZ – Universidade de La Habana – CUBA


"A Bolívia esteve perto de uma guerra civil em setembro, mas os dois lados recuaram na enésima hora, aceitando a gestão de paz de outros presidentes sul-americanos. Havia, claramente, um esquema golpista em andamento. Evo Morales deveria ter aproveitado a oportunidade para esmagar os inimigos do povo? Isto só cabe a ele mesmo julgar.

Para os revolucionários, o sangue dos trabalhadores é sagrado. O confronto armado nunca é a primeira escolha, mas sim a última. E o momento deve ser aquele que eles escolhem, não o melhor para o inimigo.

Luiz Carlos Prestes, em 1964, dava declarações arrogantes de que o PCB já estava no poder, confiante no apoio de alguns oficiais de alta patente e de muitos cabos e sargentos. No entanto, os tenentes, capitães e majores, que realmente comandam as tropas, pendiam para o inimigo. João Goulart foi facilmente derrubado e a quartelada vitoriosa serviu como exemplo para muitas outras em nosso continente.

Ao dar um passo atrás, Evo Morales se capacitou para dar dois adiante, como recomendava Lênin. Evitou o combate no momento e no palco escolhido pelos fascistas. E ganhou um lapso de tempo precioso para preparar- se melhor -- seja para manter as conquistas populares sem a necessidade da guerra, seja para fazer a guerra com melhores chances de vitória.

Devemos apoiá-lo firmemente, em qualquer dessas circunstâncias. E sempre tendo em mente que a parada é alta, pois o que acontecer na Bolívia poderá apontar o caminho para outros países, no bom ou no mau sentido. Não temos o direito de errar."
CELSO LUNGARETTI, São Paulo/SP


"A luta emancipatória na Bolívia tem um ingrediente inédito: a população indígena. As civilizações indígenas do altiplano andino praticavam o comunismo (comunalismo primitivo, se quisermos ser teoricamente exatos) há milhares de anos, uma trajetória que só foi interrompida com o "descobrimento" e a divisão do mundo entre as coroas espanholas e portuguesas. A partir daí os assassinatos não cessaram e mesmo após a maioria dos países abandonarem o modo de produção escravista, o massacre dos povos indígenas não só continuou como também aumentou em todos os países. Essa questão é fundamental para entendermos a importância da Bolívia no contexto das transformações pelo socialismo e toda a mobilização liderada pelo presidente Evo Morales, que também é um indígena. Por isso, a retomada desse protagonismo da Bolívia é extraordinária não apenas pela sua orientação socialista, mas também pela retomada de antigos valores civilizacionais."
JOSAFÁ BATISTA - Jornalista de Rio Branco – Acre - BRASIL


"Como diria o presidente equatoriano Rafael Correa, a América Latina vive uma mudança de época e não uma simples época de mudança. O modelo neoliberal está em crise e a necessidade de um Estado mais participativo é premente, haja visto os últimos acontecimentos na economia estadunidense. A elite fascista boliviana, com o apoio dos Estados Unidos, tenta impedir que um governo eleito democraticamente pela maioria de seu povo tome as medidas urgentes de melhoria nas condições de vida de sua população. Evo é resultado de uma série de protestos populares (“guerra da água” e “guerra do gás”) contra a fracassada política neoliberal implantada na Bolívia, que culminou com as quedas dos governos de Sanches de Lozada em 2003 e Carlos Messa em 2005. Devemos estar atentos à crise boliviana, e denunciar qualquer composição de Morales com os golpistas, pois caso contrário, a mesma massa que se mobilizou para elegê-lo, não exitará em lhe tirar do governo, o que seria uma derrota para a “mudança de época” em nosso continente."
CÁSSIO AUGUSTO - Nova Londrina – PR - BRASIL


A quem se interessar e quiser receber ou colaborar com o periódico, basta entrar em contato na comunidade do periódico no Orkut e falar com o Robson Lemos.

1 Comentários:

Às 12/10/08 5:11 PM , Blogger DANIEL PEARL disse...

CÁSSIO, gostaria do seu apoio na divulgação do novo vídeo: “KASSAB, O PIOR”. Imperdível. Liberado para publicação no seu blog. O endereço no Yuo Tube:
http://www.youtube.com/watch?v=7q10XoKM15w
Um abraço, Daniel – editor do Desabafo Brasil:
http://desabafopais.blogspot.com/

 

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