17 setembro 2008

Crise da Bolívia:


Estamos acompanhando nos noticiários (particularmente não acompanho pelos grandes veículos de comunicação) a chamada “crise da Bolívia”, onde a elite fascista boliviana não admite que um governo popular eleito democraticamente distribua renda e tenta agora desestabilizar Evo Morales para assim, com o sempre interesseiro apoio internacional, voltar a comandar a Bolívia, e claro, lucrar com suas reservas naturais.

Mas é importante ressaltar que a “crise da Bolívia” não é algo que ocorre apenas naquele país. É sim reflexo de um fenômeno que vem ocorrendo a alguns anos na América Latina, a ascensão de “governos de esquerda”, cujas políticas públicas “nacionalistas” não agradam as elites locais, sempre submissas ao capital e aos interesses estrangeiros.

A tentativa de Golpe contra Chávez foi a primeira; o preconceito e o “golpe branco” contra Lula a segunda; os boicotes a Kristina idem, as bombas lançadas em sólo equatoriano, os ataques da mídia brasileira à Lugo antes mesmo de sua posse, o eterno embargo à Fidel, etc, e agora Evo. Até onde vai a sanha da elite latino-americana que sonha em ser européia ou estadunidense contra governos progressistas que procuram distribuir renda? Até quando vão insistir em fechar os olhos para o fato de que a distribuição de renda é apenas um reformismo do capitalismo, pois não muda o modo de produção e acaba gerando mais consumidores, logo, mais lucros para os capitalistas?

Mas não, o que essa elite burra quer mesmo é poder. Se acham tão superiores que não admitem perder uma eleição. A democracia só serve se os seus candidatos forem eleitos. Ainda bem que as classes subalternas têm começado a perceber que são a maioria. A “crise da Bolívia” é mais uma tentativa da direita impedir o avanço da esquerda e o debate sobre um “socialismo do século XXI”.

Informação alternativa sobre o assunto pode ser encontrado no site do Brasil de Fato.

2 Comentários:

Às 17/9/08 11:13 PM , Blogger Mauro Sérgio disse...

Por essas e outras é que esses governos não podem ter posturas moderadas. Têm que expropriar as grandes empresas e suspender o pagamento de dívidas.

Ainda que não tomem medidas extremas, as oposições burguesas golpistas continuarão a conspirar livremente.

Tanto Chavez quanto Morales foram extremamente vacilantes na hora de punir os golpistas. Hugo Chavez chegou ao ponto de cooptar alguns dos empresários que tentaram derrubá-lo.

Sobre a ocupação da UERJ, é só visitar o blog da ocupação, mantido pela galera do DCE:

http://www.uerjocupada.blogspot.com

 
Às 18/9/08 4:01 AM , Anonymous Arthurius Maximus disse...

Cassio, sinceramente não vejo assim.

A crise na Bolívia deve-se apenas e simplesmente a inabilidade de Evo em criar um governo "para todos". Muito longe de ser o visionário defensor dos pobres, Evo lançou as bases desses problemas que enfrenta hoje, tijolo a tijolo. Ao incentivar a disputa entre ricos e pobres e em falhar em convencer as elites bolivianas a compartilhar (pelo menos um pouco) de seus ganhos com o povo. Um presidente (seja de esquerda ou de direita) não deve governar para os ricos ou para os pobres; deve governar para todos.

E nisso Evo falhou niseravelmente ao se deixar "emprenhar" pelo discurso belicista e confrontador de Chávez.

Ao invés de fazer as mudanças dentro da lei; burlou a constituição boliviana e tentou promover um "culto a pessoa". Além de incentivar a cisão entre pobres e ricos.

Era de se esperar (e eu falei muito nisso) que cedo ou tarde algo de ruim acontecesse. É chegada a hora de todos entenderem que só quem tem a perder com a política que foi adotada até agora por Evo, é a Bolívia.

O país hoje está divido e estagnado economicamente. As refinarias e reservas de gás estatizadas perderam eficiência e diminuíram sua produção.

Longe de ver a "influência do grande mau"; vejo apenas incompetência e erros sucessivos.

Um abraço.

 

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