12 abril 2008

Quem tem medo do PROUNI? – parte 02 - FIM


Continuando o debate, os contrários ao PROUNI o acusam de ser simplesmente uma medida paliativa e reformista. Concordo plenamente. No entanto, façamos uma comparação simples.

Ao se “comprar” vagas nas universidade privadas, o Estado foge do problema, ou seja, ameniza a falta de investimento nas Universidades Públicas, seu sucateamento e etc. Não se revoluciona o sistema educacional superior, apenas se ameniza o problema.

Pois bem, as mesmas pessoas que são contrárias ao PROUNI, são favoráveis à Reforma Agrária. Ora, a Reforma também não revoluciona, mas apenas reforma. Cadê a coerência? Afinal, a propriedade quando é desapropriada para fins de Reforma Agrária é comprada pelo Estado, ou seja, o latifundiário está lucrando o mesmo que o “empresário do ensino”. Seria então a Reforma Agrária apenas uma medida paliativa e reformista?

Particularmente penso que não. A Reforma Agrária é uma medida importante para garantir o acesso da população carente e expropriada à terra, permitindo uma melhor forma de sobrevivência para a família e etc, assim como o PROUNI pode garantir que jovens carentes estudem e tenham uma melhor condição de vida. Claro que sou a favor da simples inversão da propriedade privada dos meios de produção e ensino, no entanto, enquanto não construímos um “bloco histórico hegemônico” a favor de tais posições, temos que defender as conquistas feitas na "guerra de posição", aliás, a Reforma Agrária e PROUNI podem ser bons aliados na construção da “Contra-Hegemonia”.

2 Comentários:

Às 13/4/08 8:25 AM , Blogger JOAMOT30 disse...

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Às 14/4/08 8:41 PM , Anonymous vanderlei amboni disse...

Análise coerente. Não pode jogar com tudo ou nada. Vivemos em sociedade. E a revolução nem chegou perto do Brasil. Revolução social, essa sim põe fim às reformas. Mas enquanto isso, ficam o palanque para os ataques e defesas.

 

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