17 março 2008

O que é a Globalização?


O mundo vive a era da globalização. Propagandeiam nossos veículos de comunicação, de forma subliminar, que não existe mais essa coisa de potência imperialista e que o comércio mundial está globalizado e todos podem, devem e vão receber os louros deste progresso e etc... pois bem, será isso verdade? Vamos problematizar um pouco o assunto.

Primeiro, os simpatizantes da “ordem global”, a defendem como o último degrau da evolução histórica. Segundo, que estava evolução é um “processo natural” e irreverssível. Terceiro, que agora existem liberdade e igualdade para todas as nações comercializarem seus produtos. Quarto, o comércio extiguiria a corrida bélica e as guerras. Quem defende isso deve ter muito óleo de peróba estocado em cara para poder passar na cara todos os dias.

Respondendo: Primeiro, a “globalização” não passa de mais um degrau na ordem imperialista. Segundo, sua evolução não é nada natural, mas sim, fruto de um processo bem organizado e que atua na defesa dos interesses de alguns poucos grupos. Terceiro, pode até existir um sistema financeiro internacional, no entanto, diversas barreiras alfandegárias e subsídios agrícolas, impedem que os países periféricos atinjam determinados comércios. Quarto, Iraque e Afeganistão desmentem o utopia do fim das guerras. Nas palavras de Atilio A. Boron: “longe de diluir o imperialismo numa espécie de império benévolo, inócuo e inofensivo, a globalização causou, pelo contrário, uma radicalização dos traçoes tradicionais do imperialismo, reforçando extraordinariamente sua natureza genocida e predatória”.

Tios Marx e Engels, já açertaram no famosos Manifesto, que o capitalismo se revoluciona incessantemente. Pois bem, ao invés do Império estadunidense usar os seus marines e helicópteros, hoje eles possuem algumas ferramentas mais eficazes, como por exemplo o FMI, Banco Mundial e a OMC, bem como democracias dóceis de políticos corruptos, meios de comunicação e propaganda “pelegos” e uma sociedade civil desorganizada e desestimuladas.

Assim, não devemos nos deixar enganar por um discurso hegemônico, pois a globalização continua sendo imperialista, apesar de algumas transformações que não mudam a sua essência de ser, isto é, um meio eficaz de dominação e exploração dos países periféricos e das classes subalternas.

Obs: Texto inspirado no artigo “Hegemonia e Imperialismo no Sistema Internacional” de Atílio A. Boron.

6 Comentários:

Às 17/3/08 10:00 PM , Blogger Sr. Burguês disse...

Quais autores pró-globalização vc já leu em contraposição a autores anti-globalização?

 
Às 23/3/08 12:20 AM , Blogger Larissa disse...

Cássio,

Muito legal seu blog, estava no google e me chamou atenção!! parabéns!!
vc sempre morou no Paraná ou era de Cruzeiro?

Mais uma vez parabéns!!
Bjos

 
Às 23/3/08 11:01 PM , Blogger Dorian disse...

Cássio,

Não existe "evolução histórica", "processo bem organizado" e "discurso hegemônico" nas ações desenvolvidas pelos agentes do capitalismo, isso são crenças e métodos típicos do comunismo baseadas nas idéias do já citado Marx e do "outro tio" não citado no post: Gramsci.

Além do mais, a utilização de políticos corruptos e meios de comunicação e propaganda servis é um dos métodos utilizados por muitos países e governos ditos socialistas. E não precisa ir longe. Aqui no Brasil, Lula (oriundo da esquerda)se associou a nomes questionáveis da política nacional e as estrelas do PT foram afundando uma a uma em sucessivos escândalos éticos. Some-se a isso a cooptação de "jornalistas" para servirem ao governo, como Franklin Martins e Tereza Cruvinel!!!

A "coruja de minerva" não está conseguindo enxergar um palmo à sua frente...

 
Às 24/3/08 3:40 PM , Anonymous João Aquino Batista disse...

Guerrilha Intelectual Brasileira – A GIB

Camaradas,

Não é mais concebível que cruzemos os braços, enquanto esse desbragado modelo econômico, que faz da miséria sua moeda mais preciosa, marcha célere para o pensamento único, exatamente a acusação que era feita contra o comunismo.
Não!! Chega!! É hora de tirar os ideais e as idéias progressistas do fundo das gavetas e levá-los para onde eles são mais úteis: as ruas, os bares, as salas de bate-papo, as páginas da rede mundial de computadores. Todos os espaços democráticos imagináveis.
É retrógrado pensar-se em luta armada, quando o adversário conta com todas as vantagens possíveis, acumuladas pela pilhagem, pelo neocolonialismo, pelo apoio da indústria armamentista, pela corrupção e pela pura e simples invasão de nações.
A luta agora é outra e precisa de novas armas, portanto, convido as cidadãs e cidadãos para a Guerrilha Intelectual Brasileira, que nasce agora e precisa de todos os que comungam da ética humana, que está acima das “éticas” artificiais, que apenas justificam a exploração e as mazelas sociais. Na GIB usaremos a mais poderosa munição: a palavra. Mas, não a poderemos usar para discussões estéreis e frívolas. Precisamos, sim, reunir as pessoas no combate aos falsos moralistas, hipócritas e mentirosos, que usam a desinformação do povo para continuar a oprimí-lo, a roubá-lo; seja através de tendências religiosas absurdas, seja pelo predomínio na divulgação da versão dos fatos que mais interessa aos dominadores.
Faremos encontros programados para debates, entraremos na rede para desmascarar adversários, mandaremos milhares de mensagens eletrônicas para destruir conceitos tendenciosos, entraremos nas páginas de políticos, jornalistas, escritores, entidades, enfim, onde se travar qualquer embate de pensamentos; para apresentar os nossos pontos de vista. Tomaremos de assalto os grandes eventos dêem visibilidade aos nossos objetivos; sempre com o apoio de intelectuais ou cientistas que possam nos munir de bons argumentos.
A Guerrilha Intelectual Brasileira está se organizando e é quase óbvio que não há uma coordenação e o assento das linhas básicas de sua organização estatutária, se é que ela terá estatutos.
Essa será uma construção coletiva, como a nova sociedade que almejamos. Não terá, necessariamente, um rótulo ou uma certidão de nascimento, nem será baseada em sistemas fracassados.
As lutas e as necessidades postas, certamente, trarão em si as melhores soluções, para que este trabalho empolgue, mobilize, provoque, espalhe, seja reconhecido e respeitado.
Então, vamos ao que interessa e comecemos, como guerrilheiros responsáveis, a agir, pois a ação nos unirá.


João Aquino Batista
Comando Provisório

 
Às 25/3/08 3:45 AM , Blogger Sr. Burguês disse...

Ainda estou aguardando a resposta: Quais autores pró-globalização vc já leu em contraposição a autores anti-globalização?

João Aquino:
Hahahaha, muito boa! Ri muito com seu comentário!Comuna é phoda, só pensa e, guerra, luta, destruição, combate. Nada de dialogo, entendimento, respeito, amor. Bom, todo caso, vc e mais QUEM vã fazer isso? rsrsrs

 
Às 25/3/08 9:18 PM , Blogger Dorian disse...

Interessante o comentário do "companheiro" João Aquino.

Os locais escolhidos para atuação de sua "entidade" como OS BARES E AS SALAS DE BATE-PAPO, realmente são os lugares perfeitos para recrutar gente que ainda acredite em tanta bobagem!!!

 

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