29 dezembro 2007

A Fafipa é uma vergonha!


Quando a gente pensa que com o final do ano se aproximando as coisas vão ficando mais calmas, as pessoas mas tranqüilas, todo mundo curtindo as férias, os familiares, os amigos, eis que a FAFIPA apronta mais uma e chega literalmente ao fundo do poço.

A FAFIPA é uma Faculdade estadual localizado na cidade de Paranavaí, estado do Paraná, mas mais parece um “colégião”, sabe aqueles “grupão” como se dizia antigamente? Então, é assim a nossa instituição de ensino superior, como salas mal arejadas, banheiros ruins, sem incentivo à pesquisa e etc, onde até alunos andam de moto nos corredores, não tem anfiteatro, e o projeto que conseguiu liberação de recursos é para a construção de uma nova sede administrativa, ao invés de laboratórios e dinheiro para pesquisa. E viva as salas climatizadas e acarpetadas!

Neste ano tivemos alguns acontecimentos tristes. Mesmo com falta de professores e com professores aprovados em concurso público esperando uma vaga, é feito um teste seletivo. Teve falta de água e aulas adiadas, teve assalto e tiro na mecanografia em pleno horário de intervalo, pichação, teve uma semana de paralisação porque as instalações foram utilizadas como alojamento para jogos estudantis, etc, etc, etc...

Mas ontem foi o fim. Pela manhã a Faculdade divulgou a lista dos aprovados no vestibular do fim de ano, um conhecido meu aqui de Nova Londrina foi aprovado, fizeram o trote, andou na cidade, armamos o churrasco pra comemorar, e eis que a tarde a faculdade solta outra lista de aprovados, diferente!

E como é que ficam os vestibulandos que não estavam na nova lista? Penso que eles têm de exigir uma vaga, afinal, foi publicado um edital oficial com o nome deles como aprovados, caso contrário, a justiça fará com que a Fafipa pague uma gorda indenização por danos morais a cada um. Será que têm dinheiro?

A desculpa oficial são várias. A principal é que o computador errou, sempre ele, e na correção de parte de uma prova teria usado o gabarito do vestibular de inverno. Agora no site da Faculdade consta que a divulgação do resultado foi adiada. Estão com medo.

Ontem a noite, na Fafipa uma série de alunos prejudicados com este erro grotesco estava presente reivindicando seus direitos. Deu polícia, deu jornal, deu TV, empurra-empurra, gente chorando e etc... afinal, brincaram com o sonho de diversos jovens e familiares, isso não se faz. Como diria o chato do Boris Casoy : “Isso é uma vergonha”, mas em se tratando de Fafipa, nós acadêmicos já estamos acostumados.

21 dezembro 2007

Jingle Bells!


Na sua casa tem ceia
Na casa dele não tem
Na sua casa tem tem compaixão
Na casa dele tem compreensão

Infeliz Natal

Na sua casa tem alegria
Na casa dele não tem
Na sua casa bons amigos
Na casa deles apenas solidão

Infeliz Natal

Jingle Bells! Jingle Bells!
Acabou o papel
Não faz mal, não faz mal
Limpa com jornal

Infeliz Natal

Letra de música do tempo que o “Raimundos” ainda era uma banda boa. É tempo de Natal, famílias felizes, preparativos para a ceia, para o almoço, troca de presentes e etc... legal isso, mas você que se diz Cristão tem feito o que Jesus ensinou realmente? Que tal ser Cristão na prática por um dia ao menos, ao invés de todo domingo ficar lá na missa erguendo os braços? No mínimo no Natal você poderia olhar para o seu irmão e dar de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, um brinquedinho pra uma criança carente e etc... Sei que isso não muda o mundo, e os clubes de serviço e ONGs espalhadas por aí já fazem isso, mas, como disse, é o mínimo que uma família de Cristãos deve fazer. “A fé sem obras é vã”.

13 dezembro 2007

O primeiro fanfarrão:


Ao ver os discursos da nossa direita, de seus representantes no congresso, da decadente revista Veja e seus pupilos Reinaldo Azevedo e Diogo Mainard entre outros tantos, ficamos nos perguntando de onde saiu tanta besteira, ou seja, será que é tudo fruto da cabecinha pequeno-burguesa dessa elite ou eles possuem um pai? Pois é, possuem sim, e se chama Thomas Malthus.

Nosso primeiro fanfarrão viveu de 1766 a 1834, período conhecido como Revolução Industrial. Quando uma revolução acontece é preciso uma filosofia para legitimar a nova ordem que se impõe, então, Malthus e suas idéias prestaram-se a este serviço.

Em 1798 ele lança o livro “Ensaio sobre o princípio da população” em que dizia que a produção de alimentos cresce em nível aritmético, já a população cresce a índices geométricos, ou seja, a quantidades de bocas para alimentar cresce mais rápido que a quantidade de alimentos produzidos. Até aqui tudo bem, podemos concordar com ele.

Mas nosso fanfarrão usa isso para dizer que a miséria é inevitável, a fome é inevitável, e mais, que ser pobre é culpa dos pobres que ficam por aí fazendo filhos. Felizmente para ele existiam as guerras, as epidemias, os desastres naturais e a própria fome para fazer controle de população. (a guerra do tráfico também é controle de população, a falta de saneamento básico, os “PPP” presos e etc...)

Calma gente, ainda tem mais coisas: Para Malthus, sabe o que o Estado deve fazer para diminuir isso? Absolutamente nada! Isso mesmo, essa coisa de hospital de graça, escola de graça, aposentadoria para velhinhos e afins serve apenas para a população aumentar ainda mais (leia-se, população de pobres!), logo, os defensores destas idéias seriam os malfeitores da humanidade.

A distribuição de renda (tipo um bolsa família) era inadmissível, e cobrar impostos dos ricos para distribuir renda então... (tipo uma CPMF sabe?) afinal, segundo Malthus, os únicos responsáveis pelo desenvolvimento da economia eram os ricos (e os braços eram de quem?), das artes e das ciências idem. Isso estaria impedindo o progresso da humanidade, o desenvolvimento da indústria e do comércio, ou seja, estava-se impedindo o bolo de crescer e com isso do pobre deixar de ser pobre! Falácia!

Assim, a ajuda do Estado aos pobres serve apenas para estimular a preguiça, fazendo com que o pobre não trabalhe, pois é apenas na necessidade que o miserável vende a única coisa que lhe restou, sua força de trabalho, e pelo preço que o patrão quiser papar, pois se ele não quiser, existe um imenso exército de reserva...

Vou ficando por aqui, para os heróicos que leram o texto seria pertinente um comentário, mas quero deixar ainda a mensagem principal: Tudo o que vemos e ouvimos hoje da nossa direita é apenas repetição de um discurso que visa legitimar o sistema exploratório e que vem desde a Revolução Industrial... e ainda acusam os “vermelhinhos” de ficar repetindo clichês do século passado. Vai ler cambada de reaça!

09 dezembro 2007

Imperialismo Ianque existe?


Mas é claro que existe! Aqueles que ainda o tentam negar ou são cegos ou são muito desonestos, basta lembrarmos da participação dos estadunidenses nas diversas ditaduras liberais da América, das bases militares nos quatro cantos do mundo, e na recente empreitada mundial pela garantia da democracia contra o “eixo do mal”, mascarando o verdadeiro interesse pelo controle da hegemonia mundial e garantia dos interesses de seus conglomerados econômicos.

No final do século XIX os Estados Unidos iniciam a sua expansão pelo mundo, e como a América do Sul era controlada pelos ingleses, seus primeiros rivais mundiais, a América Central foi escolhida para receber capitais e influências estadunidenses, nascia aqui o grande quintal ianque.

Grandes empresas passaram a comprar terras na América Central, compunham com a elite e exploravam a mão de obra pobre e predominantemente indígena. Os lucros exorbitantes eram remetidos aos EUA. Simples não? Qualquer semelhança com as multinacionais de hoje não é mera coincidência...

Mas existiam protestos, a massa de explorados também se organiza, cria suas formas de resistência, faz greves, quebra as máquinas, reivindica melhores salários, existem os “vermelhinhos” que pregam justiça social e etc... Quando a coisa apertava vinha a política do “Big Stick”.

“Big Stick”, ou o “grande porrete”. Os EUA enviavam à América Central seus fuzileiros navais para “garantir a ordem”. Por exemplo, quando um governo resolvesse taxar tais empresas, logo vinham os Marines e mudavam o governo. Fácil né? Qualquer semelhança com João Goulart e Salvador Allende e muitos outros não é mera coincidência.

Temos ainda a “doutrina Monroe”. Em 1823, o presidente estadunidense James Monroe falou a famosa frase: “A América para os americanos”. Poético isso não é mesmo? Nem tanto. No fundo quer dizer que o continente América é dos americanos dos Estados Unidos da América. A partir deste dia os povos da América não mais são chamados de americanos, que virou termo para designar apenas aqueles nascidos nos EUA. Somos qualquer coisa, mas americanos são apenas eles, os estadunidenses.

Entendeu? Ao contrário do que os “neo-liberais” pregam, não vivemos um eterno presente desprovido de significados. Tudo o que acontece na nossa vida é fruto de um processo histórico, ou seja, “as coisas não são assim porque assim é que devem ser”, as coisas são assim porque alguém um dia as fez serem assim, logo, nós podemos mudar as coisas e fazer um mundo melhor e etc...

05 dezembro 2007

França e Sarkozy


Claro que nas eleições francesas torci pela vitória da socialista Ségolène Royal, mas a maioria da população escolheu o conservador Nicolas Sarkozy, então, como cada povo é soberano, respeitemos a opção dos franceses.

Agora a França para com protestos dos trabalhadores contra as políticas reformistas de Sarkozy, que quer tirar direitos dos trabalhadores. Também os estudantes estão protestando contra medidas que podem levar à privatização do ensino superior.

Engraçado é como o Jornal Nacional tratou a questão. O protesto dos trabalhadores é mostrado como sendo ruim, pois segundo a correspondente global, as medidas são necessárias para tirar a França do atoleiro econômico que se encontra. É esperar para ver.

E tem mais, o presidente Sarkozy precisa lidar com a massa de imigrantes africanos que vivem nas periferias. Vamos ver se as políticas liberais dão jeito nos problemas sociais.

03 dezembro 2007

Democracia na Venezuela sim. E no Brasil também!


Nossa oposição DEMOcrática e tucana vem bradando aos quatro ventos o discurso em defesa da democracia na Venezuela. Até aqui tudo bem, caso este discurso não fosse excessivamente vazio e oportunista. Querem uma Venezuela democrática? Eu também quero. Mas que tal discutirmos um Brasil democrático?

_ Que tal democratizarmos a mídia?
_ Que tal democratizarmos o acesso à terra?
_ Que tal democratizarmos o acesso aos demais meios de produção?
_ Que tal democratizarmos a saúde?
­_ Que tal democratizarmos a educação?
_ Que tal democratizarmos o acesso à universidade pública?
­_ Que tal democratizarmos os meios de transporte?
­_ Que tal democratizarmos o acesso aos cargos eletivos?
_ Que tal democratizarmos o acesso ao caríssimo judiciário?
­_ Que tal democratizarmos o acesso aos cargos do judiciário?
­_ Que tal democratizarmos a população carcerária?
_ Que tal democratizarmos a rede de esgoto?
­_ Que tal democratizarmos o acesso à água encanada?
­_ Que tal democratizarmos o acesso à alimentação diária e balanceada?
_ Que tal democratizarmos o acesso ao trabalho?
_ Que tal democratizarmos o acesso aos livros, filmes e músicas?

E ainda tem gente preocupada com a Venezuela. Mas o que eles chamam de democracia é o seu direito sagrado de votar (nos candidatos deles) e a liberdade de expressão (da mídia deles). Mais que isso já é coisa de “comunista assassino, comedor de criancinha” e etc... O que eles entendem por democracia na Venezuela é o poder que a classe dominante sempre teve de mandar no país e utilizar os lucros do Petróleo em proveito próprio. Agora que Chávez está dando algumas migalhas e ouvidos aos pobres, isso é coisa de “ditador”. “Tirem as mãos da Venezuela” e deixe que o seu povo decida.



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