19 setembro 2007

Um pouco de História:


Estou participando de um Ciclo de Cinema e História do Tempo presente na UEM. Todo sábado assistimos a um filme/documentário e depois temos um interessante e instigante debate sobre o contexto do mesmo. Hoje quero dividir com os leitores algumas coisas que fiquei sabendo sobre Eugenia e Anti-Semitismo, pela Prof. Amélia Noma e Durval Júnior.

A Eugenia nasceu com o inglês Francis Galton, e consiste basicamente em aperfeiçoar a raça humana através de processos de seleção, isto é, apenas os mais fortes e inteligentes deveriam ter o direito à procriação, afinal, tais qualidades seriam hereditárias. Existiram na história duas formas de Eugenia: Positiva, que seria a melhoria da raça humana com o cruzamento de “seres superiores”, a procriação; Negativa, evitar que os “seres inferiores” se reproduzam.

O primeiro país a adotar a Eugenia, por mais que vocês não acreditem, foram os Estados Unidos da América. Lá, o sucesso foi imediato no início do século XX. Em 1907, a primeira lei de esterilização compulsória é aprovada, ou seja, aqueles que eram considerados “inferiores” deveriam e foram esterilizados. Milhares de imigrantes e de negros foram as principais vítimas. O principal nome da eugenia estadunidense foi Charles Davenport.

Devemos ter em mente também, que a pobreza, o desenvolvimento mental incompleto, a propensão para o cometimento de crimes e etc, eram naquela época vistos como determinados pela carga genética das pessoas. Aliás, acho que muita coisa não mudara!

Até mesmo na civilizada Suécia a Eugenia foi muito utilizada para garantir a sobrevivência e a superioridade da raça sueca. Em 1944, cerca de 8 mil pessoas foram esterilizadas. A lei foi revogada somente 30 anos depois.

A URSS também utilizou-se deste absurdo. Lá, o foco dirigiu-se para a seleção de pessoas com intelecto mais avançado. Alguns cientistas deram inicio aos processos de seleção, posteriormente suspensos por volta de meados da década de 20.

Mas é claro que o caso mais emblemático é o Nazismo Alemão. Nas terras de Hittler, é o corpo que chama a atenção. 400 mil alemães são esterilizados e mais 100 mil mortos, sendo talvez o princípio do Anti-semitismo contra os Judeus e outros povos “inferiores” (não podemos esquecer também a questão econômica alemã para justificar o Holocausto).

Interessante notar, é que os eugenistas alemães foram muito influenciados pelos estadunidenses, inclusive, diversas empresas dos EUA financiaram as pesquisas na Alemanha na década de 1920, como por exemplo a Fundação Rockeffeler. Livros de estadunidenses como “O fim da grande raça” de Madison Grant, que declarava que a raça branca e nórdica estava destina a dominar o mundo e o “Judeu Internacional” de Henri Ford (ele mesmo!) onde aparece sem disfarces a sua face anti-semita. Hittler aliás, tinha um quadro de Ford em sua sala quando ainda Chanceler do Governo e concedeu a Ford a homenagem da “Grande Cruz da Ordem Suprema da Águia Alemã”.

Os avanços Nazistas no seguimento eugenista deixaram uma ponta de inveja nos estadunidenses. Joseph DeJarnette, superintendente do Western State Hospital da Virgínia, tenha reclamado em 1924 que “os alemães estão nos vencendo em nosso próprio jogo”.

Por outras razões que não o anti-semitismo alemão, os estadunidenses entraram na Segunda Grande Guerra. O resto da história todo mundo conhece! Se você chegou até ao final deste texto, meus parabéns! Agora pode deixar um comentário.

Fonte: “As curvas eugênicas da história: o encontro da eugenia com o nazismo em Homo Sapiens 1990” por Durval Wanderbroock Júnior.

4 Comentários:

Às 20/9/07 2:09 AM , Blogger Sr. Burguês disse...

Só uma correção:
Os avanços Nazistas no seguimento eugenista deixaram uma ponta de inveja nos estadunidenses. Joseph DeJarnette, superintendente do Western State Hospital da Virgínia, tenha reclamado em 1924 que “os alemães estão nos vencendo em nosso próprio jogo”.


Nessa época (1924) o nazismo ainda não existia, ou melhor dizendo, ainda estava sendo gestado, se não me engano foi nessa época em que Hitler ainda estava escrevendo o Mein Kampf. Eles só conquistaram o poder em 1933.
É interessante notar que não só entre os europeus havia essa noção de raça superior: os japoneses também acreditavam eles serem superiores e praticavam a eugenia e experiencias que fariam o Dr. Menguele corar.
Essas ideias malucas parece terem sido populares em todas as nações poderosas do final do sec. XIX até meados do XX, cada uma, é claro, acreditando que seu proprio povo era o superior, apesar de que possui suas raizes em idéias muito mais antigas, como a "sangre limpia" espanhola, entre outras.

 
Às 20/9/07 2:29 AM , Anonymous Anônimo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

 
Às 20/9/07 2:28 PM , Anonymous Águia de Haia disse...

Sorte dos estadunidenses que o Liberalismo prevê a liberdade individual das pessoas.

O grande incentivador de excrecencias do tipo da Eugenia é o Estado totalitário bem aos moldes do que a esquerda adora.

Viva a liberdade!Vivam os liberais!

 
Às 23/9/07 7:14 PM , Blogger Paulo Duarte disse...

Viva a liberdade!!! Abaixo a utopia doentia! Viva os Direitos Humanos! Viva Deus!!!

 

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