31 agosto 2007

Homenagem ao "Blog Day"

Instalei o Google Analytics neste Blog no dia 09 de junho deste ano, e gostaria de compartilhar com os leitores algumas descobertas interessantes sobre vocês.

Desde então foram registradas um total de 2.920 vistas, o que dá uma média de 35 por dia, se contarmos apenas o último mês, está média sobe para 46 visitas diárias. O dia que tive mais acessos ao Blog foi em 17 de agosto, com o post sobre os preconceitos da Direita brasileira. Este número de visitas foi influenciado pela “propaganda” feita pelo leitor “Sr. Burguês” na comunidade “Comunistas Caricatos” do Orkut.

Deste total de visitas, 30% voltaram ao menos uma vez ao Blog, o que é um número significativo, pois com o Analytics descobri que muitos acessos são feitos via pesquisas por palavras-chave do google, aliás, o Analytics mostra quais as palavras digitas e posso colocar aqui algumas buscas um tanto cômicas como: “camas infantis com cabeceira animada” e “ensinaremos tudo o que 17 sabemos e faremos, deles, homens”. Enfim, sabe-se lá o que estas pessoas queriam encontrar ou mesmo acharam do Blog. Ainda falando em buscas pelo Google, pelo menos 90 acessos foram feitos depois de buscas por palavras-chave do tipo “Blog Cássio”.

Quanto aos outros sítios de referência, foram 685 via Orkut, 133 pelo MoverFafipa, 52 pelo Dorian, 40 pelo Luiz Braga, 29 do Formador de Opinião, 18 do Márcio Pimenta e 4 do Catatau... quem mais quiser saber a referência de seu Blog é só pedir. Mas o mais interessante mesmo é que foram 253 acessos diretos.

Mas o mais interessante mesmo é saber os países de onde são acessados o Blog. 67 acessos viram dos Estados Unidos, 50 de Portugal, 13 do Chile (também, o companheiro Márcio está lá!) e 10 do Japão, dentre muitos países como Moçambique, Israel, Angola e República Dominicana.

Quanto às cidades, infelizmente o Google Analytics não registra acessos de cidades vizinhas e de médio porte, de onde acredito que venham alguns acessos consideráveis, tais como Maringá e Paranavaí, e também a cidade aqui de Nova Londrina não aparece, o que é ruim, pois não consigo saber se o Blog tem repercussão local.

Mas das cidades registras são: 256 visitas de São Paulo, 133 de Curitiba, 123 de Belo Horizonte, 101 de Salvador e 90 do Rio de Janeiro, apenas para ficar nas que mais acessam. No exterior, 35 visitas de Miami e 34 de Lisboa, além de 9 acessos de Santiago no Chile.

Enfim, se você tem um Blog e ainda não instalou o Analytics, não sabe o que está perdendo! Aqueles que quiserem saber mais dados, é só perguntar.

26 agosto 2007

A Vale é nossa!


Diversas entidades representativas das classes populares brasileiras, é claro que não estou falando da Fiesp, Febraban, UDR, e mais alguns do “cansei”, mas sim do MST, Via-campesina, CUT, Conlutas, Pastoral Operárias, estão organizando em todo o pais um plebiscito pela nulidade do leilão da Compania Vale do Rio Doce, a ser realizado entre os dias 1º e 7 de setembro.

A CVRD foi criada em 1942, é a maior empresa mineradora do mundo, atua em 14 estados brasileiros, possui 9 mil Km de estradas de ferro, é proprietária de 10 portos e atua em 5 continentes. Possui jazidas de nióbio, urânio, ouro e manganês, líder em minério de ferro e a segunda maior produtora de manganês e ferroligas. Isso é a Vale!

Tudo isso, foi vendido por pouco mais de R$ 3,2 bilhões, quando possuía patrimônio estimado em mais de R$ 92 bilhões. Você acha isso justo? É o patrimônio nosso, do povo brasileiro, que foi vendido a preço de banana devido à política neo-liberal do governo tucano de FHC. Enquanto ainda era estatal, a Vale sempre foi lucrativa, inclusive, no último ano de 2006, o lucro da Vale foi de R$ 12,2 bilhões. Antes do leilão, mais de 10 mil trabalhadores foram demitidos e tiveram seu “acertos” pagos pela empresa quando ainda era estatal, tudo isso para que o grupo que comprasse a Companhia não tivesse problemas trabalhistas. Tudo isso sem falar nas maracutaias feitas no BNDES e as mais de 100 ações que correm na justiça contra a privatização.

Na semana da pátria, participe do plebiscito, mostre a sua indignação diante de tamanho absurdo. Assista ao documentário produzido. Organize o plebiscito na sua comunidade! A Vale deve continuar nas mãos do capital privado? Vote NÃO!
Obs: Este Blog não será atualizado durante esta semana pois vou estar na Unesp de Marília participando do 5º Seminário Internacional Gramsci.

23 agosto 2007

Casablanca: Representando os medos de uma época.


Início dos anos 40, época do fim da Segunda Grande Guerra, que juntamente com a Primeira, tinha como caráter essencial ser uma “guerra de massa”, que envolveu não apenas os exércitos dos países em batalha, mas principalmente a população civil, que tornou-se alvo estratégico dos bombardeios, além de ter sido convocada para trabalhar pela guerra nas indústrias bélicas e em alguns casos ainda, de colaborar na resistência em uma “Guerra de Guerrilha” nas cidades ocupadas[1].

Logo pode-se imaginar quais os sentimentos que rodeavam a população em guerra. É neste contexto de fim da Guerra que os primeiros filmes noirs são produzidos, representando as nuanças da vida cotidiana e do imaginário popular daquela época, um visível período de medos e incertezas.

É característica fundamental dos filmes noirs, segundo palavras dos professores Alexandre Valim e Amélia Noma:

“o visual sombrio e tons escuros para uma ambientação soturna, o humor frio e sarcástico, o clima de intranqüilidade, o suspense, a ambigüidade, o desencanto e a solidão”[2].

Esta característica trazida às telas do cinema pelo filme noir, foi fundamental para permear o imaginário popular na Guerra Fria: “um mundo repleto de medos, paranóias, corrupção, personagens oportunistas, violentos e amorais, detetives particulares, policiais e marginais de toda espécie”[3].

É sob estas características que podemos encaixar o filme Casablanca, filmado pelos estúdios Warner, em Hollywood, lançado em 1942, vencedor de três Oscar (melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro), sem contar outras cinco indicações, e considerado ainda hoje como um dos melhores filmes da história do cinema.

Durante a Segunda Guerra, a cidade de Casablanca no Marrocos, ainda controlado pelos franceses, era a rota obrigatória para aqueles que estavam fugindo dos nazistas na Europa e sonhavam com a fuga definitiva para a América.

Toda espécie de gente se encontrava em Casablanca. Assassinos, ladrões, heróis, contrabandistas, falsificadores, donzelas, homens de negócios, e até mesmo nazistas, logo se pode ver que para diferenciar quem é quem, não era lá tarefa muito fácil.

O reencontro de Rick e Ilsa, depois de um romance vivido na Paris prestes a ser invadida pelos alemães é o pano de fundo do roteiro. Um reencontro traumático para ambos, afinal, Ilsa é casada com Victor Laszlo, herói da resistência e vai para Casablanca na tentativa de conseguir um visto falso e embarcar para Lisboa e de lá para a América.

O clima tenso, o medo constante, a ambigüidade dos personagens, principalmente Rick, que não podemos definir como mocinho ou bandido, e a corrupção, para citarmos alguns exemplos, estão presentes o tempo todo no filme e, principalmente, em seu surpreendente final.

[1] Para uma maior compreensão do período, ler principalmente o primeiro capítulo do livro “Era dos Extremos, o breve século XX – 1914/1991” de Eric Hobsbawm.
[2] VALIM, Alexandre Busko; NOMA, Amélia Kimiko. Filme Noir. In: SILVA, Francisco Carlos Reixeira da, et ali. Enciclopédia so século XX: Guerra & Revoluções – Eventos, idéias e instituições. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
[3] VALIM, Alexandre Busko; NOMA, Amélia Kimiko. Filme Noir. In: SILVA, Francisco Carlos Reixeira da, et ali. Enciclopédia so século XX: Guerra & Revoluções – Eventos, idéias e instituições. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

18 agosto 2007

A Revolução não será televisionada!


Durante o golpe que tentaram aplicar em Hugo Chávez, uma equipe de TV da Irlanda estava produzindo um documentário sobre o Presidente, no entanto, com o Golpe, os objetivos mudaram e foi produzido um belo documentário sobre a tentativa de Golpe de Estado, com o apoio da elite e da grande mídia (RCTV).

Assisti este documentário na TV Paraná Educativa, e o encontrei no YouTube. Quem tiver um tempo pode dar uma conferida no link. É cômico ver as reuniões de bairro e a manipulação das imagens e das palavras feitas pela RCTV, mas mais cômico ainda é ver uma venezuelana numa passeata contra Chávez, dentro de uma Mercedez Bens gritando: “Chávez, vá para Cuba, Fidel lhe espera, nós não te queremos aqui!” ou algo do gênero.

Obs: Este Blog ficará alguns dias sem atualização pois estarei na Unioste em Marechal Cândido Rondon participando de um Simpósio sobre Estado e Poder e volto apenas na quinta-feira.

17 agosto 2007

Cansou só agora? Nós cansamos já faz tempo!


A Direita sempre golpista criou o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, mas conhecido como “Cansei”, fazem parte desta campanha entidades ultra-conservadoras como a OAB-SP, CREA, CRM, Fiesp e outras, ligados a setores do PSDB e do PFL (atual e sempre DEMo).

Esta elite burguesa do nosso país, aproveitando da comoção nacional pelo DESASTRE/ACIDENTE aérea da TAM e acostumada a ver a violência e a pobreza apenas na periferia, quando a vê bater em sua porta reclama, protesta, faz movimentos, passeatas e convoca até mesmo artistas para dar um ar de autêntico ao protesto.

Tudo não passa de um Movimento oportunista/golpista, com o apoio da grande mídia em mais uma tentativa de promover a “política do medo” já tantas vezes usada, quem não se lembra da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” às vésperas do Golpe Direitista de 1964?

Em contrapartida, outras entidades sociais como a CUT lançam o movimento “cansamos”. Cansamos já faz tempo desta elite golpista; cansamos já faz tempo da mídia oportunista; cansamos já faz tempo do latifúndio; cansamos já faz tempo da falta de educação, cultura e esporte; cansamos já faz tempo de sermos enganados pela mesma corja que governou este país durante 502 anos.

Como diz a CUT:

Cansamos:
_ do trabalho escravo;
_ da sonegação de impostos;
_ do trabalho infantil;
_ da mídia que não aborda os movimentos sociais;
_ das jornadas de trabalho desumanas;
_ da mídia que criminaliza as lutas populares;
_ da justiça que privilegia o poder econômico;
_ da mídia que só dá espaço aos poderosos;
_ do lobby das grandes empresas sobre o poder público;
_ das altas taxas de juros;
_ dos acidentes de trabalho;
_ da superexploração da mão-de-obra;
_ das taxas bancárias;
_ da precarização das condições de trabalho;
_ do superávit primário;
_ dos ataques aos servidores públicos;
_ da falta de direitos trabalhistas para mais da metade da população;

Muitos outros tópicos poderiam ser aqui elencados, mas ficamos com o resumo: “Cansamos do Cansei”!!!

12 agosto 2007

"O Reggae quando bate você nunca sente dor"


Como o assunto do último post foi sobre preconceito, nada como um bom REGGAE para refletir...


Dialetos da Paz (Tonoiado) - Natirutz

Deus do sol venha iluminar
Toda Terra pra que possamos captar
Esse som POSITIVE VIBRATIONSF
Tudo o que há de bom que você imaginar
Oh rainha do mar venha nos banhar com néctar da paz
Que nos traz a alegria de viver, de cantar
E dizer que hoje eu estou

Tonoiado, tonoiado, tonoiado...

De saber que você não beijou
Aquela moça linda, só por causa de sua cor
Isso não é assim pois o mesmo Deus
Que cuida de você também cuida de mim
Além do mais sei que sou capaz de compreender
O porquê que você age assim
É espinho no coração ou então é medo de mim

Tonoiado, tonoiado, tonoiado...

Aliás, nada de falar que REGGAE é música de maconheiro, pois como diz a Tribo de Jah "O Reggae é música de paz, de amor e de união".

09 agosto 2007

Os preconceitos da Direita Brasileira:

À alguns dias atrás, fui mais uma vez obrigado a ouvir uma frase preconceituosa de um direitista que se nega como tal. Um colega, que trabalha em uma Cooperativa de Crédito da cidade, comentou que no outro dia iria trabalhar bastante, porque era dia de pagamento dos aposentados, logo, ou colega que trabalha no mesmo local saiu-me com a frase: “Prepara o nariz, porque os velhinhos fedem!”. Talvez a frase não tenha sido exatamente esta, mas o sentido foi este. A expressão acima foi logo rechaçada/condenada por boa parte dos ouvintes. Prefiro acreditar que tenha sido uma opinião isolada e que não faz parte do treinamento de referida instituição. Como diria Cazuza: “A Burguesia fede e não liga para a dor da vendera de chicletes”.

“O direitista não se reconhece como tal. Embora seja facilmente identificável, ele se considera centrista, alardeado que a virtude está no meio, aproveitando-se de uma tirada aristotélica. Seus atos e convicções, porém, são inocultáveis. Ele tem certeza de que jamais existirá – nem ele aceitaria – a distribuição da riqueza entre os homens, por mais que ela tenha resultado do trabalho de todos. Se tiver de optar entre a construção de um presídio e de uma escola, ele escolherá a primeira proposta, porque acredita piamente que os desvios de conduta são originados do DNA da pessoa e não do meio em que foi obrigado a viver. Ele acha que o povo é burro, que a maioria é incompetente e por isso não “subiu” na vida. Que o povo tem cheiro! Direitos humanos, justiça social, distribuição de renda são balelas, conversa mole dessa raça que se nega a entender que o socialismo está morto, as ideologias estão mortas.” (Editorial da Edição especial (Dez/2005) “A Direita Brasileira” da Revista Caros Amigos)

07 agosto 2007

Livros:


O companheiro Márcio Pimenta, convidado pelo também parceiro Catatau, escreveu sobre cinco leituras “presentes” e “próximas” e ao final de seu post, me convidou para fazer o mesmo.

Minha literatura atual é basicamente voltada para o ramo da história, o que não quer dizer que devam ser lidos apenas por historiadores, muito pelo contrário, todos os livros de História são fundamentais para a formação de um bom cidadão crítico. Outrossim, já comentei neste Blog sobre alguns livros e por isso tentarei não ser repetitivo e apresentar umas leituras variadas.

01- “Raízes do Brasil” – Sérgio Buarque de Hollanda: Ele mesmo, o pai do Chico Buarque. Quer saber um pouco mais sobre o “jeitinho brasileiro”? ou como prefere nosso autor, o “Homem Cordial”. Leitura obrigatória para entendermos o atual estágio da sociedade brasileira, que deve ser acompanhado e contraposto aos outros clássicos da grande tríade: “Formação do Brasil Contemporâneo” de Caio Prado Júnior, e “Casa Grande e Senzala” de Gilberto Freyre.

02- Crime e Castigo – Dostoievski: Sem maiores comentários sobre este que é um dos maiores clássicos da literatura mundial. São quinhentas páginas de um romance que lhe prendem a atenção e o transportam para dentro do texto e da vida de Raskolnikov.

03- O Mundo de Sofia – Jostein Gaarder: Os mais críticos podem dizer que este é um livro para iniciantes/crianças, pois bem, é justamente por isso que o livro é bom. Com um enredo bem amarrado, e um final instigante, o autor nos apresenta os grandes fundamentos básicos do pensamento filosófico desde a Grécia Antiga até os nossos dias, aliás, o mundo é de Sofia Amundsen, Hilde Knag ou Seu/Meu?

04- A Invasão Cultural Norte-Americana – Júlia Falivene Alves: Aos burgueses de plantão que sempre lêem e comentam neste Blog, muita calma nesta hora. O livro é parte da “coleção polêmica”, não pretende ser científico, o que não deixa de trazer cientificidades sobre com os estadunidenses implantam sua visível política da boa vizinhança no continente latino, em especial no Brasil. Vale a pena a leitura.

05- Triste Fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto: Tinha que colocar na lista um clássico da literatura brasileira, poderia escolher algum de Machado, ou mesmo O Cortiço, ou O Seminarista, ou O Ateneu e etc, mas Policarpo Quaresma é instigante ao extremo e merece a nossa referência.

Agora convido os colegas Prof. Vanessa, Prof. Vanderlei, Omar, Thaisa e Júlio Moraes para fazerem o mesmo.

03 agosto 2007

Simpósio Nacional de História 2007:


Como dito no post sobre a minha pesquisa em Gramsci, estive alguns dias na cidade de São Leopoldo/RS, participando do XXIV Simpósio Nacional de História, o maior encontro da categoria no país, com participação de grandes figurantes da pesquisa em História do Brasil e da América.

Fomos em uma turma da Fafipa/Paranavaí/PR e chegamos ao Rio Grande na sexta-feira, depois de uma viagem tranqüila e rápida pelos céus da região Sul. Aproveitamos o restinho do dia para conhecermos um pouco da cidade. No sábado fomos à Porto Alegre, e no domingo as belas, caras e frias Gramado e Canela, cujo ponto máximo foi o parque com uma queda d´agua enorme e seu passeio de teleférico.

Segunda-feira começou mesmo o Simpósio, que foi realizado na UNISINOS, uma universidade particular Jesuíta, de uma infra-estrutura tremenda, tudo muito bem organizado, limpo e enorme, com restaurantes, farmácias, bancos, lojas diversas, lago, bosque, alojamentos, biblioteca enorme e muitos blocos e salas de aula que nos deixou perdido nos primeiros dias. Destaque para a faixa pendurada pelo C.A. de História: “Santo Ignácio de Loyola pregava a caridade, a UNISINOS prega a lucratividade. Viva o ideal Jesuíta”.

Sobre o Simpósio, primeiro foi o problema que deu a minha inscrição, apesar de ter sido feita no prazo, meu nome não constava da lista de Mini-curso, o que me rendeu um pouco de stress e uma conversa com a coordenação. Problema resolvido, o Mini-curso “A Revista como fonte de pesquisa”, ministrado pela Prof. Kátia Aily Franco de Camargo (UFRN) não chegou a superar as expectativas, apesar de ter sido muito bom e ajudado a reforçar algumas idéias e conceitos que eu já conhecia.

As conferências que assisti foram muito boas: “Historia, política e historia política. La formación de las naciones en iberoamérica” pela Prof. Hilda Sabato (UBA-Argentina); “Etnicidade, Identidade Nacional e Luta Armada” do Prof. Jeffrey Lasser (Emory Univ./EUA) talvez a melhor das três, falando sobre a atuação dos níqueis na resistência à Ditadura Militar no Brasil; “A invenção da etnicidade nos Estados-nação americanos do século XIX ao século XXI: uma proposta teórica” do Prof. Federico Navarreti (UNAM/México).

Mas para mim, o ponto alto mesmo foi a participação como ouvinte nos Simpósios Temáticos, dentre as mais de setenta opções, escolhi acompanhar o GT “Marxismo e História”, escolha aliás acerta, afinal, todas as comunicações de trabalhos acadêmicos apresentados utilizaram-se de conceitos gramscianos e pude estabelecer alguns contatos, em especial com o Prof. Gilberto/UNIOSTE que apresentou uma comunicação sobre Mariátegui e a Prof. Carla/UNIOSTE que nos mostrou seu trabalho sobre a Revista Veja e o Governo Lula. Além do mais, a troca de e-mails feita no ST está possibilitando o contato atual com diversos pesquisadores. No último dia, acompanhei a comunicação de meu professor de Ensino Médio, Djaci Pereira Leal no ST de História Medieval.

As festas? Primeiro que a ANPUH serviu para aproximar ainda mais as pessoas da Fafipa que lá estiveram, e também para estabelecer novas amizades com alunos e professores, mas é claro que a gente tomou um vinho, comeu uma pizza, uma boa cervejinha ao som de muita música.

Agora é preparar as malas para o próximo Simpósio Nacional, em Julho de 2009 em Fortaleza/CE, o que será uma benção, afinal, nada de frio! Enquanto isso, a agenda está lotada: em Agosto/2007 tem Simpósio sobre Estado e Poder na UNIOSTE/Marechal e depois o Seminário Internacional Gramsci na UNESP/Marília; em Outubro o Simpósio Internacional de Geografia Agrária na UEL/Londrina. Em 2008 já tem o Simpósio Regional de História em Jacarezinho/PR e muitas outras coisas.

01 agosto 2007

Pega Cubano!


Recentemente, em um post sobre Cuba, alguns comentadores deste Blog provocaram uma reflexão sobre a volta pra casa dos atlétas cubanos no Pan e perguntaram a minha opinião. Pois bem, segue abaixo um texto interessante do amigo Fernando Soares Campos:


"No sábado, 28/07/2007, véspera da festa de encerramento dos Jogos Pan-Americanos do Brasil, na Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, a Rede Globo de Televisão colocou repórteres nos calcanhares da delegação cubana, acompanhando-a até o Aeroporto do Galeão, informando ao público que eles estavam abandonando o evento, voltando a Cuba às pressas por ordem do “ditador” Fidel Castro, que temia uma fuga de atletas cubanos em massa!

Alardearam para os quatro cantos do mundo:

Cubanos voltam às pressas para casa por ordem do governo

O governo cubano mandou que voltassem às pressas os atletas que disputaram o PAN.

Motivo oficial: alguns deles estariam sendo assediados por emissários de clubes da Europa.

Motivo não oficial: haveria o risco de uma deserção em massa.

(Blog do Noblat blablá!)

Motivo oficial e motivo não oficial! Essa foi demais!

Agora tomamos conhecimento de que nada disso é verdade. O administrador da Vila do Pan informou que, desde a chegada da delegação cubana, ficou informado e registrado que os cubanos retornariam ao seu país daquela forma, em grupos e dias determinados, tudo ocorreria conforme a disponibilidade de vôos dos cubanos.

O grupo de cubanos que viajou na véspera da festa de encerramento do Pan saiu de Cuba com aquela programação, tudo estabelecido para acontecer conforme aconteceu.

A Rede Globo, como sempre, deu mais uma rasteira no público: informou que os cubanos estavam fugindo, estavam sendo conduzidos às pressas por ordem de Fidel.

Que vergonha, a Globo, sim, fugiu do Maracanã para não mostrar os 200 cubanos que ficaram, conforme programado, de acordo com sua a organização, para a festa de enceramento. Tentaram humilhar o povo cubano, informando, do aeroporto, ao vivo, que os atletas cubanos estavam sendo levados às pressas. Fugindo, ou tangidos como gado!

Pura armação!

O que diria Galvão Bueno na festa de encerramento do Pan diante dos 200 cubanos que entraram no Maracanã representando seu país?

"Ah, ficaram só uns 200, desculpem, idiotas do sofá!, a gente estava só sacaneando os cubanos!"? Não, Galvão Bueno não diria isso, mas a direção da Rede Globo, sim, não só pensaria, mas diria.

Entretanto o desrespeito maior foi ao povo brasileiro, principalmente ao seu público, à sua fantástica audiência! A Rede Globo pode ser assistida em qualquer parte do território nacional. Muita gente, em lugares onde a Band não chega, acompanhou toda a cobertura do Pan através da Globo. Muita gente, naquele domingo, gente simples, lá dos Cafundós do Judas, ligada na Globo, esperou pelas imagens da festa de encerramento do Pan. Gente pobre que não pode pagar TV por assinatura. Gente que nem sempre tem o pão, ficou com o circo do Faustão.

A Globo não pôde, por vergonha e ódio, transmitir a festa do Pan, fugiu do Maracanã.

A Globo enfiou o rabo entre as pernas e fugiu do Maraca!

Vergonha!"

Fonte:http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=681



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