16 junho 2007

Parada da Liberdade:


Primeiramente, gostaria que os leitores deste texto despissem-se dos pré-conceitos antes de lê-lo.

Quem não viu a maior festa GLS do Mundo pela TV, que deixou na capital paulista cerca de 135 milhões de reais, perdeu um dos maiores momentos de interação, liberdade e respeito ao próximo que a Avenida Paulista já viu.


3,5 milhões de pessoas, dos quais, cerca de 1 milhão de heterossexuais, brincando, divertindo-se, confraternizando a liberdade e o direito das minorias que querem ser apenas respeitados. O Carnaval, que julgamos ser a maior festa popular brasileira é na verdade segregacionista (veja-se os cordões de Salvador), mas na parada Gay brinca todo mundo, jovens, adultos, Homo e Heteros, até mesmo crianças divertiam-se.

Aproveito a oportunidade para dar os parabéns ao quadro “Profissão Repórter” do Fantástico, que mostrou experiências fabulosas de Homossexuais. O casal de lésbicas que teve direito à escritura conjunta da terra onde vivem em um Assentamento do MST, e o casal de cabeleireiros que adotou 4 crianças, e dão a elas a vida que nunca poderiam ter.

São momentos como estes que me deixam ainda mais a certeza de que, ao contrário do que muitos pensam e tentam bordar, os Homossexuais são pessoas como eu e você, humanas, com coração, trabalhadoras, que querem apenas viver e serem felizes com a opção sexual que mais lhes agrada, aliás, se todo mundo fosse igual, pensasse igual e agisse igual, o mundo tão teria graça, por isso, viva a diferença e o respeito mútuo!

2 Comentários:

Às 17/6/07 10:09 PM , Blogger Dorian disse...

Cássio,
É um tema delicado esse que você escolheu, do qual discordo de alguns enfoques. Primeiro, não acho que a manifestação seja um local adequado para levar crianças, muito mais para que se divirtam. É um tema adulto. Também acho que ser homossexual é uma escolha individual (alguns nem escolhem, já nascem homossexuais). Algo que devia ser natural, como gostar ou não de sorvete de abacaxi ou andar de bicicleta. No entanto, no "grande evento" onde gritam contra a discriminação, se vestem e se comportam de maneira completamente anormal. Transformam-se naquilo que não deveria existir. Transformam-se em um esteriótipo deles mesmos. Naquele momento são personagens, não pessoas, o que faz com que não sejam levados muito a sério. Sou contra a passeata e contra o aspecto circense do evento e garanto que sou muito menos preconceituoso em meu dia-a-dia do que muitos dos que lá compareceram para apenas "se divertirem".

 
Às 19/6/07 6:21 PM , Blogger Celso Augusto disse...

Caro Dorian:
"Nascer" homossessual é complicado, pois isto pertence muito mais ao campo da antropologia, da identidade, é algo muito mais construíodo socialmente do que biológico. Portanto, não se nasce homossexual. Simone de Beavoir, notéria feminista do século XX, afiremava que nea mulher: "não se nasce mulher, TORNA-SE mulher."
Quanto ao se vestir e se comportar de modo "anormal", aí que está esteriotipando é vocÊ: a própria passeata, o movimento GLTTB questiona o conceito se sexualidade NORMAL. Assim como a luta antimanicomial quastiona o tratamento dado aos LOUCOS...
como hetero, socialista, humanista, apóio a Parada, penso que todas estas questões, de Gênero, orientação sexual, combate a o racismo sao questões POLITICAS também e portanto, devem manifestar-se em PUBLICO, na esfera pública, política.

 

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

Links para esta postagem:

Criar um link

<< Página inicial



Free counter and web stats