19 março 2007

Cadê o MDB velho de guerra?


Não se pode negar a contribuição histórica do PMDB, herdeiro do MDB que abrigou toda a oposição brasileira contra o regime Militar, pessoas do cunho de Pedro Simon, Márcio Moreira Alves, Mário Covas e Ulisses Guimarães merecem toda a nossa lembrança, mas desde a morte deste último, as coisas no partido não andam muito boas.

Primeiro foi o inchaço de Coronéis do Nordeste, o que não falar de Mão Santa, José Sarney, Jader Barbalho... e tem os sulistas também. Mas também a coisa definhou com as constantes brigas e divisões internas, o PMDB tornou-se filial do Governo, nunca teve um projeto de Brasil, sempre foi coadjuvante de todos os governos desde a Redemocratização.

Mas o caso desta semana foi ainda mais feio. Odílio Babinotti, um deputado do chamado “baixo-clero”, aqueles sem expressão na Casa e que vivem de emendas ao Orçamento, o maior produtor de sementes de Soja do Brasil foi indicado para o Ministério da Agricultura, talvez o mais importante da atualidade, devido a nossa dependência aos produtos agro-exportadores, e logo surgiram denúncias contra o mesmo.


O problema não é estar ou não respondendo a processo, até porque ninguém pode ser considerado culpado até que se prove o contrário, mas já que o PMDB fez um lista de indicações, deveria triar melhor os nomes, assim como o Governo deveria fazer o mesmo na hora da escolha. Mas neste fim de semana, fomos surpreendidos com a desistência de Balbinotti em ocupar o Ministério. Ficou pior. Pareceu assinar um atestado de culpa. Ele conseguiu em menos de uma semana ir do Céu (paz) ao Inferno e agora talvez esteja no Purgatório. Seus correligionários é que não devem ter gostado muito da exposição nacional negativa que sofreu o Deputado, é isso que dá querer dar o passo maior que a perna. Balbinotti foi um dos campeões de voto aqui no Paraná, mas esta situação pode ter manchado a sua reputação.

4 Comentários:

Às 20/3/07 10:05 AM , Blogger Omar disse...

Um detalhe me chamou a atenção nessa indicação. O Requião deu uma entrevista dizendo-se satisfeito com a indicação do Balbinoti, mas se não me engano esse deputado é totalmente, favorável aos trangênicos, enquanto o nosso governador não pode nem ouvir falar no assunto, então como ele podia estar satisfeito?
Na verdade, eu acho q o Requião, agora ficou feliz com a imprensa, pois o Lula recuou depois q foi feito aquele carnaval todo em cima a ação q tramita no STF.
Abraços

 
Às 20/3/07 1:09 PM , Anonymous Valmir Trentini disse...

O governo Lula tem sido vítima da obra de engenharia política para ter governabilidade. Assim, aceita indicações que geram desgaste como a do nosso Balbinotti, para acomodar partidos. O pior se dá com o Banco Central, comandado pelo Henrique Meireles, que se mantém no cargo desde o primeiro governo por imposição de Washington. Ele tem uma folha de processos notável, que levou o presidente a editar medida provisória para ele, Meireles, ter status de ministro para ter foro previlegiado quanto a processos que recaem sobre ele.

 
Às 18/4/07 7:26 PM , Blogger Clara Maria disse...

`´E muito engraçado ver pessoas que
se iludem quanto ao papel do MDB na
história do golpe Militar e das oposições. O MDB e os que o sucederam
sempre estiveram junto ao poder, sempre apoiaram o Golpe e todos os governos . Pedro Simon e Paulo Brossard exigiram 15 anos de exilio para o Brizola quando o regime queria
apenas 10. Iludem-se quem pensa que o PMDB alguma vez foi oposição, ele sempre foi um apoiador e oportunista de toda esta canalhice que esta ai.

 
Às 18/4/07 10:17 PM , Blogger Eduardo disse...

Não por acaso que, nos tempos da Ditadura, a ARENA era chamada de "partido do sim". E, o MDB era chamado "partido do sim, senhor".

Ulysses Guimarães, tão festejado, apoiou o golpe desde o início, votou em Castello Branco e só rompeu com o regime quando "sentiu", oportunisticamente, que a sociedade estava contra e seria melhor "negócio" ser contra também.

Após a redemocratização, o PMDB mostrou sua verdadeira face: fisiológica ao extremo.

Nem o nefasto PFL é tão despudorado quanto o PMDB. O PFL sente-se constrangido em ser "governo", enquanto o PMDB é governo SEMPRE!

O Senador Pedro Simon, por exemplo.

O que "resta" dele além de discursos teatralizados?

O que resta é a ação. E, em sua ação, aceitou ser vice-presidente na chapa de Garotinho.

É possível levar à sério?

Lamentável!

 

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