12 fevereiro 2007

Para alguns pode, para outros não!


Ano passado, a maior revista de circulação deste país, que goza de grande credibilidade perante boa parte da população, e ajuda a difundir o modelo único de pensamento e visão de mundo, uma revista de sacanagem, mais conhecida como Veja, mas que deveria chama-se Não Veja, dedicou uma página inteira para criticar um anúncio da Petrobrás publicada em uma revista do MST.

Dizia a reportagem que a Petrobrás, por ser uma estatal, utilizou-se de dinheiro público para financiar uma revista do grupo de arruaceiros do MST, algo insano no entender da Veja.

A Petrobrás também anuncia na revista Veja, Istoé, Época, mas será que alguma reclamou? É dinheiro público também que está indo para as mãos de mega-empresários que não têm tanto compromisso assim com a verdade. Tais revistas representam um seguimento grande e importante da população, e por isso a propaganda e tais veículos atinge um grande público. Pois bem, o MST também representa uma parcela grande de excluídos, que lêem a sua revista, e assim a propaganda da Petrobrás também atinge o seu objetivo.

Se é assim, a Petrobrás também patrocina à décadas o time de futebol que mais deve para encargos para a União, o Flamengo, e porque nenhuma indignação quanto a isso? Os torcedores do outros clubes, que também são contribuintes, estão sendo prejudicados por uma empresa estatal investir apenas em uma parcela da população, ou será que todos aqui somos flamenguistas?

Temos que nos libertar do julgo da grande mídia, que decide por nós o que é correto e o que não é. No Brasil, apenas sete famílias detêm o monopólio e decidem o que é notícia e o que deixa de ser notícia. Mas as coisas estão mudando, afinal, recentemente, tentaram nos vender um chuchu que estava estragado, mas o povo não comprou.

6 Comentários:

Às 12/2/07 11:27 PM , Blogger Dorian disse...

Cássio,
Mas existe uma diferença entre anunciar na Veja e na revista do MST. Se a Petrobras deixar de anunciar na Veja a revista vai continuar sendo publicada normalmente pois terá inúmeras outras empresas dispostas a pagarem pelos anúncios. Ao contrário da revista do MST que dificilmente conseguiria uma empresa que quisesse associar seu nome a causa. Ou seja, o anúncio da Petrobras foi quem viabilizou a revista e isso pode ser considerado um "investimento" sem fim comercial e apenas uma forma de, utilizando dinheiro público, fazer propaganda político-ideológica.

 
Às 13/2/07 12:10 AM , Anonymous Carlinha disse...

Questão de ponto de vista, como foi o caso de teu amigo acima...
Mas, em todo o caso, o Zé Povinho (nós/eu) estamos acordando pra isto...
Chuchu agora no lugar que lhe é de direito, junto aos donos do dinheiro ensinando seus filhos em faculdades de elite.
Beijos!

 
Às 13/2/07 9:09 AM , Anonymous Omar disse...

Dorian e seu sectarismo. Ora, se publicar na revista do MST significa fazer propaganda político-ideológica, ao se publicar na Veja, a empresa está associando seu nome a visão adotada por ela, então neste caso a Petrobrás tb está fazendo propaganda político-ideológica. Seguindo esta lógica o correto seria impedir q empresas estatais fizessem publicidade.
Sobre a Veja, antes eu era a favor a deixar de ler essa revista, mas hj penso diferente, não acho q isso resolva, penso q o correto é ler mas com um pé atrás, ler só p/ ver o q um veículo de comunicação não deve fazer.
Té mais, Cássio.

 
Às 13/2/07 6:07 PM , Anonymous Márcio Pimenta disse...

Caro Dorian,

Inoportuno o seu comentário. Absolutamente tendencioso. O que o Cássio questiona é bastante pertinente: por que aqui pode e lá não?

Abraços Cássio!

 
Às 14/2/07 1:13 PM , Blogger cesarmiguel disse...

Acho que a revista do MST não deve ter tido um número único.

Foi um anúncio da Petrobrás, não acho que viabilizou a revista toda.

Com certeza eles têm mais patrocínios e mais anúncios que esse único da Petrobrás.

 
Às 14/2/07 11:13 PM , Blogger Dorian disse...

Omar e Márcio,
Não é uma questão de sectarismo, mas de pragmatismo. Os anúncios na Veja ou em outros veículos que atinjam um grande número de pessoas deve ter o objetivo comercial como foco. Os leitores da revista do MST não devem ser público-alvo de muitos produtos, principalmente petróleo e derivados!

 

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